quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Homenagem Natalina pelo Elo Geográfico



Natal:

sentimento que,
enchendo o abismo do universo,
cabe com seu esplendor,
No olhar de uma criança,
no cálice de uma flor,
Esse Jesus imortal, único, bom e clemente,
de quem sou o mais humilde crente.

Mártir que fez com seu olhar sublime,
o luar do perdão para a noite do crime,
abriu com a luz da bem-aventurança,

Jesus...

Deus menino homem que está,
Como um farol da glória,
No cume da montanha escavada da história,
contemplando o infinito,
iluminando a terra.

Essa luz que a flor da alma humana encerra,
É de quem sofre,
é de quem geme,
é de quem chora,
É de todos que vão pela existência afora,
Tristes (santo, herói, escravo ou proscrito),
os pés calcando o lodo...
os olhos voltados para o infinito.

O Natal está nos olhos das crianças,
em suas mãozinhas delicadas,
que revelam sempre novas surpresas.
O Natal está em suas faces alegres e
em tudo o que dizem.

"Senhor, que neste Natal, milhares e milhares
de pessoas possam encontrar-se com Jesus,
a razão do Natal, a vida verdadeira,
assumindo com ele um compromisso de vida.
Que as festas e os presentes não nublem
as mentes, mas que todos possam
se deixar levar por essa "Canção de Amor":

Jesus!

"Porque o nosso Deus é misericordioso
e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós
a sua luz e do céu iluminará todos os que
vivem na escuridão da sombra da morte,
para guiar os nossos passos no caminho da paz".

Desejo que você tenha um Natal cheio de luz e paz junto ao menino Jesus.

E um Ano Novo repleto de saúde e realizações.

Feliz Natal!!!
Feliz Ano Novo!!!




" Oração de Natal "

Senhor, nesta Noite Santa, depositamos diante de Tua
manjedoura todos os sonhos, todas as lágrimas e esperanças
contidos em nossos corações.

Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue
uma lágrima.
Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor.
Suplicamos por aqueles que Te buscam sem saber ao certo
onde Te encontrar.
Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar.

Abençoa, Jesus-Menino, cada pessoa do planeta Terra,
colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste
acender na noite escura de nossa fé.

Fica conosco, Senhor! Assim seja!

(autor desconhecido)

Mensagem Angels
Celine Dion - (Cristmas) So This Is Christmas( vídeo )


Telescópio europeu no Chile capta imagens inéditas da Nebulosa da Chama


Imagens foram DIVULGADAS neste sábado pelo Observatório Austral Europeu.Lentes
INFRAVERMELHAS deixam ver interior da constelação de Orion.


Neste sábado (12) pelo Observatório Europeu Austral mostra uma primeira imagem feita pelo Vista (sigla em tradução para Telescópio de Pesquisa Astronômica Visível e em Infra-Vermelho, localizado no deserto chileno do Atacama) da Nebulosa da Chama, uma massa de poeira e gás em Sala de estrela na constelação de Orion e em seus arredores.

Na luz normal, o centro do objeto está escondido atrás de grossas camadas de poeira, mas nesta imagem, feita com lentes INFRAVERMELHAS, pode-se ver com mais clareza como jovens e quentes estrelas escondidas em seu interior.

Uma câmera, com amplo campo de visão, mostra também o brilho da Nebulosa da Chama ea forma fantasmagórica da chamada Nebulosa da Cabeça do Cavalo. (Foto: AP)


Do G1

12/12/09 - 06h59 - Atualizado em 12/12/09 - 06h59

Proposta sobre mudanças climáticas causa polêmica na Cop-15


Em Copenhague, africanos protestaram contra uma proposta feita pela Dinamarca para
substituir o Protocolo de Kyoto. Ela pode excluir o Brasil do fundo para adaptação e combate
ao aquecimento global.


Chuva de granizo assusta moradores de Minas Gerais

As altas temperaturas do verão exigem cuidado redobrado com uma dengue. Os termômetros
andam até 4 º C acima da média. Chuva de granizo causou estragos não em Divinópolis, em
MG, e no interior de SP.

Site G1 --22/12/2009


Gerente de Meio Ambiente da Firjan fala sobre chances para empresas brasileiras na Cop-15


Luis Augusto Carneiro de Azevedo acredita que as Namas, Ações Nacionais Verificáveis Para
Países em Desenvolvimento, são uma grande oportunidades para empresas brasileiras, na
Cop-15, em Copenhague.


Site G1

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Celebrando Galileu


Apesar de o Ano Internacional da Astronomia já estar nos seus momentos finais,
algumas atividades ainda continuam. Por exemplo, essa imagem fantástica foi
lançada pela Nasa para homenagear Galileu, que há 400 anos fazia uma das
primeiras observações de cunho científico do céus.



Esta imagem é uma combinação de registros dos Grandes Observatórios da Nasa, compostos por telescópios atualmente em órbita da Terra: o Chandra, que observa em raios X, o Hubble, que observa desde o ultravioleta até o infravermelho próximo e o Spitzer, que observa no infravermelho.

Na verdade ainda teria o Compton, mas esse já terminou sua missão e foi mandado para o fundo do mar, numa reentrada controlada na atmosfera. Este último telescópio era capaz de observar em raios gama.

Mesmo esses três telescópios ainda ativos já mostram sinais da idade, o Chandra completou recentemente 10 anos de serviço e seus detectores já não estão tão bons e o Spitzer exauriu sua carga de hélio líquido e não consegue mais ser mantido frio o suficiente para observar no infravermelho mais distante e agora está operando em sua fase “morna”. O próprio Hubble, se não fosse a última missão de reparos em maio, já estaria aposentado.

A região desta imagem cobre uma área do céu semelhante a uma Lua Cheia, apontada justamente para o centro da Via-Láctea. Neste panorama podemos evidenciar o caos que é esta região da galáxia, com muita poeira, gás e radiação.

Em um espaço tão reduzido, é possível encontrar estrelas se formando, estrelas jovens e quentes, antigas e frias, restos de supernovas, anãs brancas, enfim exemplos de todos os tipos de estrelas e fases de suas vidas.

Além delas, é possível notar o efeito de tanta coisa junta, as nuvens de gás e de poeira que obscurecem o centro da Via-Láctea são esculpidas e formam pilares e bolhas.

O centro da galáxia, propriamente, é a mancha branca à direita do painel. Dentro desse casulo está o buraco negro central de nossa galáxia, com massa de milhões de vezes a massa do Sol. Você pode acessar a imagem original em alta resolução aqui.


Astrônomo Cássio Barbosa

11 de novembro de 2009 às 15:15

Site G1

Vídeo com imagens belíssimas em homenagem à Galileu




Atolado em Marte


Você se lembra dos jipes Opportunity e Spirit em Marte que estão desde janeiro de 2004? Planejados para durar uns 3 meses, eles ainda estão lá trabalhando, enfrentando os rigores de um clima bastante inóspito para Equipamentos Eletrônicos.

Além da idade dos equipamentos, o desgaste pela contínua exposição à radiação de alta energia do Sol, BEM COMO O acúmulo de poeira sobre os painéis solares, que com Têm feito uma enguia percam eficiência ao longo dos anos. Mas ainda estão ativos.

Agora o problema é outro e bem inusitado. O Espírito está atolado em Marte! Na verdade desde o dia 23 de abril ele está preso em uma região batizada de "Troy" (Tróia). Desde 2006, uma das 6 rodas do jipe (um frontal direita) se quebrou e desde então tem o Espírito andando de ré, puxando uma roda defeituosa.

Em abril deste ano, ao caminhar sobre a superfície, o jipe atingiu uma área que se partiu. Era uma crosta que não resistiu ao peso do jipe e não seria grande problema, se por baixo não houvesse areia fina.

