domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Egito


É difícil encontrar alguém que nunca tenha sonhado em conhecer o Egito. O país com mais de 5.000 anos de história encanta por abrigar templos, pirâmides, múmias e tumbas que retratam os costumes e tradições da civilização que deixaria diversas marcas no mundo atual.

Nenhuma aula de história consegue ensinar tanto sobre o passado do país como a expe¬riência de testemunhar este tesouro arqueológico.

A primeira imagem que vem à cabeça ao se falar em Egito são, juntamente com o deserto do Saara, as três imensas pirâmides: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Construídas por volta de 2.500 a.C para conservar o corpo e os pertences dos faraós, essas são as maiores das cerca de 100 pirâmides existentes no país.

O complexo de Gizé, onde estão situadas, não fica em meio ao deserto como se pensa. Quéops, Quéfren e Miquerinos estão tão próximas às avenidas, aos hotéis e ao comércio da cidade do Cairo, que dá para ter a mordomia de se hospedar em quartos com vista para as pirâmides, consideradas uma das sete maravilhas do mundo.

A pirâmide mais alta, Quéops, espanta com seus atuais 137 m¬tros de altura (antes eram 146 me¬tros), tamanho proporcional ao poder do faraó de mesmo no¬me. Demorou 20 anos para ser cons¬truída e, ao contrário do que se pensa, não foi feita por escravos, mas por ho¬mens livres que carregaram os 2,3 milhões de blocos usa¬dos na pirâmide, cada um com peso médio de 2,5 tone¬ladas (os maio¬res chegavam a 80 tone¬ladas).
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No interior da pirâmide de Quéops estão a Câmara Mortuária do Rei, onde o faraó foi sepultado com seus tesouros, e a Grande Galeria, um imenso salão com qua¬se 50 metros de largura, onde só é possível chegar se arrastando por um túnel de um metro e meio de altura.

Ainda no complexo de Gizé, está também a famosa Esfinge, figura com corpo de leão e rosto de homem (provavelmente de Qué¬fren, filho de Quéops), que foi construída em um único bloco de pedra. A escultura, tida como guarda das Grandes Pirâm¬des, é outra grandiosa obra com 18 me¬tros de altura e quase 60 me¬tros de comprimento.


Cultura

Em direção a Assuã, o Templo de Philae hoje pode ser visto na Ilha de Agilika. Ele foi desmontado e reconstruído a cerca de 600 me¬tros do local de origem, a Ilha de Philae, a7 km de Assuã. Dedicado à deusa Ísis, deve ser visitado também à noite, quando há um grandioso espetáculo de luzes e sons.

Para complementar a visita às obras literalmente faraônicas, não deixe de ir ao Templo de Abu Simbel, construído em 1.300 a.C. por ordem de Ramsés II para homenagear a si mesmo e identificá-lo como um deus na Terra.

A maioria dos passeios para o templo é vendida em Assuã (embora dê para encontrar também em Luxor e no Cairo) e inclui uma viagem de bate-e-volta de avião ou de ônibus até o local, além de guia. Abu Simbel se localiza a 280 km ao sul de Assuã, perto da fronteira do Egito com o Sudão.

Na entrada do templo estão quatro estátuas com a imagem do faraó, esculpidas em uma única rocha, cada figura com, aproximadamente, 20 metros de altura e 1.200 toneladas. A perfeição da obra é tanta que nos dias 22 de fevereiro e 22 de outubro (aniversário de Ramsés II e data de sua coro¬ação) a luz do sol ilumina a estátua do
faraó presente também no interior do templo.

O cenário mítico formado por pirâmides, deserto, esculturas e dromedários atraiu cerca de 11 milhões de turistas por ano. Além de surpreendente, o tamanho do interesse é justo: são poucos os lugares no mundo com tanta história para contar.



Gastronomia

Um prato muito comum é o fool - um ensopado consistente feito de grãos de fava temperados com pasta de gergelim e suco de limão. Surpreendentemente, alguns egípcios comem fool no café da manhã, acompanhado de pão pita. Entretanto, a grande maioria dos hotéis substitui este café da manhã tradicionalmente leve, por um sistema de café continental, que inclui chá, torradas, bolos, manteiga, geléias e queijo fetta.

No Egito, o almoço é a refeição mais importante do dia, ainda que alguns hotéis tenham aderido ao costume estrangeiro de considerar o jantar como a refeição principal. Uma refeição egípcia padrão consiste num prato principal, com vários molhos e saladas, além dos acompanhamentos tradicionais.

Kebabs é um prato muito popular feito de carne de carneiro ou frango, cortada em pedaços, marinada e grelhada. Uma variação do kebabs é o kofta, que é o mesmo prato feito com a carne moída e preparada do mesmo modo. Outros pratos populares incluem o frango assado, o pombo recheado e a carne grelhada. Pratos com carne normalmente serão servidos acompanhados de arroz ou alguma massa e uma guarnição de salada verde.

Pratos quentes de verduras algumas vezes são servidas como acompanhamento ou como alternativa aos pratos com carne. As verduras normalmente são preparadas no forno com um delicioso molho de tomate especial. Uma iguaria imperdível é o taamaya, que é similar ao felafel israelita e consiste de uma pequena quantidade de massa feita de grão de bico, que é frita e servida com pão ou salada.

Shawarma é um popular lanche rápido, e é encontrado principalmente nos mercados abertos e nas feiras. É carne de cordeiro cortada em fatias bem finas, junto com salada e tahina, enrolados no pão sírio. O peixe é mais consumido nas regiões próximas ao Mar Vermelho, enquanto que a culinária em Aswan tem como base saborosos peixes de água doce, vindos do lago Nasser.

Os peixes e os camarões do Mediterrâneo estão sempre frescos. Experimente os pratos: Bolti (carpa), Caboria (caranguejo), Denüs (dourado), Estakoza (lagosta) e Bouri (merlin).

As sobremesas no Egito sempre caem em uma das duas seguintes categorias: 1) doces de massa e pudins ou 2) frutas frescas. Frutas frescas são a sobremesa mais comum, ainda que não sejam especialmente variadas. Melancias, goiabas, bananas, laranjas e tâmaras são as mais freqüentes.

No que se refere às bebidas, o chá tem uma importância enorme na cultura egípcia. Ele é servido bem doce, a menos que você especifique o contrário. O café é servido no estilo turco, muito forte e bastante adoçado. Uma bebida que pode ser bastante refrescante para os dias quentes no Egito, é o karkadeh, feito de pétalas secas da flor do hibisco, que pode ser servido quente ou gelado. Há também uma grande variedade de sucos de frutas, de acordo com a estação do ano, que são servidos em quiosques locais.

Se você adora cerveja, a marca local Stella pode ser uma decepção. É considerada fraca e de paladar apenas satisfatório. Ao contrário, os vinhos e destilados egípcios são considerados fortes demais. Em alguns lugares, durante os meses do Ramadan não serão vendidas bebidas alcóolicas.


Roteiro

Apesar do grande valor histórico, o complexo de Gizé não é o único passeio imperdível do Egito. Por meio de um cruzeiro no Rio Nilo, que vai margeando templos e plantações, chega-se a Luxor (antiga Tebas), uma cidade que vale muito a pena ser visitada por abrigar, entre outros, os templos de Luxor, Hatshe¬psute e Karnak. A viagem do Cairo até lá também pode ser feita de avião – ou até de carro para aqueles que se aventurarem a enfrentar os cerca de 720 km do percurso.

O Templo de Karnak, feito em homenagem ao deus Amon, é outra obra impactante por sua grandiosidade. Construído durante treze séculos, tem área equivalente às treze maiores catedrais européias somadas. As 134 colunas de 23 metros de altura e o obelisco Hatshe-psut são os itens surpreendentes do templo. Feito de granito rosa em uma única peça, o obelisco é um tanto quanto misterioso.

Ninguém sabe ao certo como ele foi trazido de Assuã (a 120 km ao sul de Luxor) pesando incríveis 340 toneladas. O indicado é visitar o templo em dois horários: de manhã, quando ainda não há tantos turistas, e logo após o anoitecer, momento em que ocorre um espetáculo de luz e som exi¬bido no caminho das ruínas.

No período da civilização egípcia, uma longa avenida com centenas de esfinges unia Karnak ao Templo de Luxor formando um complexo religioso. Resta uma parte do cami¬nho, hoje margeado por 70 estátuas de animais com cabeça humana. O Templo de Luxor foi construído, na maior parte, pelo faraó Amenhotep III.

Em frente ao portão, hoje há apenas um obelisco (o segundo foi doado à França e está na Praça de La Concorde). As colunas e estátuas são belas a qualquer hora do dia mas, assim como Karnak, é indicado visitar a ruína à noite quando o templo recebe iluminação de luz amarela.



Servirços

Há escritórios de turismo por todo o país, que distribuem mapas e folhetos (nem sempre atualizados). Nas cidades mais turísticas, os funcionários costumam ter mais boa vontade.

O inverno (dezembro a fevereiro) é mais agradável: praticamente não chove e à noite faz frio. O verão é muito quente e seco e tempestades de areia (khamseen) costumam ocorrer entre março e abril - os ventos chegam a 150 km/h.

Durante o Ramadã (outubro/novembro), lojas e restaurantes operam em horários irregulares.

O sistema ferroviário egípcio nem se compara com o europeu, mas é eficiente. Os trens com ar-condicionado são divididos em primeira (vagões-leito) e segunda classes. Os preços da primeira podem se equiparar aos de vôos, mas na segunda classe são bem camaradas e equivalem ao preço dos ônibus.

