domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Egito


É difícil encontrar alguém que nunca tenha sonhado em conhecer o Egito. O país com mais de 5.000 anos de história encanta por abrigar templos, pirâmides, múmias e tumbas que retratam os costumes e tradições da civilização que deixaria diversas marcas no mundo atual.

Nenhuma aula de história consegue ensinar tanto sobre o passado do país como a expe¬riência de testemunhar este tesouro arqueológico.

A primeira imagem que vem à cabeça ao se falar em Egito são, juntamente com o deserto do Saara, as três imensas pirâmides: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Construídas por volta de 2.500 a.C para conservar o corpo e os pertences dos faraós, essas são as maiores das cerca de 100 pirâmides existentes no país.

O complexo de Gizé, onde estão situadas, não fica em meio ao deserto como se pensa. Quéops, Quéfren e Miquerinos estão tão próximas às avenidas, aos hotéis e ao comércio da cidade do Cairo, que dá para ter a mordomia de se hospedar em quartos com vista para as pirâmides, consideradas uma das sete maravilhas do mundo.

A pirâmide mais alta, Quéops, espanta com seus atuais 137 m¬tros de altura (antes eram 146 me¬tros), tamanho proporcional ao poder do faraó de mesmo no¬me. Demorou 20 anos para ser cons¬truída e, ao contrário do que se pensa, não foi feita por escravos, mas por ho¬mens livres que carregaram os 2,3 milhões de blocos usa¬dos na pirâmide, cada um com peso médio de 2,5 tone¬ladas (os maio¬res chegavam a 80 tone¬ladas).
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No interior da pirâmide de Quéops estão a Câmara Mortuária do Rei, onde o faraó foi sepultado com seus tesouros, e a Grande Galeria, um imenso salão com qua¬se 50 metros de largura, onde só é possível chegar se arrastando por um túnel de um metro e meio de altura.

Ainda no complexo de Gizé, está também a famosa Esfinge, figura com corpo de leão e rosto de homem (provavelmente de Qué¬fren, filho de Quéops), que foi construída em um único bloco de pedra. A escultura, tida como guarda das Grandes Pirâm¬des, é outra grandiosa obra com 18 me¬tros de altura e quase 60 me¬tros de comprimento.


Cultura

Em direção a Assuã, o Templo de Philae hoje pode ser visto na Ilha de Agilika. Ele foi desmontado e reconstruído a cerca de 600 me¬tros do local de origem, a Ilha de Philae, a7 km de Assuã. Dedicado à deusa Ísis, deve ser visitado também à noite, quando há um grandioso espetáculo de luzes e sons.

Para complementar a visita às obras literalmente faraônicas, não deixe de ir ao Templo de Abu Simbel, construído em 1.300 a.C. por ordem de Ramsés II para homenagear a si mesmo e identificá-lo como um deus na Terra.

A maioria dos passeios para o templo é vendida em Assuã (embora dê para encontrar também em Luxor e no Cairo) e inclui uma viagem de bate-e-volta de avião ou de ônibus até o local, além de guia. Abu Simbel se localiza a 280 km ao sul de Assuã, perto da fronteira do Egito com o Sudão.

Na entrada do templo estão quatro estátuas com a imagem do faraó, esculpidas em uma única rocha, cada figura com, aproximadamente, 20 metros de altura e 1.200 toneladas. A perfeição da obra é tanta que nos dias 22 de fevereiro e 22 de outubro (aniversário de Ramsés II e data de sua coro¬ação) a luz do sol ilumina a estátua do
faraó presente também no interior do templo.

O cenário mítico formado por pirâmides, deserto, esculturas e dromedários atraiu cerca de 11 milhões de turistas por ano. Além de surpreendente, o tamanho do interesse é justo: são poucos os lugares no mundo com tanta história para contar.



Gastronomia

Um prato muito comum é o fool - um ensopado consistente feito de grãos de fava temperados com pasta de gergelim e suco de limão. Surpreendentemente, alguns egípcios comem fool no café da manhã, acompanhado de pão pita. Entretanto, a grande maioria dos hotéis substitui este café da manhã tradicionalmente leve, por um sistema de café continental, que inclui chá, torradas, bolos, manteiga, geléias e queijo fetta.

No Egito, o almoço é a refeição mais importante do dia, ainda que alguns hotéis tenham aderido ao costume estrangeiro de considerar o jantar como a refeição principal. Uma refeição egípcia padrão consiste num prato principal, com vários molhos e saladas, além dos acompanhamentos tradicionais.

Kebabs é um prato muito popular feito de carne de carneiro ou frango, cortada em pedaços, marinada e grelhada. Uma variação do kebabs é o kofta, que é o mesmo prato feito com a carne moída e preparada do mesmo modo. Outros pratos populares incluem o frango assado, o pombo recheado e a carne grelhada. Pratos com carne normalmente serão servidos acompanhados de arroz ou alguma massa e uma guarnição de salada verde.