Essa areia como fez patinarem rodas. O resultado das primeiras tentativas de desatolar o jipe foi ele que afundou na areia fina. Diante disso, os cientistas da Nasa DECIDIRAM parar tudo e começaram a quebrar a cabeça para tentar Livrar o Espírito.

Desde então, Centenas de simulações foram feitas com uma réplica do jipe em Pasadena, na Califórnia. Existe uma área que simula as Condições do relevo marciano, que é usada para planejar as manobras dos jipes, executadas antes de Serem. Apesar de muito realistas, esse tanque de testes não é Marte, a começar pela gravidade que aqui é muito maior.


O plano atual é dar força total à frente, e ir derrapando o jipe em que uma direção para uma rampa suave, como rodas tenham tração suficiente para movimenta-lo. Só que fazer isso a milhões de quilômetros de distância, com algumas horas de intervalo entre o comando ea ação, não é tarefa fácil.

Além disso, ninguém sabe como será o comportamento do jipe com uma arrancada nesta roda defeituosa. Os Próprios cientistas dessa missão de desatolamento estão pouco otimistas.

Por outro lado, com o retiro forçado, o Espírito teve oportunidade de fazer um estudo detalhado de seu tanque de areia. A região onde está atolado é um lugar com uma grande concentração de sulfatos. Provavelmente, era uma nascente com água fervente ou uma saída lateral de um vulcão que produziu um tal crosta que se partiu com o peso do Espírito.

Vamos aguardar mais notícias. As tentativas começaram há alguns dias.

Astrônomo Cássio Barbosa

23 de novembro de 2009 às 09:13

Site G1

Um pedaço de Marte na Antártida

Um Meteorito ALH84001

Em 1996, um time de astrônomos liderados por David McKay, do Centro Espacial Johnson da Nasa, publicou um artigo na afamada revista "Science", anunciando uma descoberta de uma evidência de atividade biológica fossilizada ALH84001 não meteorito. Esse meteorito foi encontrado na Antártida e é na verdade um pedaço arrancado de Marte.

Alguns impactos em Marte Devem ter Sido tão violentos que ejetaram pedaços de rochas da superfície e os colocaram no espaço. Alguns dos pedaços de rocha foram atraídos pela Terra e por aqui caíram. O processo inverso também DEVE ter ocorrido, mas como uma gravidade de Marte é muito menor que a da Terra, mais haver DEVE destroços de Marte aqui, do que o inverso.

O meteorito ALH84001, em especial, ao ser analisado mostrou traços de nanocristais de magnetita em pequenos glóbulos de material carbonáceo que Poderiam ter origem biológica.

A hipótese de MacKay e seus colegas Processos e BASEADA EM Ocorrem similares que na Terra, onde algumas bactérias encontradas na água e mesmo sem esses nanocristais secretam solo.

A ideia é que uma magnetita encontrada nenhuma meteorito tem origem biológica por causa de sua semelhança. Seria a primeira evidência sólida de que teria havido vida em Marte. Seria.

O grande problema da descoberta foi a maneira com que ela foi divulgada. Todo artigo científico precisa passar por uma revisão de outros cientistas que atuam na mesma área.

Chama-se revisão por pares (peer review) ou. No caso de análises como essa, de meteoritos, uma amostra é mandada para outros grupos fazerem uma checagem para confirmar semelhante (ou não) as afirmações do artigo. Acontece que neste caso tudo foi atropelado.

Por causa da Importância eo Impacto da Possível descoberta, o anúncio foi feito antes da revisão por pares e das amostras da análise. O anúncio chegou a ser feito pelo presidente dos Estados Unidos, numa Estratégia de marketing para Pressionar o Congresso Americano a dar mais verba para enviar sondas a Marte.

Por causa do atropelo, muita gente torceu o nariz. A coisa ficou pior quando outros grupos mostraram que era Possível, Sob condições determinadas, os tais Obter nanocristais de magnetita, Tais Os Quais encontrados nenhum meteorito. Um Presente em magnetita ALH84001 foi recriada em laboratório em um processo chamado de decomposição térmica de carbonáceos.

Agora, passados 13 anos, o mesmo grupo de astrônomos publicou outro estudo sobre o tema. Dessa vez, usando equipamentos modernos de análise (que não Existiam naquela época) e passando por todos os rigores da revisão por pares, eles mostram que uma hipótese biológica é a mais provável.

Partindo da ideia da origem inorgânica, eles rebatem uma noção de que uma decomposição térmica de Carbonatos pode dar origem aos cristais do meteorito. A conclusão é que uma hipótese de origem orgânica é a mais plausível.

A conclusão é que uma hipótese plausível de origem orgânica é, mas isso não significa que seja a única. Por enquanto, é uma explica melhor que uma magnetita da origem. Assim sendo, uma teoria de que já tenha havido vida em Marte ganha força.

E com ela uma esteira de Possibilidades interessantes: se um pedaço de Marte chegou à Antártida com evidências fossilizadas de vida, um outro pedaço não poderia ter trazido um pouco dessa vida à Terra?

Astrônomo Cássio Barbosa

Do Observatório

07 de dezembro de 2009 às 11:27




Nasa e Microsoft lançam portal de pesquisas sobre Marte


"Seja um marciano" Permite uma participação em pesquisas do usuário.
Site também traz salas de bate-papo e fóruns de discussão.

Portal ajudará internautas um e conhecer colaborar em pesquisas sobre Marte (Foto: Nasa / Microsoft)

Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos "

A Nasa e um Microsoft Anunciaram uma criação de um portal sobre Marte , Que ajudará os internautas a conhecer mais e ajudar nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.

O site, chamado "Seja um marciano" ( "Seja um Marciano" tradução, EM), permitira que o público participe para Melhorar os mapas de Marte E os ajudar cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em tradução).

"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

18/11/09 - 08h43

Atualizado em 18/11/09 - 08h43

Da EFE

Site G1

Submarino flagra erupção vulcânica no fundo do oceano


Imagem mostra o vulcão liberando uma nuvem de enxofre, perto das Ilhas Samoa.


SÃO PAULO - Um submarino conseguiu flagrar um impressionante espetáculo da natureza a 1.200 metros de profundidade, no Oceano Pacífico.

Cientistas conseguiram capturar o momento em que um Vulcão entrou em erupção no fundo do oceano. A imagem mostra o vulcão liberando uma nuvem de enxofre, perto da costa das Ilhas Samoa.

A lava entra em contato com um Água Fria e se solidifica instantaneamente, despencando para o fundo do oceano.

Esta foi a primeira vez que uma erupção vulcânica fundo do oceano não foi filmada com equipamentos de alta resolução.

Sábado, 19/12/2009

Site G1




O Caldeirão da Grande Nuvem, ou um estica-e-puxa cósmico

Os Enigmas do Universo pelo astrônomo Cássio Barbosa

Você consegue imaginar como seria uma maternidade só de bebês gigantes? Meio difícil, mas imagine agora que são estrelas-bebês-gigantes. Mais difícil? Então dê uma olhada nesta última imagem do Hubble. Voilà! Aqui está o maior berçário de estrelas de alta massa conhecido nas nossas vizinhanças.

A Via-Láctea forma um sistema com uma galáxia de Andrômeda que domina um aglomerado de galáxias próximas, chamado de Grupo Local. Essas duas galáxias são as maiores das redondezas e as que têm mais matéria desse sistema. Ao redor delas, dezenas orbitam e dezenas de outras galáxias satélites. Bem perto da nossa Via-Láctea duas galáxias existem irregulares que estão bem próximas: a Grande ea Pequena Nuvem de Magalhães.