Os trens sem ar-condicionado não são recomendáveis. As mulheres podem furar as filas das estações - é lei. A carteira internacional de estudante dá descontos de até 30% em ônibus e trens. Já os vôos domésticos podem ser uma boa opção para longas distâncias. Nas cidades, vá de táxi, mas cuidado: eles não usam taxímetro. No Cairo, metrô e microônibus também são boas opções.

Vejamos mais alguma fotos do Egito



O Templo de Karnak, localizado na margem leste do Nilo, deu o nome às majestosas ruínas de templos que — juntamente com Luxor — formavam antigamente uma parte da famosa Tebas das Mil Portas, capital do Novo Império (1580-1085 a. C.).



Egito - No interior da pirâmide de Quéops estão a Câmara Mortuária do Rei, onde o faraó foi sepultado com seus tesouros, e a Grande Galeria, um imenso salão com quase 50 metros de largura, onde só é possível chegar se arrastando por um túnel de um metro e meio de altura.



Esfinge egípcia é uma antiga criatura mística usualmente tida como um leão estendido, animal com associações solares sacra, com uma cabeça humana, usualmente a de um faraó. Também usada para demonstração de poder, assim como as pirâmides no Egito. A maior e mais famosa é a esfinge de Gizé.




O Cairo é Terceiro Mundo e Primeiro Mundo, mundo islâmico e mundo faraônico, uma cidade fervilhante que abala todos os sentidos, simultaneamente. Há milhares de anos de história nesta cidade de 18 milhões de habitantes.



Existem muitas tumbas para visitar, mas algumas são mais famosas. Talvez uma das imagens mais impressionantes das tumbas egípcias sejam os “Gansos de Medum”, três majestosas aves da tumba de Nefermaat e de sua esposa Itet.


Na entrada do templo de Ramsés estão quatro estátuas com a imagem do faraó, esculpidas em uma única rocha, cada figura com, aproximadamente, 20 metros de altura e 1.200 toneladas.

Terremotos, Placas Tectônicas, Sismógrafos

Definição de Terremoto



Também conhecido como sismo, o terremoto é um fenômeno geológico caracterizado por uma forte e rápida vibração da superfície terrestre.

Um terremoto pode ter como causa o choque entre placas tectônicas subterrâneas, a erupção de vulcão ou deslocamento de gases no interior do planeta Terra (situação mais rara). Num terremoto ocorrem aberturas de falhas na superfície terrestre e deslizamentos de terras. Quando ocorrem no mar, podem provocar tsunamis (ondas marítimas gigantes).

Um terremoto libera uma quantidade muito grande de energia, podendo provocar estragos e muita destruição quando atingem regiões habitadas.

De acordo com sua intensidade (magnitude sísmica) podem ser classificados através da Escala Richter (de 0 a 9). Quanto mais alto o grau, mais forte é o terremoto. Terremotos que atingem grau 7 ou mais, com epicentro próximo à superfície terrestre, podem provocar danos catastróficos.

O Brasil não está localizado em região favorável a ocorrências de terremotos, pois não há vulcões em atividade em nosso território e não estamos sob placas tectônicas. Mesmo assim, ocorrem terremotos de baixa intensidade (de 1 a 3 graus na Escala Richter), provocados, principalmente, pela acomodação de terra no subsolo.

A área do conhecimento que identifica e analisa os terremotos é chamada de sismologia.




O planeta Terra é coberto por uma camada formada por terra e rochas chamada de crosta terrestre ou litosfera. Esta crosta não é lisa e uniforme, mas sim irregular e composta por placas tectônicas. Estas placas não são fixas, pois estão sob o magma (rocha fundida de alta temperatura).

Estas placas tectônicas estão em constante movimento, exercendo pressão umas nas outras. Muitos terremotos são ocasionados pela energia liberada pelo choque entre estas placas. Regiões habitadas, que estão situadas nestas áreas, recebem maior impacto destes terremotos.

Muitos vulcões se formam nestas regiões de convergência entre placas. A ruptura no solo faz com que, muitas vezes, o magma terrestre escape, atingindo a superfície.

O Brasil está situada na parte interna da Placa Sul-Americana, portanto, os tremores de terra sentidos em nosso país são considerados de grau baixo. Isto ocorre, pois estamos distantes das zonas de impacto entre placas.

De acordo com os geólogos, existem 52 placas tectônicas em nosso planeta. São 14 grandes placas e 38 de tamanho menor.

Confira abaixo, como um terremoto se forma:

1. A crosta terrestre é a primeira camada da superfície do planeta e assemelha-se a um imenso quebra-cabeças. Formada por enormes placas de rocha, as chamadas placas tectônicas, atinge 8 quilômetros de profundidade sob os oceanos e 40 quilômetros sob os continentes.

2. As placas tectônicas se movimentam continuamente sobre uma camada de rochas parcialmente derretidas. Quando ocorre um acúmulo de pressão, as placas podem sofrer movimentos bruscos de três tipos: convergente (quando há o choque), divergente (quando se movem em direções contrárias) e transformante (quando as placas se separam e se deslocam lateralmente). Esses movimentos, finalmente, refletem-se nos tremores - abalos sísmicos ou, simplesmente, terremotos - que alcançam a superfície.

Principais placas tectônicas:

- Placa Africana
- Placa Antártida
- Placa da Arábia
- Placa Australiana
- Placa das Caraíbas
- Placa de Cocos
- Placa Euroasiática
- Placa das Filipinas
- Placa Indiana
- Placa Juan de Fuca
- Placa de Nazca
- Placa Norte-americana
- Placa do Pacífico
- Placa de Scotia
- Placa Sul-americana

O Sismógrafo- Chinese Seis

É o aparelho que registra os tremores de terra. Todos possuem uma base firmemente ancorada no chão e uma espécie de caneta, presa por fios, que oscila de acordo com o abalo. Foi inventado no final do século 19 pelo inglês John Milne (1850-1913). Em poucos anos instalou sismógrafos em 40 pontos diferentes do planeta.

A Califórnia na fronteira entre 2 placas tectônicas e seu ponto de encontro já virou atração turística. É a falha de San Andreas, uma espécie de cicatriz que se estende por 1300 km. Toda vez que a falha se mexe, o chão balança. Milhões de dólares são investidos a cada ano em obras de prevenção.


Seismac Screen
Sismágrafo Vertical



21 de maio de 2003: na Argélia, um forte terremoto de 6,7 graus na escala Richter atingiu a região da capital Argel, deixando 2.217 mortos e 9.085 feridos.

2 de maio de 2003: na Turquia, terremoto de 6,4 graus na escala Richter, matou cem pessoas e feriu cerca de 500. Os tremores atingiram o leste do país e destruíram uma escola onde cerca de cem crianças dormiam na hora do incidente. Cerca de mil pessoas ficaram feridas e milhares perderam suas casas.

24 de fevereiro de 2003: na China, terremoto de 6,8 graus na escala Richter deixou 266 mortos e destruiu centenas de casas e construções. Mais de 500 tremores secundários atingiram a região oeste do país.

21 de janeiro de 2003: no México, terremoto de 7,6 graus na escala Richter matou 28 pessoas.

31 de outubro de 2002: na Itália, terremoto de 5,4 graus na escala Richter matou 29 pessoas (entre elas 26 crianças) no sul da país. As crianças participavam de uma festa de Halloween em uma creche quando aconteceu o terremoto. O teto caiu, matando 26 crianças e ferindo dezenas.

22 de junho de 2002: no Irã, forte terremoto no norte do país matou 200 pessoas e feriu mais de 1.300. O tremor, de 6,3 graus na escala Richter, destruiu cerca de 5.000 casas e deixou cerca de 25 mil pessoas desabrigadas.

14 de abril 2002: no Afeganistão, terremoto de 5,8 graus na escala Richter deixou 59 mortos e 200 feridos. O tremor causou danos severos a três vilarejos, sendo que o mais atingido foi o de Doabi, cerca de 150 km ao noroeste da capital afegã, Cabul.

1º de abril 2002: em Taiwan, terremoto de 6,8 graus na escala Richter atingiu o país deixando quatro mortos e mais de 200 feridos. Os mortos trabalhavam na construção de um prédio em Taipé. Vigas de aço, pedaços de cimento um guindaste caíram do topo da obra, atingindo os operários.

5 março de 2002: no Afeganistão, terremoto de 7,2 graus na escala Richter matou cem pessoas e feriu 15. O terremoto foi sentido desde o Tadjiquistão até a Índia.

3 fevereiro de 2002: na Turquia, terrmoto de 6 graus na escala Richter atingiu a região oeste do país. O tremor matou 45 pessoas e 170 ficaram feridas. Cerca de 80 edifícios desabaram na região por causa do tremor.

23 de junho de 2001: no Peru, terremoto de 6 graus na escala Richter causou a morte de 48 pessoas. O epicentro foi em Ocona, vilarejo vizinho de Arequipa, segunda maior cidade do país.

13 de abril de 2001: na Índia, um tremor de 5,9 pontos graus na escala Richter matou uma pessoa, deixou 150 feridos e destruiu cerca de 30 mil casas na Província de Yunnan, no sudoeste da China.

26 de janeiro de 2001: na Índia, um tremor de 7,9 abalou toda região noroeste do país e matou mais de 30 mil pessoas. O tremor foi sentido também em outras partes da Índia, no Nepal, em Bangladesh e no sul do Paquistão, onde oito pessoas morreram.