Quem já as viu (é preciso um local bem escuro, no Hemisfério Sul) vê mesmo no céu duas manchas parecidas com nuvens. Essas galáxias estão sofrendo o puxão gravitacional da Via-Láctea e elas já algumas vezes um atravessaram. Tenho um colega que já sugeriu que as extinções em massa na Terra Poderiam estar Associadas a esses eventos, mas isso é outra história.

O fato é que esse puxa-repuxa que lembra bem um cabo de guerra deforma tanto as Nuvens de Magalhães quanto a Via-Láctea, mas como a massa das Nuvens é bem menor, como bem mais coitadas SOFREM. O gás contido nelas se comprime, esticado "é", esquenta e esfria por períodos de milhões e milhões de anos. Resultado? O maior berçário de estrelas de alta massa conhecido nas nossas vizinhaças!

A imagem do Hubble mostra o aglomerado de R136 Dentro do complexo de 30 Doradus. Cada um destes pontos azuis corresponde a uma estrela com dezenas de vezes a massa do Sol, algumas com mais de cem vezes! Cada uma delas EMITE um vento de partículas poderoso que vai limpando o meio em que nasceram, por isso esse formato de Buraco. No meio deste gás todo, mais estrelas estão se formando e depois de alguns milhões de anos depois Devem aparecer de limparem o meio em que estão.

O aglomerado tem por volta de alguns milhões de anos de vida e logo logo, esses pontos azuis vão começar a explodir. "Logo, logo" significa mais alguns milhões de anos, pois a vida dessas estrelas não chega a 5 milhões de anos às vezes. Imagina só essas estrelas explodindo como supernovas! Um belo show pirotécnico não céus do Sul.


Astrônomo Cássio Barbosa

15 de dezembro de 2009 às 16:18

Site G1

domingo, 20 de dezembro de 2009

Estudo conclui que homem já processava alimentos há 100 mil anos



Descoberta registra a mais antiga Utilização extensiva de cereais na dieta de que se tem notícia

Há mais de 100 mil anos o homem já processava grãos e cereais consumia. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta, dia 18, na revista Science de autoria, de um pesquisador canadense.

Julio Mercader, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Calgary, descobriu resíduos de sorgo em ferramentas feitas de pedra em uma caverna em Moçambique. O achado indica uma Utilização de grãos em um momento em que se achava que os humanos baseavam em uma agricultura itens mais facilmente cultiváveis, como frutas.
Trata-se da mais antiga Utilização extensiva de cereais na dieta de que se tem noticia.

Dezenas de ferramentas de pedra foram encontradas em uma caverna e profunda Apontam que o selvagem Sorgo, antecessor do principal grão consumido atualmente na África subsaariana em farinhas, pães e bebidas alcoólicas, fazia parte da dispensa dos primeiros Homo sapiens. O estudo apresenta a primeira evidência direta do uso de cereais pré-domesticados no mundo.

- Os resultados expandem a linha do tempo para o uso de sementes de gramíneas pela nossa espécie e são prova de uma dieta ampla e sofisticada em um momento muito anterior ao que se estimava. Isso ocorreu durante o Paleolítico Médio, em um momento no qual a coleta de grãos selvagens convencionalmente era vista como uma atividade irrelevante e não tão importante como a coleta de raízes ou frutos - disse Mercader.

Em 2007, o pesquisador canadense e colegas da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, escavaram uma caverna sedimentaria próxima ao Lago Niassa, que foi usada por indivíduos que coletavam alimentos durante mais de 60 mil anos.

No fundo da caverna os cientistas descobriram como ferramentas feitas de pedra, ao lado de ossos de animais e de resíduos de vegetais, indicando práticas dietéticas pré-históricas. Em seguida, descobriram dezenas de Milhares de grãos de amido, indicando que o sorgo selvagem era trazido e processado Sistematicamente no local.

- Há hipóteses de que o uso de amido representa um passo fundamental na evolução humana ao Melhorar a qualidade da dieta nas savanas e matas africanas, onde as primeiras linhagens humanas evoluíram. Essa Nossa descoberta pode ser Considerada um dos primeiros exemplos dessa transformação na dieta humana - disse Mercader.

Em Canal Rural
20-12-2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Amazônia é o melhor lugar para investimentos em créditos de CO2

Futuro mercado de créditos de carbono florestais pode render US$ 20 bilhões anuais até 2020 aos países amazônicos

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Países amazônicos serão os primeiros ganhadores em um futuro mercado de créditos de carbono florestais, que pode chegar a US$ 20 bilhões anuais até 2020, de acordo com um novo relatório.

Estima-se que o desmatamento seja responsável por cerca de 12% das emissões dos gases do efeito estufa que causam a mudança climática e há um consenso geral de que o novo acordo global para o clima - em negociação em Copenhague - deve incluir um plano de proteção de florestas.

O plano permitiria que nações ricas cumprissem suas metas de emissão também investindo na preservação de florestas de países em desenvolvimento. Se o plano avançar, governos deverão, então, resolver onde colocar seu dinheiro.

O Índice de Carbono Florestal - lançado pela 'think-tank ambiental' (organização que realiza pesquisas e sugere soluções para os problemas do meio ambiente) Resources for the Future e pela consultoria Climate Advisers, ambas de Washington, D.C. - objetiva ajudar investidores e instâncias decisórias a escolher florestas ao redor do mundo.

O índice é calculado com base no potencial biológico da área para a armazenagem de carbono e no custo de oportunidade do local em termos de proteger a floresta ao invés de cortá-la por madeira ou limpar o terreno para agricultura e pasto. O índice também leva em conta o risco de investimento baseado na capacidade de cada país de fiscalizar e negociar suas florestas, a facilidade de negócio, a estabilidade política e as condições de governança local.

É o primeiro estudo do tipo que exibe de forma tão ampla os melhores lugares para entrar no mercado de carbono florestal, afirma Nigel Purvis, chefe da Climate Advisers e diretor do projeto.

Destaques sul-americanos

De acordo com o estudo, todas as regiões Amazônia-Andes, América Central, Bacia do Congo, Madagascar e Sudeste Asiático vivenciam desmatamento suficiente para se capitalizar com o mercado de carbono. Mas as primeiras oportunidades surgirão nos países com ambiente de investimento mais seguro.

O relatório sugere que 85% dos melhores lugares para retornos de carbono florestal estão na região amazônica, particularmente no Brasil e no Peru, onde existem altos índices de desmatamento, terras baratas, capacidades de mercado instaladas e vontade política para salvar as florestas.

A Bacia do Congo - com suas florestas ricas em carbono e preços baixíssimos - contém aproximadamente 75% dos locais com potencial de alto lucro. Mas índices de desmatamento relativamente baixos, instabilidade política e pouca capacidade para levar créditos de carbono ao mercado diminuem as chances da região de atrair investimentos na próxima década.

As classificações do índice confirmam as suspeitas de analistas do setor, afirma Doug Boucher, que dirige a Iniciativa para o Clima e a Floresta Tropical da Union of Concerned Scientists, em Washington, D.C. Boucher acrescenta que o investimento futuro não dependerá apenas do índice. O Brasil, por exemplo, anunciou que não venderia seus créditos de emissão no mercado de equilíbrio porque deseja que os países desenvolvidos se concentrem na redução de suas próprias emissões.

Ao invés disso, o Brasil criou um fundo que permite que nações ricas façam doações que ajudem o país a cumprir sua meta de reduzir o desmatamento em 80% até 2020. "Boa parte do investimento depende das políticas nacionais", afirma Boucher.

Trabalho em curso

Leo Bottrill, que mapeia as causas do desmatamento regional para o grupo conservacionista WWF, em Washington, D.C., alerta que embora o índice seja um bom panorama das oportunidades de carbono florestal, alguns dos conjuntos de dados nacionais e globais usados "devem ser tratados com cautela".