13 de janeiro de 2001: em El Salvador, um tremor de 7,9 que abala toda a América Central causa 726 mortos, cerca de 4.500 feridos, 2.000 desaparecidos e 1 milhão de desabrigados, aproximadamente.

12 de novembro de 1999: na Turquia, terremoto de 7,2 graus na escala Richter devasta o noroeste do país e provoca cerca de mil mortos e cerca de 5.000 feridos.

21 de setembro de 1999: em Taiwan, terremoto de 7,6 graus na escala Richter matou 2.500 pessoas e deixou cerca de 11 mil feridos.

17 de agosto de 1999: na Turquia, terremoto de 7,4 graus causou a morte de cerca de 20 mil pessoas e deixou 44 mil feridos.

25 de janeiro de 1999: na Colômbia, terremoto de 6 graus na escala Richter matou 230 pessoas e deixou 5.300 feridos no centro do país.

17 de julho de 1998: em Papua-Nova Guiné, terremoto de 7 graus na escala Richter matou 2.123 pessoas. Os tremores causaram um maremoto com três ondas de dez metros de altura que cobriram 30 quilômetros de costa e varreram do mapa sete aldeias povoadas perto de Aitape, a 800 quilômetros de Port Moresby.

30 de maio de 1998: no nordeste do Afeganistão, terremoto de 7,1 graus na escala Richter causou a morte de mais de 5.000 pessoas.

4 de fevereiro de 1998: no Afeganistão, na Província de Tajar (nordeste), terremoto de 6,4 graus na escala Richter matou mais de 3.500 pessoas.

10 de maio de 1997: no Irã, terremoto de 7,1 graus na escala Richter atingiu o leste do país e causou a morte de 1.613 pessoas, além de 3.712 feridos.

28 de fevereiro de 1997: no Irã, na região de Ardebil (noroeste), terremoto de 5,5 na escala Richter matou 1.100 pessoas e feriu 2.600.

27 de maio de 1995: na Rússia, no norte da ilha de Sakhalin, na costa leste da Sibéria, terremoto de 7,5 graus na escala Richter matou 841 pessoas.

17 de janeiro de 1995: no Japão, na região de Kobe-Osaka, terremoto de 7,2 graus na escala Richter matou 6.424 pessoas.

18 de agosto de 1994: na Argélia, região de Mascara, terremoto de 5,4 graus na escala Richter terremoto deixou 171 mortos, 289 feridos e cerca de 10 mil desabrigados .

6 de junho de 1994: no sul da Colômbia, terremoto de 6 graus na escala Richter matou mais de 600 pessoas e 500 feridos.

30 de setembro de 1993: na Índia, no Estado de Maharashtra, terremoto de 6,4 graus na escala Richter matou mais de 10 mil pessoas.

12 de dezembro de 1992: na Indonésia, na ilha de Flores, terremoto de 6,8 graus na escala Richter causou a morte de mais de 2.000 pessoas.

12 de outubro de 1992: no Egito, na região do Cairo, terremoto de 5,5 graus na escala Richter matou 552 pessoas.

13 de março de 1992:, no leste da Turquia, terremoto de 6,8 graus na escala Richter matou 650 pessoas e deixou cerca de 700 feridos.

1º de fevereiro de 1991: no Afeganistão e no Paquistão, terremoto de 6,1 graus na escala Richter deixou 1.500 mortos e cerca de 3.000 feridos.

16 de julho de 1990: nas Filipinas, em Luzón, a principal ilha do país, terremoto de 7,7 graus na escala Richter matou 1.641 pessoas deixou 3.441 feridos.

21 de junho de 1990: no Irã, nas Províncias de Ghilan e Zanyan (noroeste), terremoto de 7,7 graus na escala Richter matou 50mil pessoas.

Outros terremotos

dezembro de 1988: na Armênia, terremoto de 6,9 graus na escala Richter matou mais de 25 mil pessoas.

setembro de 1985: no México, terremoto de 8,1 graus na escala Richter matou mais de 9.500 pessoas.

setembro de 1978: no Irã, terremoto de 7,7 graus na escala Richter matou mais de 25 mil pessoas.

julho de 1976: na China, terremoto de 8,2 graus na escala Richter matou mais de 240 mil pessoas.

fevereiro de 1976: na Guatemala, terremoto de 7,5 graus na escala Richter matou mais de 22,8 mil pessoas.

maio de 1970: no Peru, terremoto de 7,8 graus na escala Richter matou mais de 66 mil pessoas.

maio de 1960: no Chile, terremoto de 9,5 graus na escala Richter matou ao menos 4.000 pessoas.

dezembro de 1939: na Turquia, terremoto de 7,9 graus na escala Richter matou mais de 33 mil pessoas.

janeiro de 1939: no Chile, terremoto de 8,3 graus na escala Richter matou mais de 28 mil pessoas.

maio de 1935: no Paquistão, terremoto de 7,5 graus na escala Richter matou mais de 50 mil pessoas.

dezembro de 1932: na China, terremoto de 8,3 graus na escala Richter matou mais de 70 mil pessoas.

maio de 1923: na China, terremoto de 8,3 graus na escala Richter matou mais de 200 mil pessoas.

setembro de 1923: no Japão, terremoto de 8,3 graus na escala Richter matou mais de 140 mil pessoas.

dezembro de 1920: na China, terremoto de 8,6 graus na escala Richter matou mais de 100 mil pessoas.

dezembro de 1908: na Itália, terremoto de 7,5 graus na escala Richter matou mais de 100 mil pessoas.

agosto de 1906: no Chile, terremoto de 8,6 graus na escala Richter matou mais de 20 mil pessoas.

novembro de 1755: em Portugal, terremoto de 8,7 graus na escala Richter matou mais de 70 mil pessoas.

outubro de 1737: na Índia, terremoto de 8,6 graus na escala Richter matou mais de 300 mil pessoas.

janeiro de 1693: na Itália, terremoto de 7 graus na escala Richter matou cerca de 60 mil pessoas.

janeiro de 1556: na China, terremoto de 8,8 graus na escala Richter matou cerca de 830 mil pessoas.

agosto de 1138: na Síria, terremoto de 8,2 graus na escala Richter matou cerca de 230 mil pessoas.

Fonte: U.S. Geological Survey e agências internacionais.



sábado, 27 de fevereiro de 2010

Terremoto no Chile deixa mais de 80 mortos


SANTIAGO (Reuters) - Um dos terremotos mais poderosos da história sacudiu o Chile nesta madrugada, provocando ao menos 82 mortes, um tsunami e desmoronamento de residências em várias cidades, o que levou o governo a declarar parte do país zona de catástrofe.

O terremoto, que teve magnitude 8,8 segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos e epicentro no sul do país, estremeceu a capital Santiago, onde arrancou varandas de edifícios, derrubou pontes, deixou fábricas em chamas e moradores sem eletricidade e sistema telefônico.
O ministro do Interior, Edmundo Perez, afirmou que o número de mortos até o momento é de 82, e que mais pessoas podem ter morrido.

Imagens da TV local mostraram que um prédio de 15 andares ruiu em Concepción, no sul do Chile, uma das regiões mais afetadas, onde fendas se abriram nas ruas.
Um tsunami arrasou metade de um povoado na ilha chilena de Juan Fernández, localizada a 600 quilômetros da costa e quase na altura de Santiago. O tsunami ameaçava atingir a Ilha de Páscoa, segundo a presidente Michelle Bachelet.

"Há uma enorme quantidade de danos que não sabemos a exata dimensão, que está sendo avaliado", disse a jornalistas Bachelet.

Ela declarou as regiões de Maule, onde se concentrou a maioria das vítimas, e Bío-Bío como zonas de desastre.

"Eu nunca na minha vida passei por uma experiência de tremor como essa, é como o fim do muno", disse um homem à TV local da cidade de Temuco.

O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar.
Enquanto amanhecia, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

"Eu vi os carros caindo e não sabia o que fazer. Estava sozinho aqui", disse Mario Riveros, segurança de uma fábrica em Santiago, parado junto a uma ponte que desabou. "Me deu vontade de chorar", acrescentou.

Depois de sofrer várias réplicas, a maior delas de magnitude 6,9, o aeroporto da capital foi fechado por ter a torre de controle danificada, segundo o governo. Um policial no local disse a uma rádio que metade do terminal estava destruído.

Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 quilômetros ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Apesar de o sismo ter tido epicentro no sul chileno, perto da localidade de Maule, 321 quilômetros a sudoeste de Santiago e a 104 quilômetros de Talca, também foi sentido na vizinha Argentina.
Em Santiago e outras cidades do país, milhares de pessoas saíram de suas casas e estavam acampando nas ruas com medo das réplicas.

"Me salvei porque me joguei para baixo da mesa, tudo veio para cima, todas as portas do edifício estavam quebradas", disse Elba Carrizo, de 81 anos, que conseguiu sair de seu apartamento antes que o prédio desabasse, no bairro de classe média de Maipu.
TSUNAMI ESPERADO NA ILHA DE PÁSCOA

Apesar de ainda não se saber com exatidão o impacto do tsunami sobre o território insular do Chile, o governo enviou uma fragata à ilha de Juan Fernández.

A onda gigante também atingiu o litoral em Iloca, onde não havia relatos imediatos de vítimas.
Mas também colocava em perigo outras regiões. "Também poderia ser uma ameaça para costas mais distantes", disse o Centro de Advertência de Tsunamis do Pacífico em sua página na Internet.