"Áreas atualmente identificadas na Bacia do Congo como carbono florestal de baixo custo podem na verdade estar sobre concessões minerais valiosas ou no caminho de futuras rotas de transporte", afirma Bottrill. "É importante complementar a informação do índice com dados práticos mais detalhados sobre a infraestrutura planejada."

"Se você realmente está pensando em fazer um investimento específico, você precisa ter uma lista de critérios muito mais detalhada", acrescenta Jan Fehse, chefe de serviços florestais da empresa de troca de carbono EcoSecurities, sediada em Dublin, Irlanda.

Fehse gostaria que o índice fosse expandido para acompanhar o progresso do desenvolvimento de políticas e sistemas legais e sociais para o mercado de carbono nos próximos anos. "Ao acrescentar camadas de informação, ele pode se tornar muito mais útil do que já é", afirma. Purvis espera que seu grupo apresente uma versão mais detalhada do índice no ano que vem.

"Essa é uma tentativa de compilar os melhores conjuntos de dados disponíveis no mundo", diz. "É o início da discussão e não o ponto final." Tradução: Amy Traduções

Veja as fotos

Veja o Infográfico mais notícias da Cúpula


Terra

10 de dezembro de 2009 • 11h59 • atualizado às 13h27


O que Você pode Fazer para Mudar o Mundo?






África do Sul sediará a COP 17, a conferência climática de 2011


18ª edição será realizada na Ásia, em lugar a ser definido.COP 16 já está confirmada para a Cidade do México


A África do Sul sediará, em 2011, a 17ª convenção climática patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou nesta quarta-feira (9) a presidente da edição iniciada esta semana em Copenhague, Connie Hedegaard.

o próximo ano, a 16ª conferência da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas ocorrerá na Cidade do México. A 18ª edição, prevista para 2012, será realizada na Ásia, em lugar ainda a ser definido, prosseguiu Hedegaard.

A edição deste ano, em Copenhague, conta com a presença de cerca de 15 mil delegados, ativistas e jornalistas, além de milhares de pessoas que participam de uma conferência climática "alternativa" no centro da capital dinamarquesa.

As informações são da Dow Jones.

Da Agência Estado

09/12/09 - 13h16 - Atualizado em 09/12/09 - 13h16

Brasil propõe na Cop-15 mandar CO2 para debaixo da terra

Nesta quarta-feira (16), em Copenhague, o governo brasileiro disse que vai adotar a colheita

mecânica, para não haver queima de cana para o álcool. A medida faria uma tonelada de CO2 ir para o solo.

Site G1


Lula e Sarkozy convocam reunião para salvar acordo sobre o clima

Lula e Sarkozy convocam reunião para salvar acordo sobre o clima


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, presidente da França, convocaram uma reunião de emergência nesta quinta-feira para viabilizar um acordo na reunião sobre mudança climática das Nações Unidas, em Copenhague.

Sarkozy, que horas antes surpreendera ao defender o Protocolo de Kyoto em seu discurso de abertura, afirmou que a chanceler da Alemanha, gela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já teriam concordado com a extensão do acordo.

Faltando menos de 24 horas para o encerramento do encontro, Lula admitiu que o entendimento a ser alcançado em Copenhague não será "o mais perfeito", mas disse que chegou a hora de "construir o acordo que é possível construir".

"Penso que essa proposta de uma reunião representativa dos principais interlocutores regionais permite que cheguemos à assembleia amanhã (sexta-feira) com uma proposta para ser aprovada", disse Lula.

"Se não tivermos a competência de reunir o líderes e tomar decisão, corremos o risco de sermos fotografados como os líderes que não cuidaram do planeta quando era possível."

História

O presidente brasileiro pediu aos jornalistas que observassem os acontecimentos desta quinta-feira sob a perspectiva da História sendo feita.
"Quando vocês forem escrever um livro sobre o que aconteceu em Copenhague, vocês vão dizer: tal dia não tinha acordo e tal dia aconteceu o acordo."

As discussões sobre continuar ou não o Protocolo de Kyoto vêm dividindo países neste encontro. Como os Estados Unidos não são signatários deste tratado, os outros países industrializados resistem a um novo período de compromisso.

Para eles, seria mais interessante assinar um novo tratado, em que todos estivessem presentes, com as mesmas regras e metas para todos os ricos.
Os Estados Unidos defendem ainda a inclusão de metas para os países emergentes neste possível acordo.

Essa última possibilidade, no entanto, é rejeitada categoricamente pelos países em desenvolvimento, que suspeitam que ela seja parte de uma estratégia dos países ricos para se eximir das responsabilidades já assumidas.

África

Na sua coletiva de quinta-feira, Lula voltou a afastar a possibilidade de um novo acordo se afastar de Kyoto.
"Eu penso que não há possibilidade de haver retrocesso, porque todo mundo sabe que embora as responsabilidades sejam de todos, elas têm que ser diferenciadas pelo tempo histórico da emissão de gases do efeito estufa", disse Lula.

"Nisso já há consenso. Para nós é importante a manutenção do princípio do Protocolo de Kyoto. Precisamos de metas claras e objetivas."
Lula destacou também que, em qualquer acordo, será necessário garantir vantagens aos países africanos.

O líder brasileiro afirmou que não se pode separar as noções de combate à mudança do clima e de desenvolvimento.
"Precisamos dar contribuições para que os africanos tenham no século 21 a oportunidade que não tiveram no século 20."
Lula admitiu ainda ter encontrado um "pessimismo exagerado" ao desembarcar em Copenhague.

Paralisação

Na quarta-feira, as negociações passaram praticamente todo o dia suspensas, depois que a presidência dinamarquesa da conferência climática anunciou que apresentaria um novo texto-base.

A iniciativa provocou confusão e irritação entre os negociadores. Nas palavras de um integrante da equipe brasileira, "as pessoas sentiram como se tivessem jogado dois anos de negociação fora".

Nesta quinta-feira, os delegados voltaram a trabalhar nos textos originais, que foram elogiados por Lula.

"Tem muita coisa que nós queremos que já estão nos documentos. Outras faltam, outras entram em colchetes, mas os líderes políticos existem pra isso. Chegou a hora dos líderes sentarem e dizerem: o acordo vai ser esse e aprovar o que for possível."

Fonte:

Por BBC, BBC Brasil

atualização: 17/12/2009 18:47

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Entenda os principais termos sobre mudança climática


Glossário traz 23 definições essenciais sobre aquecimento global.

O G1 selecionou 23 definições essenciais para você compreender os debates da Conferência Mundial sobre as Mudanças Climáticas em Copenhague, capital da Dinamarca, e seguem até o dia 18.

A Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, conhecida por COP 15, reunirá representantes de 193 países, entre os quais o Brasil. O objetivo é negociar medidas contra o desarranjo climático conhecido por aquecimento global - a alta anormal da temperatura causada pela emissão de gases de efeito estufa.





Terra, é possível graças aos gases de efeito estufa cujas moléculas Iniciativa do governo: termômetro 'de mentira' de 5 metros de altura foi instalado diante do palácio presidencial de La Moneda, em Santiago, capital do Chile (Foto: AFP/Martin Bernetti 24-11-2009)

C
Combustíveis fósseis – são combustíveis como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral que são produzidos pela decomposição contínua de matéria orgânica animal e vegetal através de eras geológicas. A sua produção é extremamente lenta, muito mais lenta do que a taxa de consumo atual e, portanto, não são renováveis na escala de tempo humana.

CO2 equivalente (CO2e) – CO2e. ou CO2eq. significa “equivalente de dióxido de carbono”, uma medida internacionalmente padronizada de quantidade de gases de efeito estufa (GEE) como o dióxido de carbono (CO2) e o metano. A equivalência leva em conta o potencial de aquecimento global dos gases envolvidos e calcula quanto de CO2 seria emitido se todos os GEEs fossem emitidos como esse gás.