O governo chileno ordenou o esvaziamento de algumas regiões da Ilha de Páscoa, onde se esperava o tsunami de maneira iminente.

As autoridades norte-americanas advertiram que as ilhas do Havaí corriam perigo e que era preciso tomar medidas urgentes. A Austrália também emitiu um alerta de tsunami.
O terremoto sacudiu uma região onde estão instaladas grandes minas produtoras de cobre pertencentes à gigante estatal chilena Codelco e a mineradora global Anglo American, entre outras.

A maior mina de cobre do mundo, Escondida, propriedade da BHP Billiton, funcionava normalmente, disse o líder sindical Zeiso Mercado.
Mas as estradas em direção à mina de cobre Los Bronces, propriedade da Anglo American, estavam bloqueadas, segundo funcionários de segurança da instalação. As operações ficaram paralisadas em Los Bronces e El Soldado.

Funcionários da Codelco afirmaram que não puderam contatar seus funcionários nas minas El Teniente e Andina e não sabiam qual era a situação no local.

O Chile está localizado sobre a intersecção de duas placas geológicas que constituem uma das maiores zonas sísmicas do mundo. O país sofreu o maior terremoto já registrado na década de 1960, com uma magnitude de 9,6.

"Venho do terremoto de 1960 em Valdivia, foi tão horrível (...) eu pensei, é como o de Valdivia, e aqui estamos", disse Hilda Hasbun, de 62 anos.

(Reportagem adicional de Ricardo Figueroa, Alejandro Lifschitz, Rodrigo Martínez, Ignacio Badal, Marion Giraldo, Alonso Soto e Alvaro Tapia, em Santiago, de Jorge Otaola, em Buenos Aires, de Patricia Avila e Conrado Hornos, em Montevidéu, Todd Benson , em São Paulo, e Terry Wade, em Lima)




Novo Enem será o fim do vestibular? A resposta do DCE da UFC


De Rodrigo Santaella, do Diretório Central dos Estaudantes da Universidade Federal do Ceará, recebi o comentário abaixo, em resposta ao post Nação Zumbi, DCE da UFC contra o Enem (e a crase), Luizianne e a Guarda Municipal.
Caro Plínio,

Quanto à crase, de fato foi um erro. Pedimos desculpas aos que perceberam. Como encomendamos a faixa por telefone, não nos atentamos para o fato de que eles poderiam esquecer a crase. Quando vimos, já era tarde demais.

Quanto ao ponto mais importante, os motivos pelos quais temos posição contrária à proposta apresentada pela UFC para a nova metodologia de ingresso à universidade, reproduzo aqui uma nota produzida por nós, do DCE-UFC, em conjunto com grande parte do movimento estudantil da UFC e UECE.

Peço, como direito de resposta, que a nota seja reproduzida como um post do seu blog. Se não for aceito, pelo menos fica registrada aqui nos comentários.»
Eu: No comentário deixei reposta ao Rodrigo dizendo que a menção à crase foi em um tom jocoso. E que, obviamente, não é a capacidade de pôr o sinal de crase no lugar correto [ou deixar de pô-lo] que vai definir a capacidade de alguém.

Abaixo, segue a nota, na íntegra, enviada pelo DCE da UFC

«NOVO ENEM: SERÁ O FIM DO VESTIBULAR??

Em março de 2009, o MEC propôs um novo modelo de vestibular, substituindo o modelo atual por uma avaliação nos moldes do ENEM, que passaria a ter 180 questões de múltipla escolha e redação. O novo ENEM está sendo propagandeado massivamente pelo governo em conjunto com a grande mídia como sendo o fim do vestibular, uma grande mentira. Esse novo modelo representa um supervestibular unificado das universidades federais, o qual daria a possibilidade aos estudantes de serem avaliados para as vagas em diversas instituições em todo o país. Segundo Fernando Haddad, isso representaria o fim do vestibular.

Ora, o vestibular é um instrumento de seleção que somente tem sentido porque o direito à educação superior não é assegurado a todos e a universalização deste direito não está assegurada nesta proposta.

Esse supervestibular vem sob uma nova roupagem na tentativa de mascarar as idéias centrais do projeto: elitizar ainda mais o acesso à Universidade, reformular o currículo do ensino médio por base nos conteúdos abordados no ENEM, substituir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior (ENADE) e validar a certificação de jovens e adultos no ensino médio. O serviço terceirizado utilizado pelo MEC foi catastrófico.

A recente fraude e o adiamento do ENEM 2009 custaram aos cofres públicos cerca de R$35 milhões. E o mais surpreendente é que as Universidades estão assimilando que a avaliação de seus futuros estudantes deve ser um serviço subcontratado.
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O carro chefe da campanha do MEC é a mobilidade acadêmica. Na prática, com o Novo ENEM os vestibulandos podem tentar vaga em universidades de qualquer lugar do Brasil, mas somente uma minoria pode efetivamente migrar para a região de interesse.

Hoje, vestibulandos de classes sociais mais favorecidas já possuem a tal mobilidade, independente de qualquer critério seletivo nas universidades. O que acontece com o Novo ENEM é que a mobilidade, para os que já têm acesso a ela, se torna burocraticamente mais fácil, o que implica a diminuição das chances de entrar na Universidade pelos que não têm acesso a essa mobilidade. Por exemplo, as poucas vagas da UFC que seriam preenchidas atualmente por estudantes de escolas públicas do Ceará, passariam muito provavelmente a ser preenchidas por estudantes de classe média do sul e sudeste.

Enquanto isso, os estudantes de escolas públicas daqui teriam suas vagas garantidas em outras Universidades menos “concorridas” em outros estados do Brasil, mas não teriam condições financeiras de se sustentarem nestes lugares. Isso acontece porque não existe uma política séria de assistência estudantil para os estudantes das universidades públicas brasileiras, tais como residência universitária, restaurantes universitários, bolsas estudantis, entre outras.

Garantir a mobilidade de todos sem assistência estudantil é, na prática, tornar o sistema mais excludente e elitista, além de contribuir com a intensificação do processo de criação de alguns centros de excelência, por um lado, e de Universidades “escolões,” por outro. Na prática, portanto, é maior a exclusão com o modelo de vestibular unificado, já que a dificuldade de ingresso de alunos de escolas públicas aumenta ainda mais.

Todo o ensino médio hoje é um grande preparatório para o vestibular e com a mudança deste não poderia ser diferente. O Ministro Haddad de Lula, já apresentou o projeto de reforma no ensino médio, o qual foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Nele consta a proposta de substituir as 12 disciplinas tradicionais por quatro grandes eixos temáticos, são eles: ciência, cultura, tecnologia e trabalho.

O eixo trabalho, por exemplo, evidenciando a postura neoliberal do governo, firma um compromisso com o mercado de trabalho e coloca a formação humana em segundo plano representando um ataque direto aos secundaristas e aos docentes do ensino médio.
Outra consequência importante a ser ressaltada em relação ao Novo ENEM é a questão da não valorização do conhecimento produzido regionalmente.

A adoção de uma avaliação única para todo o território nacional acaba por homogeneizar o conteúdo abordado, em uma clara opção por desrespeitar as peculiaridades da cultura, história, geografia, literatura e demais áreas concernentes ao saber local, principalmente das regiões mais pobres, como norte e nordeste. É claro que tal consequência também repercute nos cursos de licenciatura das universidades.

Com a reformulação dos conteúdos do ensino médio, abre-se um precedente para a readequação dos currículos das licenciaturas, porém não houve ainda, dentro do espaço acadêmico, discussões sobre os moldes desta mudança.

Esse projeto do Novo ENEM não pode ser entendido de maneira isolada, ele faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), uma espécie de PAC da educação. Nesse plano, os decretos REUNI, PROUNI, ENADE, que privilegiam o setor privado em detrimento do público, representam os pilares de um projeto de matiz neoliberal que o governo Lula/PT aplica desde seu primeiro mandato, na educação brasileira.

Além de todos os absurdos destacados acima sobre o desmonte educacional, em todos os níveis, proporcionado pela adoção desse novo modelo de ingresso na universidade, a forma como o Novo ENEM tem sido implementado nas universidades federais é totalmente anti-democrática. Aqui na UFC não foi diferente, somente após a grande pressão dos setores combativos do movimento estudantil, foram marcados debates atropelados, na mesma semana em que ocorrerá próximo Conselho Universitário (CONSUNI), no qual a reitoria já manifestou a sua resolutividade em aprovar a adesão ao Novo ENEM, mesmo os espaços de discussão tendo sido escassos ou simplesmente não existido.

Nós, que defendemos a construção de uma universidade com caráter público, onde a camada pobre e explorada da sociedade tenha acesso aos seus espaços, sem precisar passar pela catraca do vestibular, seja ele como for, gritamos: NÃO AO NOVO ENEM! PELO LIVRE ACESSO À UNIVERSIDADE!

O debate do acesso universal à universidade tem que começar em algum momento. Sabemos que não acontecerá do dia para a noite, mas temos clareza de que com um maior investimento em educação, em todos os níveis, se avançará para isso.»

Iceberg gigante se rompe da Antártida e ameaça mudar correntes marítimas


O iceberg está agora flutuando ao sul da Austrália.




Um vasto iceberg que se descolou do continente Antártico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.

Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg - que tem aproximadamente a metade do tamanho do Distrito Federal e está flutuando ao sul da Austrália - pode bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar.

Segundo os cientistas, uma desaceleração na produção desta água densa e gelada pode resultar em invernos mais frios no Atlântico Norte.

Neal Young, um glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antártico na Tasmânia, disse à BBC que qualquer interrupção na produção destas águas profundas super frias na região pode afetar as correntes oceânicas e, consequentemente, os padrões de clima ao longo de anos.

"Esta área é responsável por cerca de 25% de toda a produção da água de baixo na Antártica e, portanto, irá reduzir a taxa de circulação de cima para baixo", afirmou Neal Young.

"Você não irá ver isso imediatamente, mas haverá efeitos corrente abaixo. E também haverá implicações para os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta área para alimentar-se", completou.
Água aberta

O iceberg está flutuando em uma área de água aberta cercada de gelo do mar e conhecida como polinia.

A água gelada e densa produzida pela polinia desce para o fundo do mar e cria a água densa salgada que tem papel-chave na circulação dos oceanos ao redor do globo.

Benoit Legresy, um glaciologista francês, afirmou que o iceberg descolou-se da Geleira Mertz, uma língua de gelo saliente de 160 km na Antártida Leste, ao sul de Melbourne.

O iceberg foi deslocado pela colisão com outro iceberg maior e mais velho, conhecido como B-9B, que rompeu-se em 1987.


"A língua de gelo já está quase quebrada. Ela está pendurada como um dente frouxo", afirmou Legresy.

"Se eles (os icebergs) ficarem nesta área - o que é provável - eles podem bloquear a produção desta água densa, colocando essencialmente uma tampa na polinia", acrescentou.


Por BBC, BBC Brasil

Última atualização: 26/2/2010 17:36

Vídeo: Flipping Iceberg in Antarctica



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Messianismo de Cristóvão Colon

Conferência na Academia de Marinha - (Parte II)


(Ten. Coronel Carlos Paiva Neves)

«Existem coisas que, para as saber, não basta tê-las aprendido»
Séneca




A versão oficial da história colombina retrata a figura do Almirante Cristóvão Colon como um plebeu de nome Cristoforo Colombo, natural de Génova que, nascido de pais pobres, tecedores e cardadores de lã, se veio a tornar no mais famoso de todos os navegadores do mundo, que descobriu as Américas, ao acaso, quando buscava a Índia, sem saber onde estava. Ao aprofundarmos o conhecimento sobre a vida e personalidade do navegador, que se revela em muitos casos, misteriosa e enigmática, também é verdade que somos determinados a inferir que estamos perante um homem com uma formação cuidada, dotado de profunda espiritualidade, de sentido messiânico e de uma vasta gama de conhecimentos. O propósito desta comunicação é desmistificar o estatuto de navegador ignorante e analisar alguns factos que evidenciam a manifestação afectiva ao serviço de Portugal.

Muitas vezes nos questionámos como seria navegar nos oceanos desconhecidos, sob o ponto de vista psíquico e emocional, evidentemente que não alcançamos uma resposta satisfatória, pois não conseguimos transportar o nosso consciente para o século XV.

O Prof. Luís Adão da Fonseca oferece-nos uma descrição peculiar sobre o mar desconhecido:

«De facto o mar é o grande buraco, é negro, é escuro…É o espaço que separa a terra conhecida da terra não conhecida, que separa a terra habitada pelos homens pela terra não habitada, que nos separa do paraíso. Este conjunto de convicções, herdado de tempos anteriores que remontam às centúrias iniciais da Idade Média, atravessa todo o século XV, estando ainda vivo nos tempos de D. João II.»1

Este mesmo autor, sugere-nos a leitura dos textos de Cristóvão Colon onde esta coordenada aparece de forma expressa, e sendo assim, não podemos estar perante um curioso na matéria, ao invés, trata-se de um navegador que busca estes conhecimentos desde os primórdios da sua juventude. Nesta sequência, julgamos primordial o entendimento da política de sigilo dos descobrimentos no século XV, sobretudo desde o tempo do Infante D. Henrique até ao reinado de D. João II, para melhor contextualizarmos a envolvente de Cristóvão Colon. Por exemplo, o cronista Rui de Pina nada diz sobre a viagem decisiva de Bartolomeu Dias, mas relata com pormenor a chegada de Cristóvão Colon a Lisboa, no regresso da primeira viagem às Antilhas ao serviço dos Reis Católicos. Ainda o Prof. Adão da Fonseca refere que «de acordo com Jaime Cortesão existiu uma política oficial de sigilo a respeito do nosso esforço de descobrimento marítimo, e afirma que o esquecimento relativo a Bartolomeu Dias não pode deixar de ser o resultado da reserva a que eram sujeitas as expedições descobridoras.»2

Sabemos que esta temática não reúne consensos por parte dos investigadores, mas pela análise das fontes, interpretamos a política de sigilo como um pilar essencial na estratégia delineada pelos autores principais da expansão marítima, onde o Almirante Cristóvão Colon foi um actor destacado, como iremos analisar. Mas reforçamos esta tese da política de sigilo, com o parecer do Prof. José Manuel Garcia, referindo que no essencial, este procedimento estratégico existiu de facto, pois «enquadra-se de forma adequada numa política de “mare clausum”, que visava deter e garantir o exclusivo das explorações económicas resultantes das explorações geográficas que se realizaram ao longo do século XV e ainda em parte do século XVI.»3

Somos motivados neste momento por uma reflexão, na medida em que o empreendimento das descobertas marítimas não continham exclusivamente o estímulo económico, mas um outro vector de natureza espiritual, que Jaime Cortesão foi recolher no franciscanismo e á sua mística.

Como veremos, este vector franciscano atravessa a vida do Almirante Cristóvão Colon.

Todavia o autor da Política de Sigilo nos Descobrimentos Portugueses, não coloca a questão quanto á presença de Cristóvão Colon em expedições realizadas a S. Jorge da Mina? Recordemos que S. Jorge da Mina era uma feitoria estratégica para Portugal, sobre a qual Duarte Pacheco descreveu o seguinte: «na qual casa nosso senhor acrescentou tão grandemente o comércio que em cada ano se tiram dali por resgate, que vem para estes reinos de Portugal, cento e setenta mil dobras de ouro fino, e muito mais em alguns anos se resgata e compra aos negros que de longes terras este ouro ali trazem, os quais são mercadores de diversas nações […] Esta gente até agora fora gentios e já alguns são feitos cristãos.»4

Se até S. Jorge da Mina os portugueses poderiam navegar com costa á vista, a descoberta dos Açores seguiu uma metodologia diferente, facto que teria motivado outras expedições no Atlântico Norte. Sobre a descoberta dos Açores respondeu o Almirante Gago Coutinho que o «segredo político impediu que se contasse como os portugueses tinham chegado aos Açores. Uma só vez transpirou o segredo do descobrimento do arquipélago: na carta de Valsequa, isto é, dum Judeu converso de Maiorca, pertencente à mesma comunidade de religião e meio social do cartógrafo do Infante»5.

É interessante também notar que o Rei Cristiano I da Dinamarca, enviou às costas da Gronelândia, a pedido do rei Afonso V de Portugal, uma expedição de que faziam parte marinheiros portugueses. Como referiu Luís Ulloa, historiador peruano e investigador especializado nos temas do Descobrimento da América e na figura de Cristóvão Colon, «datas e testemunhos levam a pensar que Colombo fez parte dessa expedição»6, e o próprio Colon deixa-nos o testemunho: «tudo o que se navegou, também lá andei». Analisando esta sequência de factos, sugerimos então uma questão: Seria Cristóvão Colon parte integrante da estratégia sigilosa por parte da Coroa portuguesa? A carta enviada pelos Reis Católicos a Cristóvão Colon, em Setembro de 1493, portanto um ano antes da assinatura do Tratado de Tordesilhas, expressa intenções para obtenção de informações sobre a eventual existência de ilhas e terra firme, mais ricas e proveitosas, os quais afirmavam que: «… sabemos que disto sabeis vós mais do que alguém, vos rogamos que logo nos envieis vosso parecer… por isso, por nosso serviço, vos rogamos que logo nos escreveis…»7. Nesta carta, os Reis Católicos expressam o seu conhecimento acerca do serviço que Cristóvão Colon prestou à Coroa portuguesa, no âmbito das navegações.

No capítulo do serviço e afectos prestados a Portugal, comecemos pela carta enviada por D. João II a Cristóvão Colon, em 20 de Março de 1488, em resposta à que o Almirante dirigiu ao Rei de Portugal, cujo teor se desconhece, mas que se constitui como uma peça fundamental para estabelecer ligações dentro deste processo histórico. Analisemos o teor da carta de D. João II, relevando os aspectos afectivos: «nosso especial amigo em Sevilha… vimos a carta que nos escreveste e a boa vontade e afeição que por ela mostrais terdes a nosso serviço, vos agradecemos muito… que vossa industria e bom engenho nos será necessário, nós a desejamos… e por tanto vos rogamos e encomendamos que vossa vinda seja logo e para isso não tenhais pejo algum…»8.

Quais foram então os supremos interesses de D. João II, para rogar ao seu especial amigo, que retornasse logo a Portugal, amigo este que demonstrou boa vontade e afeição pelo serviço em prol do monarca? O Almirante Gago Coutinho por ocasião de uma conferência na Sociedade de Geografia de Lisboa, sobre as múltiplas versões falsas criadas por leigos da náutica, referiu que Cristóvão Colon «tantas vezes embarcou com os portugueses e se limitou a fazer como os outros navegadores ocidentais».9

Bartolomé de Las Casas reforça este aspecto na História das Índias, indicando que Colon «navegou algumas vezes aquele caminho (o do Ocidente) em companhia dos portugueses como pessoa já residente e quase natural de Portugal.»10

Segundo a versão oficial, Cristóvão Colon descobriu o Novo Mundo por acaso e sem saber onde estava, no entanto esta tese não nos parece de todo plausível, pois o Almirante adquiriu experiência desde muito cedo, nas navegações Atlânticas, perfeitamente inseridas em missões portuguesas.