As emissões são medidas em toneladas métricas de CO2e por ano, ou através de múltiplos como milhões de toneladas (MtCO2e) ou bilhões de toneladas (GtCO2e). O dióxido de carbono equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do CO2. Então, dizemos que o CO2 equivalente do metano é igual a 21.

D
Desmatamento – é a remoção de florestas do solo. Os desmatamentos resultam na perda de um importante sumidouro para o dióxido de carbono, que são as florestas.

Desmatamento Evitado – é a redução na taxa de desmatamento de uma área, de modo que a taxa de desmatamento resultante seja menor do que num cenário sem intervenção para diminuir o processo de conversão da floresta.

Dióxido de carbono (CO2) – gás que ocorre naturalmente, representando aproximadamente 0,036% da atmosfera, emitido na queima de combustíveis fósseis e biomassa, nas mudanças de uso da terra e em outros processos industriais. É o principal gás de efeito estufa e é utilizado como referência perante os outros.

E
Efeito estufa – é um fenômeno natural de retenção do calor (radiação infravermelha) emitido pela Terra, que, por sua vez, é resultado do aquecimento da superfície terrestre pela radiação solar. Este processo natural que fornece a temperatura necessária para o estabelecimento e sustento da vida na
capturam calor na atmosfera terrestre.

Emissões – liberação de gases de efeito estufa na atmosfera numa área específica e num período determinado.

Emissões antrópicas – emissões produzidas como resultado da ação humana. Por exemplo, estão sendo lançadas grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera por tais atividades como a queima de combustíveis fósseis, agricultura, fabricação de cimento etc.

Energia renovável – energia renovável é a energia derivada de fontes que não usam combustíveis esgotáveis (água - energia hidroelétrica; vento – energia eólica; sol - energia solar; marés e fontes geotérmicas). Alguns materiais combustíveis como biomassa, também podem ser considerados renováveis. Geralmente, a geração de energia renovável (com a exceção de geotérmica e hidrelétrica) não emite gases de efeito estufa.

Estoques de carbono – incluem o carbono armazenado em vegetação (sobre e debaixo do solo), matéria em decomposição no solo e produtos madeireiros.

G
Gases de efeito estufa (GEE) – constituintes gasosos da atmosfera, naturais ou antrópicos, que absorvem e reemitem radiação infravermelha. Segundo o Protocolo de Quioto, são eles: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF6), acompanhados por duas famílias de gases, hidrofluorcarbonos (HFCs), perfluorcarbonos (PFCs).

M
Mitigação – Ações para reduzir as emissões de GEE e, consequentemente, os efeitos das mudanças climáticas.

Mudança climática – mudança que possa ser, direta ou indiretamente, atribuída à atividade humana, que altere a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis.

P
Partes – podem ser países isoladamente ou blocos econômicos, como por exemplo, a União Europeia.

Partes Anexo I – o Anexo I da UNFCCC é integrado pelas Partes signatárias da Convenção e pelos países industrializados da antiga União Soviética e do Leste Europeu. A divisão entre Partes Anexo I e Partes Não Anexo I tem como objetivo separar as partes segundo a responsabilidade pelo aumento da concentração atmosférica de gases de efeito estufa. As Partes Anexo I possuem metas de limitação ou redução de emissões.




Partes Não Anexo I – as Partes Não Anexo I são todas as Partes da UNFCCC não listadas no Anexo I, entre as quais o Brasil, que não possuem metas quantificadas de redução de emissões.

Permanência – o carbono armazenado por sequestro em um reservatório pode ser liberado novamente. Apenas reservatórios permanentes são aceitáveis para propósitos de política climática.

Primeiro Período de Compromisso – o primeiro período de compromisso refere-se ao período compreendido entre 2008 e 2012.

Protocolo – um protocolo está sempre ligado a uma convenção existente, mas é um acordo separado e adicional que deve ser assinado e ratificado pelas “Partes” signatárias à convenção. Os protocolos fortalecem uma convenção geralmente somando compromissos novos e mais detalhados.

Protocolo de Kyoto – instrumento jurídico internacional complementar e vinculado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que traz elementos adicionais à Convenção. Entre as principais inovações estabelecidas pelo Protocolo, destacam-se os compromissos de limitação ou redução quantificada de emissões de gases de efeito estufa.

R
Ratificação – depois de assinar um tratado internacional como a UNFCCC ou o Protocolo de Kyoto, um país tem que ratificar isso, frequentemente com a aprovação de seu parlamento ou outra legislatura. O instrumento de ratificação deve ser depositado com o curador (neste caso o Secretário-Geral da ONU) para começar a contagem de 90 dias a se tornar uma “Parte” integrante. Há limiares mínimos de ratificações para a entrada em partido de tratados internacionais.

Redd – Redução de Emissões oriundas de Desmatamento e Degradação florestal, segundo o conceito adotado pela Convenção de Clima da ONU, se refere à política que será definida durante a COP 15, na Dinamarca (em dezembro de 2009). Trata-se de uma política para incentivar os países em desenvolvimento a tomarem medidas para a conservação florestal, gestão sustentável das florestas, e redução de desmatamento e degradação, e que em conjunto, resultem incentivos positivos pelas reduções de emissão de carbono oriundas do desmatamento, desde que tais reduções sejam mensuráveis, verificáveis, quantificáveis e demonstráveis.

S
Sequestro de carbono – captura de CO2 da atmosfera pela fotossíntese, também chamada fixação de carbono. Usa-se também a expressão Carbon Offset Projects para designar projetos de compensação de carbono.

Sumidouros – quaisquer processos, atividades ou mecanismos, incluindo a biomassa e, em especial, florestas e oceanos, que têm a propriedade de remover um gás de efeito estufa e aerossóis da atmosfera.

*Verbetes extraídos do livro “Perguntas e Respostas sobre o Aquecimento Global”, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), escrito por Erika de Paula Pedro Pinto, Paulo Moutinho, Liana Rodrigues, Flávia Gabriela Oyo França, Paula Franco Moreira e Laura Dietzsch.



Do G1, em São Paulo

04/12/09 - 12h07 - Atualizado em 04/12/09 - 12h07


mudanças climáticas video com slides da apresentação


Ecossistemas do Ártico são gravemente afetados pelo aquecimento, diz estudo

Populações de certas espécies estão se alterando na região.
Desequilíbrio de ciclo nutricional afeta sobrevivência
.

Aquecimento no Ártico foi duas a três vezes maior que a média global. (Foto: Universidade Estadual da Pensilvânia/Science)

A temperatura média da superfície terrestre subiu 0,4°C nos últimos 150 anos. Mas no Ártico o aquecimento foi duas a três vezes maior.

Nas últimas duas a três décadas, a extensão mínima da calota de gelo sobre o mar ártico recuou 45 mil quilômetros quadrados por ano. Evidentemente, isso não pode ocorrer sem consequências.

Pesquisadores liderados por Eric Post, do departamento de biologia da Universidade Estadual da Pensilvânia, publicaram na “Science” um balanço dos impactos do efeito estufa sobre ecossistemas do Polo Norte.

As espécies mais afetadas são aquelas que dependem do gelo para obter provisões, reproduzir-se e para escapar de predadores. Estão nessa situação incômoda a foca-de-crista ou foca-de-capuz (Cystophora cristata), a foca anelada (Pusa hispida), a morsa do Pacífico (Odobenus rosmarus divergens), o narval ou unicórnio-do-mar

(Monodon monoceros) e o urso polar.

Mas há muitos outros sinais de desarranjo. Por exemplo: a população de raposas-do-Ártico (Alopex lagopus) está declinando em certas áreas, enquanto cresce a de raposas-vermelhas (Vulpes vulpes).

Em algumas regiões da Groenlândia, o princípio da temporada de crescimento de vegetação foi antecipado, enquanto o período de procriação das renas (Rangifer tarandus) continua como sempre foi.