No regresso da primeira viagem realizada às Antilhas, em Março de 1493, desloca-se a Vale de Paraíso, onde se encontrava o Rei D. João II, antes de dar a boa nova aos Reis Católicos, cujas ocorrências são registadas no seu diário de viagem, e nessa célebre entrevista pode-se analisar o ambiente afectivo existente entre o Rei português e o Almirante: «…o Rei o recebeu com muita honra, e lhe fez muito favor, mandou sentar e falou muito bem, oferecendo-lhe que lhe mandaria fazer tudo o que aos Reis de Castela e a seu serviço cumprisse…»11, «…hoje, depois da missa, voltou a dizer-lhe o Rei, se tinha necessidade de algo que logo se lhe daria, e conversou muito com o Almirante sobre a sua viagem, e sempre lhe mandava estar sentado e fazer muita honra…»12, «hoje se despediu do Rei, e lhe disse algumas coisas que dissesse da sua parte aos Reis, mostrando-lhe sempre muito amor. Partiu depois de comer, e enviou com ele, D. Martinho de Noronha, e todos aqueles cavaleiros o vieram acompanhar e fazer honra…»13.

De regresso de Vale Paraíso, visitou o mosteiro de Santo António em Vila Franca de Xira para apresentar as suas homenagens à rainha D. Leonor de Portugal, que mostrava muito desejo de o ver. Que laços familiares poderão estar escondidos, entre a Rainha de Portugal e o Almirante?

Ainda outro episódio tangível ao sentimento patriótico, ocorreu no Verão de 1502, após iniciar a quarta viagem. O Almirante foi informado de que uma fortaleza em Arzila se encontrava sitiada pelos mouros, ordenando que fossem em auxílio dos portugueses que se encontravam em apuros. Cristóvão Colon «tinha uma relação afectiva forte com os portugueses, e partir para as Índias sem acorrer em seu auxílio teria sido impensável… O almirante enviou a terra o seu irmão Bartolomé Colombo e Fernando, juntamente com os capitães dos navios, para se encontrarem com o capitão de Arzila, que tinha sido ferido pelos mouros num combate. O comandante português retribuiu a gentileza de modo cortês.»14

Tudo isto é vivido num ambiente messiânico profundo e enquadrado numa grande influência franciscana, que está patente desde o reinado de D. João I, até ao reinado de João II. A espiritualidade e a cultura intelectual são protagonizadas por frades franciscanos.

O Prof. Aurélio de Oliveira refere que «o espírito descobridor de Portugal revestiu-se também, graças à tendência espiritual que o cristianismo franciscano tomou entre nós, de sentido missionário»15

O espírito de S. Francisco foi objecto de uma devoção amplamente difundida e enraizada na Corte de Portugal, bem patente a partir dos finais do século XIV até aos primórdios do século XVI. Veja-se por exemplo, que após a entrevista concedida pelo Rei D. João II, a Cristóvão Colon, já citada, o monarca «se refugia (será este o termo adequado?) em Torres Vedras, em cuja região está desde o final de Março até finais de Setembro...»16.

Nesta localidade está situado o convento do Varatojo, de devoção franciscana, mandado construir por D. Afonso V. No ano seguinte, em 1494, é assinado o Tratado de Tordesilhas. Estaria então o Rei D. João II em recolhimento franciscano para planear estrategicamente a assinatura do referido Tratado? Foi neste ambiente das viagens empreendedoras concretizadas pela Ordem de Cristo, que Cristóvão Colon recebeu influência, e nelas faziam parte os frades franciscanos que «levaram a palavra de Cristo, pelos conselhos evangélicos, concretizando assim um dos ideais portugueses ao partir: levar a Boa Nova a todas as gentes e tornar Jesus Cristo conhecido em todos os locais!»17

O franciscanismo de Cristóvão Colon está bem identificado nas suas palavras e comportamentos, que denotam uma formação religiosa muito precoce de natureza perceptoral. Notemos alguns registos demonstrativos: «… porque era muito devoto de S. Francisco, vestiu-se de pardo… ao tempo que chegou cá, vestido quase como frade de S. Francisco.»18; «...sempre foi devoto da Ordem do bem-aventurado Santo Senhor S. Francisco e com o seu hábito morreu...»19; «É bem patente a importância do vocabulário afectivo, sensível e inclusive a experiência mística: “Deus me abriu a vontade, este fogo, esta luz”. Reconhece-se que nos planos teológico e filosófico tinha uns conhecimentos próprios da elite secular»20.

Foi dentro desta tipologia do secular, própria dos membros da Ordem Terceira, que pretendeu situar-se Cristóvão Colon, chegando mesmo a definir-se como “leigo não letrado”. O seu saber é demonstrado pelo saber empírico, em que insistiam especialmente, os franciscanos e os professores universitários nominalistas21.

Na carta dirigida aos Reis Católicos, em 1501, escreve: «Ó Senhor que quisestes ter em segredo tantas coisas aos sábios, e revelaste-as aos inocentes…»22
Em alguns textos de Cristóvão Colon, o não letrado e ignorante, pode por revelação divina, conferida pelo Espírito Santo, ensinar os sábios, porque, conforme é referido na mesma carta: «o Espírito Santo obra em Cristãos, Judeus, Mouros e em todos de outras seitas, e não só nos sábios, mas nos ignorantes…»23.

A mentalidade messiânica de Colon estava imbuída de um espírito de cruzada, como atesta: «… a razão que tenho é a restituição da Casa Santa, isto é, Jerusalém…»24, e com uma base de conhecimentos alargada em, cosmografia, história, crónicas, filosofia, e outras artes, com influência de gente sábia, eclesiásticos, seculares, latinos e gregos, judeus e mouros, e com outros de outras seitas, conforme o próprio regista nessa mesma carta. Relembremos que a ciência medieval, a cosmografia, astrologia, geografia, medicina, alquimia, foram muito protagonizadas pelos franciscanos em Portugal, sendo de todo plausível que Colon tivesse recebido os seus ensinamentos.

Os conhecimentos de Colon são ainda atestados pela riqueza de citações no seu Livro das Profecias, de «Aristóteles, Plínio, Séneca, Estrabão, Ptolomeu, Esdras, Escoto, Beda, Pedro Comestor, Pedro de Alíaco, Eneas Sílvio, Marco Pólo. Os livros de cabeceira seriam os de Ptolomeu, Pedro de Alíaco e Marco Pólo, além das Sagradas Escrituras e das lições dos Santos Padres, Santo Agostinho, Santo Ambrósio, Santo Isidro, S. João Crisóstomo.»25

Citando o Prof. Alain Milhou «a consciência e cultura messiânica de Cristóvão Colon, inscrevem-se fundamentalmente na trajectória do franciscanismo joaquimita.»26

Em Portugal, esta corrente está relacionada com o culto do Espírito Santo iniciado com a rainha Santa Isabel e que actualmente ainda é festejado nos Açores, nas festas do Divino Espírito Santo e em Tomar na festa dos Tabuleiros. «A larga permanência em Portugal teve também a sua importância na formação do messianismo colombino, não tanto para o tema de Jerusalém, presente na mente cavaleiresca de D. Afonso V, mas na luta contra o Islão e a aliança com as cristandades ocultas e do misterioso Prestes João. Conservando a recordação da gesta portuguesa, não vacilaria Colon, na relação da sua terceira viagem de 1498, em dar aos Reis Católicos o exemplo dos Reis de Portugal que mantiveram com grande gasto, servir a Deus e acrescentar seu senhorio…»27.

Julgamos que na sua permanência em Portugal, Colon recebe influência de D. Afonso V, que de acordo com Rui de Pina: «era amigo das letras e honrava os que as sabiam, e foi o primeiro Rei que faz livraria em seus Paços, no que se parecia com seus tios, o Rei D. Afonso de Nápoles e com o Infante D. Pedro»28.

A Enciclopédia Espasa refere que os «portugueses eram, então, os navegadores mais hábeis e empreendedores da Europa, e entre eles pode Colombo ter adquirido todo o conhecimento e perícia que revelam seus feitos posteriores.»29

Ainda recentemente o Professor Juan Gil, da Universidade de Sevilha e perito em estudos Colombinos, atribui à sua permanência em Portugal a seguinte visão: «… Este ambiente excitante e exótico, cheio de grandiosos projectos enriquece a sua experiência e possibilita o descobrimento, pois quando se estabelece em Espanha… Colombo dispunha de um amplíssimo caudal de conhecimentos em mundos e mares… e esta etapa portuguesa é tão decisiva que marca indelevelmente a mentalidade do Almirante, que morre acreditando ter alcançado o seu sonho (das Índias), um sonho próprio de um português e que só a um português estava reservado.”30

O Almirante Cristóvão Colon tinha um outro comportamento que merece análise cuidada, fazia algumas vezes o juramento a S. Fernando, «quando alguma coisa de grande importância nas suas cartas queria com juramento afirmar…»31.