O auge de oferta de alimento acontece agora antes do pico de demanda das fêmeas prenhes. Quando elas mais precisam, a comida já está escasseando. O resultado disso é um desequilíbrio de ciclo nutricional que está reduzindo o número das crias e abreviando seu tempo de vida.


Efeito estufa altera ciclo nutricional e está prejudicando a reprodução de renas. (Foto: Universidade Estadual da Pensilvânia/Science)

Essas alterações aceleradas que estão sacudindo o Ártico, todas vinculadas ao clima, podem ser um indício de mudanças prestes a ocorrer em latitudes mais baixas, avisa a equipe de Post.


Fonte

Do G1, em São Paulo*

04/12/09 - 12h07 - Atualizado em 04/12/09 - 12h07


Vídeo: Futuris - Ano Polar Internacional

Investigadores de todo o mundo, com uma quantidade imensa de projectos científicos em algumas mas regiões mais inóspitas do planeta. Biólogos e físicos europeus, em particular, estão a tentar perceber a maneira como o aquecimento global está a afectar os ecossistemas do Ártico.




Degelo resultante do aquecimento está liberando ‘poluentes adormecidos’

Efeito estufa, efeito poluente: derretimento 'liberta' poluentes químicos depositados há décadas em regiões congeladas (Foto: Wikimedia Commons)

Uma nova pesquisa ajuda a explicar um mistério que tem intrigado os cientistas: o volume de poluentes orgânicos sedimentados em certos lagos está crescendo desde a década de 1990, apesar de o uso industrial de tais substâncias estar em declínio por força de legislação progressivamente mais rígida.

A equipe de Christian Bogdal, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça (ETH, na sigla em alemão), investigou o Lago Oberaar, um corpo d´água alimentado por glaciar, nos Alpes de Berna. Um glaciar é um “rio de gelo” alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas.

Os cientistas buscavam poluentes orgânicos persistentes, incluindo dioxina, um organoclorado altamente tóxico e cancerígeno, bifenis policlorados (PCBs) e até fragrâncias sintéticas. Concluíram que a concentração dessas substâncias no lago é similar, senão mais alta, do que os níveis registrados na década de 60 e 70.

Os especialistas concluem que as substâncias contaminantes ficaram preservadas por décadas, após acabarem sendo depositadas nos glaciares alpinos. (As emissões industriais podem ser transportadas a longas distâncias por correntes atmosféricas, rios e mares.)

Com o derretimento decorrente do efeito estufa, os químicos orgânicos estão escoando para os lagos. O artigo que apresenta as conclusões de Bogdal e sua equipe, “Blast from the Past: Melting Glaciers as a Relevant Source for Persistent Organic Pollutants”, será publicado na revista especializada “ACS’ Environmental Science & Technology”.


Do G1, em São Paulo

22/10/09 - 11h38 - Atualizado em 22/10/09 - 11h38


Expansão da energia solar no Brasil depende de lei em debate no Senado

Custo do megawatt ainda é maior que o da energia de hidrelétrica.
Produção de módulos fotovoltaicos cresceu 80% em 2008 no mundo.

Instalação de painéis solares com torre central é a aposta tecnológica para armazenar energia durante a noite, pelo aquecimento de substâncias como sal derretido (Foto: AFP/Solar Systems)

Ao longo de um ano, cada metro quadrado do território brasileiro recebe 1.900 kWh de energia do sol, em média. Admitindo-se uma eficiência média de 10% nos painéis fotovoltaicos (que transformam a energia do sol em eletricidade), cada metro quadrado do painel pode produzir 190 kWh por ano de energia elétrica.

O problema não é área para a produção. O problema é que é uma fonte intermitente e precisa trabalhar em paralelo com outras fontes"

Uma casa com 12 m² de painéis fotovoltaicos instalados e consumo próximo a 190 kWh poderia assim gerar toda energia necessária para sua manutenção.

Entre as vantagens desse tipo de energia está a redução no valor da conta de energia elétrica convencional, produção limpa de fonte renovável e uso de um material (painel) que pode se integrar à arquitetura das casas.

Às vésperas da Conferência do Clima em Copenhague , o debate sobre formas limpas de geração ganha destaque. A inclusão da energia fotovoltaica na matriz brasileira é uma das alternativas para a menor dependência da energia gerada pelas usinas hidrelétricas, que são limpas, mas para ser instaladas causam estragos ambientais consideráveis.

Por que então a transformação e o uso dessa energia limpa, inesgotável e de graça que vem do Sol não é difundida no Brasil?

A resposta é simples. Se a energia que vem do sol não tem custo algum, transformá-la em energia elétrica, com o uso dos sistemas fotovoltaicos, ainda é mais caro do que a energia proveniente das hidrelétricas.

Aqui, a energia solar fotovoltaica ainda é marginal, mas é estratégico investir nisso, pois temos sol e matéria prima (silício) para produzir os painéis. Se formos esperar que baixe o preço da produção desse tipo de energia, vamos virar importadores de tecnologia"

O custo do MWh
da energia elétrica produzida por painéis fotovoltaicos não sai por menos de R$ 750.

Este valor ainda é superior a tarifa média cobrada pela maioria das concessionárias de energia.

“O problema não é área para a produção. O problema é que é uma fonte intermitente e precisa trabalhar em paralelo com outras fontes de energia”, diz Roberto Zilles, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP).

Especialista na geração de energia fotovoltaica, Zilles explica que no Brasil ainda são poucos os sistemas instalados em comparação a outros países como Espanha e Alemanha. “Na Espanha, hoje, 1% da produção de energia elétrica tem o sol como fonte”, diz Zilles.


Em Cingapura, painel solar fotovoltaico instalado na cobertura de um edifício. Geração de energia limpa é estimulada por projeto local. (Foto: AFP/Singapore Press Holdings)

Enquanto o setor apresenta um crescimento comparável a poucas áreas da economia – a produção de módulos fotovoltaicos cresceu 80% em 2008 no mundo –, no Brasil a energia solar ainda tem um longo caminho a percorrer.

“Aqui, a energia solar fotovoltaica ainda é marginal, mas é estratégico investir nisso, pois temos sol e matéria prima (silício) para produzir os painéis. Se formos esperar que baixe o preço da produção desse tipo de energia, vamos virar importadores de tecnologia”, afirma o professor da USP.

A expectativa de Zilles é que o país consiga aprovar normas para a produção de energia fotovoltaica interligada aos sistemas convencionais e que o projeto de lei 630/2003, que cria um fundo especial para financiar pesquisas e fomentar a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e eólica, seja aprovada pelo Senado.
________________________________________
Em países como Espanha, Alemanha, Suíça, EUA e Japão, prédios comerciais novos são construídos com materiais fotovoltaicos nas fachadas
________________________________________

“É urgente acelerarmos o programa de geração para desenvolver a produção dos módulos no país. Nossa indústria está capacitada para desenvolver um bom produto, o problema é que, como não tem mercado, ninguém faz investimentos”, diz.

Integrado

Os sistemas fotovoltaicos podem ser divididos em: sistemas autônomos e conectados à rede elétrica. Os sistemas autônomos são ideais para serem usados em áreas remotas, sem acesso às redes de energia convencional.

Uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 2004, estabelece que as empresas de distribuição de energia podem utilizar os sistemas fotovoltaicos para cumprir as normas de universalização de acesso à energia elétrica.
________________________________________
Na Alemanha, em 2050 os sistemas fotovoltaicos integrados podem suprir um terço da energia elétrica no país
________________________________________

Já os sistemas conectados á rede podem funcionar como fontes complementares à energia convencional. “Durante o dia, esse sistema pode produzir energia e entregar à rede e durante a noite você recupera essa energia entregue”, explica Zilles.

Nossa indústria está capacitada para desenvolver um bom produto, o problema é que, como não tem mercado, ninguém faz investimentos"

Hoje, a potência instalada mundial dessa forma de geração é estimada em torno de 10 GW. Isso corresponde a 1,5 milhão de casas com painéis solares atuando como produtores independentes de energia elétrica.

Em países como Espanha, Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Japão, prédios comerciais novos são construídos com materiais fotovoltaicos em suas fachadas. O excesso de eletricidade gerada é vendido para a concessionária local.

Na Alemanha, estima-se que, em 2050, os sistemas fotovoltaicos integrados possam ser responsáveis por cerca de um terço da energia elétrica gerada no país.

Se tecnicamente isso já é possível, no entanto, ainda não é regulamentado no Brasil. “O projeto de lei 630 pode, em primeiro lugar, permitir o acesso do consumidor e forçar as empresas de fornecimento a comprar essa energia produzida individualmente”, afirma o professor.

No próprio Instituto de Eletrotécnica e Energia, da USP, há três sistemas fotovoltaicos que fazem isso. No caso do edifício da administração, 50% da demanda mensal de eletricidade é atendida pelo sistema fotovoltaico. Nos finais de semana, como o consumo cai, a energia excedente produzida é entregue ao sistema convencional.

Emilio Sant'Anna Do G1, em São Paulo

/11/09 - 11h44 - Atualizado em 20/11/09 - 12h17

Vídeo - Energia Solar



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brasil leva etanol à COP 15 como opção de combustível sustentável


Representantes defendem produto na conferência sobre clima da ONU.
Suécia e EUA são parceiros para desenvolvimento de biocombustíveis.

Representantes do Brasil aproveitam a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 15) para tentar firmar o álcool como uma alternativa de combustível renovável para o mundo.

Em apresentação realizada nesta terça (8) em Copenhague, funcionários do governo e da indústria sucroalcooleira brasileira defenderam o setor e rebateram alegações de que sua expansão pode causar pressão sobre o meio ambiente.

“Sabemos que os biocombustíveis não são a solução definitiva para as mudanças climáticas. Mas não podemos pensar num mundo mais sustentável sem eles”, disse o embaixador André Amado, subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty.

Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, argumentou que não é correta a idéia de que a expansão da cana estaria acontecendo em áreas da Amazônia.

Também apontou que o aumento do cultivo de cana em outras regiões não precisa ter como conseqüência que a produção de gado seja deslocada para áreas de floresta, causando desmatamento.

Questionada a respeito pelo público presente à apresentação, ela afirmou que a produção poderia aumentar sem “empurrar” o gado para a região amazônica, já que a pecuária brasileira ainda pode ser consideravelmente intensificada, ou seja, pode ter sua produção aumentada sem a abertura de novos pastos.

A secretária destacou ainda que o país, por meio de legislação específica, deve erradicar em alguns anos a queima periódica dos canaviais para colheita manual. Ela lembrou que o Brasil tem como controlar essas queimadas por satélite. “Mais de metade da produção já é mecanizada”, disse.

O Brasil convidou a Suécia e os EUA para participarem da apresentação. Os dois países possuem acordos de cooperação na área de biocombustíveis, para desenvolvê-los tecnologicamente e atuar conjuntamente para transformá-los em commodities.

Os norte-americanos foram representados por Lisa Jackson, que comanda a Agência de Proteção Ambiental do país. “A parceria com o Brasil é um exemplo do compromisso dos EUA com o uso de biocombustíveis”, disse a representante.

Dennis Barbosa Do G1, em Copenhague

09/12/09 - 06h15 - Atualizado em 09/12/09 - 13h08




Neve do Monte Kilimanjaro, pico mais alto da África, pode sumir em 20 anos

Camada de gelo que cobria o Kilimanjaro recuou 26% desde 2000, calculam
paleoclimatologistas (Foto: AFP/Lonnie Thompson/Universidade Estadual de Ohio)

É a primeira vez que os pesquisadores calculam o volume de perda nas áreas de gelo congeladas da montanha"

A neve do Monte Kilimanjaro, o pico mais alto da África, está diminuindo rapidamente, e poderá desaparecer dentro de 20 anos por causa do aquecimento global, alerta um estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

A camada de gelo que cobria o Kilimanjaro em 1912 era 85% inferior em 2007 e desde 2000 diminuiu 26%, afirmaram os paleoclimatologistas responsáveis pela pesquisa.

Atuais condições climáticas no Kilimanjaro são únicas nos últimos 11 milênios

A descoberta aponta para o aumento da temperatura no planeta como a provável causa da perda de gelo. Mudanças na nebulosidade e nas precipitações podem ter tido um papel no processo, apesar de menos importante, especialmente nas últimas décadas.

"É a primeira vez que os pesquisadores calculam o volume de perda nas áreas de gelo congeladas da montanha", indicou o coautor Lonnie Thompson, professor de ciências da Terra da Universidade de Ohio.

"Se observada a porcentagem de volume perdido desde 2000 contra a área perdida à medida que diminui o gelo, os números são muito próximos", afirma o estudo.

No futuro, haverá um ano em que veremos a geleira Furtwangler e no ano seguinte terá desaparecido completamente"

Enquanto a perda anual das geleiras montanhosas é mais visível pelo recuo de suas margens, Thomson afirma que é igualmente preocupante a diminuição do gelo da superfície.

Os cumes tanto do norte quanto do sul do Kilimanjaro sofreram uma redução de 1,9 metro e 5,1 metros, respectivamente.



Mostras de camada de gelo extraídas datam de 11.700 anos (AFP/Lonnie Thompson/Universidade Estadual de Ohio)

A pequena geleira Furtwangler, que estava derretendo em 2002, se reduziu em 50% entre 2000 e 2009. "Perdeu a metade de sua espessura", explicou Thompson. "No futuro, haverá um ano em que veremos a (geleira) Furtwangler e no ano seguinte terá desaparecido completamente".

Mas os cientistas acrescentaram que não acharam evidência de derretimento constante em nenhuma das mostras de camada de gelo extraídas, que datam de 11.700 anos. Eles afirmam que seu derretimento demonstra que as atuais condições climáticas vividas pelo Kilimanjaro são únicas nos últimos 11 milênios.

Site G1

03/11/09 - 10h01 - Atualizado em 03/11/09 - 10h01




ONU promete reduzir suas emissões de gases-estufa

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) -
A Organização das Nações Unidas (ONU)

disse nesta terça-feira que produz quase 2 milhões de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono por ano, mas prometeu reduzir os gases causadores do efeito estufa que lança na atmosfera.

"A ONU emite o equivalente a 1,7 milhão de toneladas de dióxido de carbono anualmente, das quais aproximadamente 1 milhão de toneladas correspondem às operações de manutenção de paz", afirmou o porta-voz Martin Nesirky a repórteres.

"A ONU irá trabalhar agora em direção a uma abordagem comum para a redução das emissões e também das estratégias de redução para cada instituição", ele disse.
Há quase 50 organismos e agências da ONU espalhados pelo mundo.

O anúncio acontece no momento em que ministros e líderes de 193 países estão reunidos em Copenhague, na Dinamarca, para tentar salvar um acordo sobre um novo pacto climático.

(Reportagem de Louis Charbonneau)



ONU cobra concessões nas negociações climáticas

Por Michael Szabo e Richard Cowan

COPENHAGUE (Reuters) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a anfitriã Dinamarca pediram nesta terça-feira aos países participantes de uma conferência climática que façam concessões de modo a permitir a aprovação de um novo tratado contra o aquecimento global.

Os ministros tentam resolver o impasse nas negociações climáticas em Copenhague, três dias antes da reunião de chefes de Estado e governo para selar o novo acordo.