Fomos pesquisar sobre S. Fernando, e identificámos o Rei Fernando III de Castela, «falecido a 30 de Maio de 1252, aos 53 anos de idade, que foi canonizado a 16 de Agosto de 1673» 32. Porém, confrontamos a análise do Prof. Alain Milhou, que colocou a hipótese remota, de se tratar do Infante Santo de Portugal, cujo martírio foi profundamente sentido na sociedade portuguesa e especialmente vivido por seu sobrinho o Rei D. Afonso V. «Santo lhe chamaram, e chegou a ter culto na Batalha, na igreja de Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães, e provavelmente também em Lisboa, da última metade do séc. XV até fins do XVII.»33

Este facto não deve ser desligado das fortes ligações afectivas que Cristóvão Colon tem com Portugal e os portugueses.

Julgamos ter evidenciado um conjunto de argumentos que fazem denotar um messianismo em Cristóvão Colon, baseado numa sólida formação filosófica, religiosa e científica, integrada numa influência espiritual dos Descobrimentos Portugueses. A propósito, o investigador italiano Ruggero Marino, sugere-nos as seguintes reflexões: «É credível a empresa de um obscuro e ignorante marinheiro que não sabe nada, mas que adivinha tudo, que frequenta a Corte do Rei de Portugal…? Em Portugal onde casa com uma nobre donzela? Que é recebido pelos Reis Católicos e consegue credibilizar a sua estratégia? Que contacta com monges e cardeais? Que se corresponde com Toscanelli?»34

Torna-se pois, imperioso estimular as mentalidades científicas para a pertinência da investigação académica em torno da personalidade e do pensamento de Cristóvão Colon.

Este estímulo é reforçado pelo Prof. Joaquim Veríssimo Serrão, que nos revela o seguinte:

«Entre as obras que deixo inacabadas para o prelo, figura uma com o título Cristóvão Colombo e Portugal, que coligi com boa cópia de argumentos, nos últimos vinte e cinco anos. São uma dúzia de ensaios históricos que dizem respeito á história portuguesa entre os anos de 1470 e de 1510. Devo confessar que, para a melhoria do texto em muito contribuíram as investigações que Manuel da Silva Rosa teceu acerca do descobridor do Novo Mundo, num esforço de revisão que merece o qualificativo de sério e diligente…

Mas o novo autor segue com idêntico e, embora, a nosso ver, não prove definitivamente a nacionalidade lusa de Colombo, avança com argumentos que impõem ponderação e estudo.»35

Gostaríamos de finalizar com as palavras e a elevada admiração que nutrimos pelo Almirante Gago Coutinho: «Enfim, sem diminuir Colon, a verdade é que, da sua nebulosa e aventurosa vida, só se apura o que ele fez como navegador: E, como tal, Colon foi, inquestionavelmente, português.»36


1 Luís Adão da Fonseca, “D. João II – Reis de Portugal”.
2 Idem
3 Prof. Dr. José Manuel Garcia, Prefácio “A Política de Sigilo nos Descobrimentos Portugueses” de Jaime Cortesão.
4 Jaime Cortesão, “A Política de Sigilo nos Descobrimentos Portugueses”.
5 Idem.
6 Luís Ulloa, 1927, facto confirmado pelo director da biblioteca de Copenhaga, Sofus Larsen.
7 Carta de 5 de Setembro de 1493, dos Reis Católicos a Colombo.
8 Joaquim Veríssimo Serrão, “Itinerários de El-Rei D. João II”, Academia Portuguesa da História.
9 Diário da Manhã, 17 de Dezembro de 1944 – conferência de Gago Coutinho.
10 Eduardo Pereira, “Cristóvão Colombo em Porto Santo e na Madeira”.
11 Joaquim Veríssimo Serrão, “Itinerários de El-Rei D. João II”, Academia Portuguesa da História; Cf. Diario del Primer Viaje, estudo citado, p. 136.
12 Idem.
13 Idem, pág. 136-137.
14 Martin Dugard, “A Última Viagem de Colombo”.
15 Aurélio de Oliveira, “Os Descobrimentos Portugueses, Vol II, pág. 472, citado em Coordenadas espirituais na Génese da Expansão – Os aspectos místico-religiosos na tese de Jaime Cortesão”.
16 Luís Adão da Fonseca, “D. João II – Reis de Portugal”.
17 Manuela Mendonça, “O Franciscanismo em Portugal – Séc. XIII-XVI”.
18 Bartolomé de Las Casas, História das Índias.
19 Raccolta[55], parte II, Vol. 1, p. 207.
20 Alain Milhou, Cristóvão Colon “Modelo “idiota” que ensina os sábios”.
21 Fundadores do nominalismo, os franciscanos Duns Scoto (m.1308) e Guilherme Occam (m.1349).
22 Carta de Cristóvão Colon aos Reis Católicos, Livro das Profecias, 1501.
23 Idem.
24 Idem.
25 Cristóvão Colombo – Carta do Achamento das Antilhas (15 de Fevereiro/14 de Março de 1493, Prof. Doutor Manuel Viegas Guerreiro.
26 Alain Milhou, Cristóvão Colon “Modelo ‘idiota’ que ensina os sábios”.
27 Relação da Terceira Viagem [65], fol. 2 r.
28 Reis de Portugal - D. Afonso V, Saúl António Gomes.
29 Enciclopédia Espasa – Enciclopédia espanhola do século XX.
30 Idem, citação do Prof. Juan Gil da Universidade de Sevilha.
31 Bartolomé de Las Casas, Historia das Índias.
32 Santos de Cada Dia, II volume, pp. 110 e Catholicisme, Tomo IV.
33 Enciclopédia Luso-Brasileira.
34 Ruggero Marino (Investigador Italiano).
35 Prefácio de Joaquim Veríssimo Serrão, em Colombo Português, Manuel da Silva Rosa.

24-02-2010

Cristóvão Colon e a Estratégia Nacional Portuguesa

Conferência na Academia da Marinha (Parte I)

(Ten. Coronel Brandão Ferreira)


"Não queirais ser genoveses mas sim muito portugueses”
Gil Vicente


Creio que todos os estudos sobre a figura e feitos de Colon deverão começar por o situar na época em que viveu fazendo-se uma análise geopolítica e geoestratégica dos cenários mundiais, de então, que interessem ao objecto do estudo. Tal é fundamental para se enquadrar e entender tudo o que se passou e exorcizar de vez a injusta frase de Winston Churchill sobre Cristóvão Colon : “Não sabia para onde ia, nunca soube onde estava e tudo isto feito com o dinheiro dos contribuintes”. Ora Colon sabia muito bem para onde ia, soube sempre onde estava e, para mim, quanto mais dinheiro gastasse ao contribuinte espanhol, melhor!

Quero lembrar que os factores mais importantes e estáveis da Geopolítica – disciplina praticamente ignorada em Portugal – são a Geografia e o carácter do povo. A geografia não muda e o carácter do povo, muda muito devagarinho, quando muda. Por outro lado a Estratégia tem a ver sobretudo com os conflitos e ameaças, isto é, a aplicação do Poder.

Portugal é a Nação mais antiga da Europa, e, possivelmente, do mundo (lembro que o Japão é uma ilha e só foi unificado depois dos portugueses lá terem introduzido a arma de fogo). O Condado foi individualizado “de facto”, em 1128, por Afonso Henriques e estava formado como Estado-Nação no reinado de D. Dinis. É neste reinado que se fixam as fronteiras; que se funda a Universidade, que se cria a Marinha de Guerra, e até o Exército, com os besteiros de conto, a título permanente; se estatui que todos os documentos oficiais sejam escritos em português, e não em latim, como era até então; se reorganiza a economia, a defesa e a organização do território e até se instituiu uma espécie de religião própria dos portugueses: o culto do Espírito Santo.

A Nação portuguesa tem ainda uma matriz mística e escatológica que nos vem de Ourique e tem raízes na Ordem do Templo e se prolonga na Ordem de Cristo. São estes fundamentos, mais do que as especiarias; que nos levaram ao Oriente, tentando o encontro e a união dos Cristãos do Ocidente com os daquelas partes.

Todo este “edifício” sofreu um forte abanão com a crise de 1383-85, mas saiu reforçado no fim dela e com a noção da necessidade de se conseguir apoios exteriores à Península Ibérica de que a Aliança Inglesa é, ainda hoje, a prova desse corolário.

Em 1411, após a paz com Castela pôs-se a questão do que fazer: basicamente havia duas vertentes: a expansão na Andaluzia em direcção a Granada, ou pôr pé em África. Foi esta segunda hipótese que vingou, e logo de seguida começaram as navegações de descoberta marítima para o Atlântico Sul e Central.

“É muito perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão completamente equivocadas.”
Voltaire


Portugal era, pois, em meados do século XV uma nação cheia de força e estava à frente de qualquer outro país nos campos da cartografia, arte de marear, astronomia, construção naval, armamento, fortificação, estudo dos ventos e marés, etc., etc..


O nosso problema geopolítico maior era o de garantir a individualidade face à poderosa vizinha Castela – como, aliás, nunca deixou de ser até hoje – em processo acelerado de unificação de todo o território que se veio a denominar, em 1492, de Espanha. Como já dizia Zurara, “por um lado nos cerca o mar e por outro temos muro no reino de Castela”.

As potências do Norte da Europa ainda lambiam as feridas das contendas internas e entre elas, e eram alheias ao Atlântico Central e Sul. As Repúblicas Italianas preocupavam-se em estabelecer zonas de influência no Mediterrâneo e em manter comércio com o Levante e o centro e norte da Europa. O Papa tentava um equilíbrio entre os estados italianos e as potências que os queriam dominar: a Espanha, a França e a Áustria.

O Império Turco expandia-se rapidamente e com alarme, tendo conquistado Constantinopla, em 1453, alargando-se em todo o Médio Oriente e no Mediterrâneo Oriental.

A Sul havia a ameaça moura e berbere. A pirataria e o corso abundavam e também perturbavam a navegação portuguesa.

Portugal era o único país onde se mantivera o ideal de cruzada – um exército preparado por D. Afonso V para ajudar o Papa é desviado para conquistar Arzila e Tanger, em 1471, após o apelo daquele ter ficado sem efeito, é disto exemplo eloquente.

Portugal tentava uma expansão constante no Norte de África e navegava para Sul contornando o continente africano e aventurava-se cada vez mais no Atlântico Central, Sul e Ocidental.

A estratégia nacional ao tempo de D. João II, pode-se resumir na:

- manutenção da autoridade real e segurança interna do Reino;

- defesa da rota da Guiné;

- busca da rota da Índia através do contorno de África;

- neutralidade atenta na Península;

- relações privilegiadas e de reciprocidade com a Santa Sé; (abolição do Beneplácito Régio, em 1487);

- comércio e presença diplomática na Europa do Mar do Norte, impedindo o acesso dos seus marinheiros às nossas rotas, a Sul;

(tratado de aliança com Carlos VIII de França, em 1495 e confirmação do Tratado de Windsor, em 1489, por exemplo);

- política de segredo em relação a tudo o que se relacionasse com as Descobertas.
Com a descoberta de riquezas no Golfo da Guiné (ouro, escravos e malagueta) o que levou à construção do Castelo da Mina, em 1482, estas atraíram a cobiça dos castelhanos. Por esta altura negociou-se o Tratado de Alcáçovas/Toledo assinado em 1479/80. Neste tratado, efectuado na sequência da derrota política de D. Afonso V que o empate da batalha de Toro, em 1476, consumou, acordou-se:

- pazes entre Portugal e Castela;

- a aceitação, por Portugal, de Isabel como herdeira do trono castelhano;

- o casamento de Isabel, filha dos reis católicos, com o herdeiro português, o infante D. Afonso, de que as Terçarias de Moura, constituíram um penhor;

- a cedência da soberania das Canárias, a Castela, em troca da expansão portuguesa em Marrocos (reino de Fez);

- uma linha, que passava no paralelo das Canárias, estando a navegação para sul da mesma, reservada a Portugal (foi por isso que Colon na sua 1ª viagem navegou para oeste ao longo deste paralelo).

Ora, o objectivo perseguido pelos portugueses era o de chegar à Índia e ao Reino de Prestes João (a actual Etiópia) e as informações que se foram acumulando, levavam a crer que o modo mais rápido de lá chegar era por Oriente. Tais dúvidas desapareceram, quando Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, em 1487, e as notícias da expedição por terra ao Oriente, de Afonso da Paiva e Pêro da Covilhã, chegaram a Lisboa, em 1491 (esta expedição foi antecedida da de Frei António de Lisboa e Pedro de Montarroyo, ao oriente, tendo estes chegado a Jerusalém e regressado por não dominarem o árabe).

As expedições marítimas sucederam-se em todas as direcções, havendo notícias dos portugueses terem chegado ao continente americano, muito antes de Colon. Tudo era mantido no maior segredo (cujas principais leis foram decretadas em 1481). Porém, os castelhanos continuavam interessados no comércio da Guiné, violando o tratado acordado e, apesar das pazes, os Reis Católicos apoiaram as tentativas de golpe de estado dos Duques de Bragança e Viseu, juguladas por D. João II. Ou seja tudo estava incerto.

É aqui que entra Colon, e é por esta altura que se deve ter dado a ocultação do seu nome atrás do pseudónimo. Um dos mistérios que continua por resolver.

E a estratégia – trata-se de uma estratégia extraordinária! - Que se encaixa perfeitamente na tese de um Colon português ao serviço do Rei de Portugal – era a de convencer os espanhóis que se poderia atingir a Índia por Ocidente, fazendo-os desistir de nos incomodarem naquilo que andávamos a intentar.

Quando Colon dá a notícia, em primeira mão – note-se – a D. João II no regresso das Antilhas, em Março de 1493, desenvolveram-se, de imediato, várias jogadas no tabuleiro geopolítico da altura: D. João II reclama a soberania das novas terras, alegando que estas estavam em zona portuguesa e mandando aprontar uma esquadra, comandada por D. Francisco de Almeida, para tomar posse delas. Julga-se ter sido um “bluff” para forçar os espanhóis a negociações, o que ocorreu no mês seguinte.

A corte espanhola não estava, porém, inactiva, já que convenceu o Papa Alexandre VI a publicar duas bulas, a “Inter Coetera I” e “Eximus Decotinis”, de 3 de Maio de 1493, que anulavam as doações pontificas a Portugal, para ocidente; e ainda a “Inter Coetera II”, do dia seguinte, em que se deslocava para 100 milhas a oeste de Cabo Verde, o meridiano, para além do qual a navegação estava reservada a Espanha; as coisas ainda pioraram para Portugal quando o mesmo Papa dez publicar a bula “Dudem Siquidem”, de 26/9/1493, em que anula tudo o que está a favor de Portugal. Até que os diplomatas portugueses conseguiram convencer os delegados espanhóis a assinarem o Tratado de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, sem estes se aperceberem – por não terem modo de saber que estavam a comer gato por lebre. Magistral jogada esta que permitiu garantir a posse para Portugal do Brasil e da Terra Nova, já que a linha de meridiano que passava a 100 léguas a oeste de Cabo Verde foi estendida para 370 léguas.

Ainda por cima o tratado foi abençoado por um Papa (Bórgia) por ironia do destino de origem espanhola – a fonte de Direito Internacional da altura.

Os espanhóis, esses, só deram pelo embuste – embora até hoje o não reconheçam! – quando Vasco da Gama regressou de Calicut, em 1498.

“A História é património comum. Por isso, não devemos deixá-la cair em más mãos”.
Georges Duby
(filósofo francês, em entrevista concedida ao “L’Éxpress” de 14/2/92)

Deste modo se conseguiu, definitivamente, afastar os espanhóis do caminho da Guiné e da Índia, embora não se pudesse intuir, na altura, que o prescrito no tratado nos reservasse o conflito sobre as Molucas, ao passo que facilitaria a expansão para Oeste, no Brasil, ao tempo da Coroa Dual.

Por tudo isto e muito mais não se entende porque em Portugal há tanta resistência em tratar este tema, sobretudo por parte das autoridades políticas, e académicas.

Mas isso é um assunto que deixarei para a discussão final.

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In Colombo-o-novo
16-02-2010
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A SEGUIR:
"O Messianismo de Cristóvão Colon"
Conferência na Academia da Marinha (Parte II)
(Ten. Coronel Carlos Paiva Neves)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

IBGE apresenta ações para Censo Demográfico 2010


Fonte: Portal Amazônia, com informações da TV Amazonas

MANAUS - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou hoje (23), as ações para o censo demográfico 2010 no Amazonas. O anúncio foi feito durante a 3ª Reunião da Comissão Censitária Estadual. O órgão seleciona mais de dois mil agentes para o trabalho.

O censo demográfico pretende aprofundar as características sócio-econômicas da população. Com essas informações, vai ser possível saber, por exemplo, como está o serviço de saúde e educação no país.

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Segundo o coordenador nacional das comissões, Alceu Vanzella, a base territorial que divide as áreas de trabalho dos recenseadores já está pronta. O país foi dividido em 300 mil setores para que os agentes do censo consigam chegar nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O Censo 2010 começa no dia primeiro de agosto e tem previsão de encerramento em outubro.

Concurso público

Mais de 500 agentes ja foram contratados para a ação no Amazonas. Novas inscrições para processo seletivo vão ser abertas a partir de 26 de fevereiro, para a contratação de 2.761 agentes para o Estado. Ao todo, mais de 240 mil pessoas vão trabalhar em todo o país. (IP)

In Portal Amazonia
23-02-2010

CIEE seleciona para 873 vagas na prefeitura de São Paulo


Da Redação

Estudantes de Geologia, Gerontologia, Terapia Ocupacional, Artes Plásticas e Astronomia interessados em estagiar na prefeitura de São Paulo têm até o sábado (27/02) para se inscrever ao processo seletivo, no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), pelo telefone 3046.8237.

Essas carreiras começam a despontar na lista de oferta de vagas. Entretanto, como pertencem a áreas com menor volume de oportunidades de estágio, exigem maior empenho por parte dos estudantes, desde a prospecção de vagas até o processo seletivo, geralmente concorrido.

Além dos cursos citados, a prefeitura dispõe de vagas de estágio nas mais diversificadas áreas, entre elas administração de empresas, administração pública, artes cênicas, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências da natureza, comunicação social, rádio e TV, cinematografia, geografia, gestão ambiental e gestão de políticas públicas.

Podem se candidatar estudantes do 2º ao penúltimo semestre de cada curso. A bolsa-auxílio é de R$ 484,21 para nível superior e de R$ 338,95 para ensino médio, para jornada diária de quatro horas, além de auxílio-transporte de R$ 112,20.

Outras vagas

Quem desejar se candidatar às mais de 10 mil vagas disponíveis no banco de dados do CIEE para todo o País devem fazer seu cadastro pelo site www.ciee.org.br. Quem já é cadastrado, pode consultar oportunidades disponíveis para o seu perfil no mesmo endereço.

In RD Online
24-02-2010