"A esta hora estamos nos equilibrando entre o sucesso e o fracasso", disse Connie Hedergaard, que preside em nome da Dinamarca a conferência de duas semanas, na abertura da fase de negociações envolvendo os primeiros escalões nacionais.

"O sucesso está ao nosso alcance. Mas... também devo alertá-los: podemos fracassar".

Os organizadores do evento disseram que os ministros de Meio Ambiente vão trabalhar noite adentro na terça-feira para tentar superar divergências e para que a maior parte do trabalho esteja concluída antes da participação oficial dos 115 governantes, na quinta-feira.

"Três anos de esforço se resumem a três dias de ações", disse Ban. "Não vamos fraquejar na reta final. Ninguém vai conseguir tudo o que deseja nesta negociação".

Após uma suspensão de várias horas na véspera por causa de um protesto de países africanos, as negociações voltaram a parar na terça-feira devido a disputas sobre as reduções que os países ricos devem fazer nas suas emissões de gases-estufa, e sobre a meta de longo prazo para o controle das temperaturas globais, de modo a evitar os piores efeitos da mudança climática - o que inclui inundações, secas, ondas de calor e elevação do nível dos mares.

Esboços de textos datados de terça-feira mostravam que os negociadores tinham retirado os números relativos às metas globais de longo prazo e dos cortes de emissões dos países ricos até 2020 do texto original. Os números poderão ser reinseridos se for alcançado um acordo.

Grandes empresas dos EUA como Duke Energy, Microsoft e Dow Chemical defenderam uma forte redução nas emissões norte-americanas, o que estimularia a busca por uma economia mais verde.

"Ainda há muito a fazer, as partes estão bastante distanciadas em um bom número de questões", disse Todd Stern, representante especial dos EUA para questões climáticas, acrescentando que não prevê nenhuma mudança nas metas de emissões dos EUA durante as negociações.

48 HORAS

A sessão de terça-feira deve ir noite adentro.

"Não é o papel dos líderes negociar o texto", disse o representante brasileiro, Sérgio Serra, enfatizando que a maior parte do trabalho deve estar pronta até quinta-feira.

As negociações de Copenhague, descritas por Ban como as mais complexas e ambiciosas já ocorridas na comunidade mundial, tropeçam na já antiga divergência entre países ricos e pobres sobre como enfrentar a mudança climática.

Um grupo de países identificados sob a sigla "Basic" (Brasil, África do Sul, Índia e China) está "coordenado suas posições quase de hora em hora", disse o ministro indiano do Meio Ambiente, Jairam Ramesh, reforçando o clima de divisão entre ricos e pobres.

A ministra sul-africana do Meio Ambiente, Buyelwa Sonjica, disse em nome do grupo que as promessas dos países ricos para o corte de emissões são "menos do que ambiciosas e inconsistentes com a ciência".

As negociações em Copenhague ainda não chegaram a um acordo sobre a criação de um fundo que ajude os países pobres a se adaptarem à mudança climática e a reduzirem suas emissões de gases-estufa.

Um jornal japonês disse na terça-feira que o Japão oferecerá 10 bilhões de dólares de ajuda ao longo de três anos, até 2012, e que isso incluirá medidas para proteger a biodiversidade nos países em desenvolvimento.

A maioria dos países desenvolvidos é a favor de um financiamento climático provisório de cerca de 30 bilhões de dólares entre 2010-2012 para ajudar os países mais pobres, muitos dos quais afirmam que esse valor é insuficiente.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse em Paris que espera do seu colega norte-americano, Barack Obama, o apoio a um "rápido início" para a ajuda aos países em desenvolvimento. "O presidente Obama sempre fala das suas ligações com a África, é hora de demonstrá-las", disse.

(Com reportagem adicional de David Fogarty)

Reuters, reuters.com

atualização: 15/12/2009 17:05

Lula e Sarkozy cobram Estados Unidos e China por acordo climático

Presidentes brasileiro e francês atacaram tentativa de criação de um 'G2'.Documento assinado neste sábado por Brasil e França não traz números.


"Não temos o direito de permitir que o presidente Obama e que o presidente Hu Jintao façam um acordo com base apenas nas realidades políticas e econômicas dos dois países", disse Lula (Foto: AFP/Boris Horvat)

Em um duro pronunciamento conjunto, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy, cobraram dos Estados Unidos e da China avanços que permitam um acordo concreto na 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas, prevista para dezembro, em Copenhague.

Em entrevista, os dois chefes de Estado apresentavam um "programa comum" - na realidade, uma carta de intenções - para o acordo que renovará o Protocolo de Kyoto, quando Lula cobrou frontalmente Barack Obama e Hu Jintao.

"Documento assinado por Brasil e França, que Lula qualificou de 'Bíblia Climática', não traz números".

"Não temos o direito de permitir que o presidente Obama e que o presidente Hu Jintao façam um acordo com base apenas nas realidades políticas e econômicas dos dois países", disparou o brasileiro.

Neste fim de semana, Obama realiza turnê pela Ásia, e teria encontro em Pequim com a cúpula do governo chinês. Não satisfeito, Lula foi além: "No fundo, o que estamos vendo é a tentativa de criação de um G2, com interesses específicos, para resolver o problema climático dos dois países sem se importar com os compromissos que temos de ter com o conjunto da humanidade."

"O Brasil não está brincando"

O presidente brasileiro também pediu mais ambição dos dois governos. "É preciso que os Estados Unidos, como maior economia do mundo, sejam os mais ousados do mundo", exortou, completando: "E que a China, que não tem a mesma responsabilidade dos países desenvolvidos, mas que cresce de forma extraordinária, tenha um pouco mais de ousadia."

As declarações, feitas ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e frente à cúpula do governo francês, foram endossadas por Sarkozy e pelos ministros das Relações Exteriores, como Bernard Kouchner, e do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo.

Um pouco mais comedido, sem citar os nomes de Obama e Jintao, o chefe de Estado francês também atacou o suposto entendimento entre Estados Unidos e China. "Vocês sabem da admiração que tenho pelos Estados Unidos e da confiança que tenho no presidente Obama.

A primeira economia do mundo deve estar à altura de suas responsabilidades", afirmou Sarkozy, até aqui considerado em seu país um presidente "Atlantista", ou sejam, amigo dos Estados Unidos.

A seguir, o francês argumentou: "O mundo é multipolar. Não transformamos o G8 em G20 para nos encontrar face a algo que seria ainda mais fechado", disse, mais uma vez em alusão à relação entre EUA e China.

As críticas de Lula foram feitas um dia após o governo brasileiro anunciar a proposta que levará a Copenhague, prevendo "objetivos" - e não "metas", que no jargão diplomático significam obrigações - de redução de emissões entre 36,1% e 38,9%até 2020.

O presidente ressaltou que o Brasil já havia decidido combater o desflorestamento, prevendo sua redução em 80% até 2020. Então, mais uma vez comparou seus objetivos aos dos Estados Unidos, lembrando que o plano climático coordenado por Dilma "equivale à redução que o presidente Obama está mandando ao Congresso Nacional" norte-americano. "O Brasil não está brincando", garantiu.

Sarkozy, que ouviu em silêncio os discursos de Lula e Dilma por mais de 15 minutos, foi só elogios à proposta brasileira. "O Brasil é o primeiro país emergente do mundo que assume engajamento preciso desta natureza", ressaltou.

Planejado para ser o centro das atenções, o documento conjunto divulgado por Brasil e França acabou ficando em segundo plano. Embora Lula o tenha definido como uma "bíblia climática" que poderia "balizar" outros países para um "paradigma igual ou próximo", o documento traz apenas compromissos, mas não números - vitais para o sucesso de Copenhague.

Agência Estado

14/11/09 - 17h50 - Atualizado em 14/11/09 - 18h51