Pratos quentes de verduras algumas vezes são servidas como acompanhamento ou como alternativa aos pratos com carne. As verduras normalmente são preparadas no forno com um delicioso molho de tomate especial. Uma iguaria imperdível é o taamaya, que é similar ao felafel israelita e consiste de uma pequena quantidade de massa feita de grão de bico, que é frita e servida com pão ou salada.

Shawarma é um popular lanche rápido, e é encontrado principalmente nos mercados abertos e nas feiras. É carne de cordeiro cortada em fatias bem finas, junto com salada e tahina, enrolados no pão sírio. O peixe é mais consumido nas regiões próximas ao Mar Vermelho, enquanto que a culinária em Aswan tem como base saborosos peixes de água doce, vindos do lago Nasser.

Os peixes e os camarões do Mediterrâneo estão sempre frescos. Experimente os pratos: Bolti (carpa), Caboria (caranguejo), Denüs (dourado), Estakoza (lagosta) e Bouri (merlin).

As sobremesas no Egito sempre caem em uma das duas seguintes categorias: 1) doces de massa e pudins ou 2) frutas frescas. Frutas frescas são a sobremesa mais comum, ainda que não sejam especialmente variadas. Melancias, goiabas, bananas, laranjas e tâmaras são as mais freqüentes.

No que se refere às bebidas, o chá tem uma importância enorme na cultura egípcia. Ele é servido bem doce, a menos que você especifique o contrário. O café é servido no estilo turco, muito forte e bastante adoçado. Uma bebida que pode ser bastante refrescante para os dias quentes no Egito, é o karkadeh, feito de pétalas secas da flor do hibisco, que pode ser servido quente ou gelado. Há também uma grande variedade de sucos de frutas, de acordo com a estação do ano, que são servidos em quiosques locais.

Se você adora cerveja, a marca local Stella pode ser uma decepção. É considerada fraca e de paladar apenas satisfatório. Ao contrário, os vinhos e destilados egípcios são considerados fortes demais. Em alguns lugares, durante os meses do Ramadan não serão vendidas bebidas alcóolicas.


Roteiro

Apesar do grande valor histórico, o complexo de Gizé não é o único passeio imperdível do Egito. Por meio de um cruzeiro no Rio Nilo, que vai margeando templos e plantações, chega-se a Luxor (antiga Tebas), uma cidade que vale muito a pena ser visitada por abrigar, entre outros, os templos de Luxor, Hatshe¬psute e Karnak. A viagem do Cairo até lá também pode ser feita de avião – ou até de carro para aqueles que se aventurarem a enfrentar os cerca de 720 km do percurso.

O Templo de Karnak, feito em homenagem ao deus Amon, é outra obra impactante por sua grandiosidade. Construído durante treze séculos, tem área equivalente às treze maiores catedrais européias somadas. As 134 colunas de 23 metros de altura e o obelisco Hatshe-psut são os itens surpreendentes do templo. Feito de granito rosa em uma única peça, o obelisco é um tanto quanto misterioso.

Ninguém sabe ao certo como ele foi trazido de Assuã (a 120 km ao sul de Luxor) pesando incríveis 340 toneladas. O indicado é visitar o templo em dois horários: de manhã, quando ainda não há tantos turistas, e logo após o anoitecer, momento em que ocorre um espetáculo de luz e som exi¬bido no caminho das ruínas.

No período da civilização egípcia, uma longa avenida com centenas de esfinges unia Karnak ao Templo de Luxor formando um complexo religioso. Resta uma parte do cami¬nho, hoje margeado por 70 estátuas de animais com cabeça humana. O Templo de Luxor foi construído, na maior parte, pelo faraó Amenhotep III.

Em frente ao portão, hoje há apenas um obelisco (o segundo foi doado à França e está na Praça de La Concorde). As colunas e estátuas são belas a qualquer hora do dia mas, assim como Karnak, é indicado visitar a ruína à noite quando o templo recebe iluminação de luz amarela.



Servirços

Há escritórios de turismo por todo o país, que distribuem mapas e folhetos (nem sempre atualizados). Nas cidades mais turísticas, os funcionários costumam ter mais boa vontade.

O inverno (dezembro a fevereiro) é mais agradável: praticamente não chove e à noite faz frio. O verão é muito quente e seco e tempestades de areia (khamseen) costumam ocorrer entre março e abril - os ventos chegam a 150 km/h.

Durante o Ramadã (outubro/novembro), lojas e restaurantes operam em horários irregulares.

O sistema ferroviário egípcio nem se compara com o europeu, mas é eficiente. Os trens com ar-condicionado são divididos em primeira (vagões-leito) e segunda classes. Os preços da primeira podem se equiparar aos de vôos, mas na segunda classe são bem camaradas e equivalem ao preço dos ônibus.

Os trens sem ar-condicionado não são recomendáveis. As mulheres podem furar as filas das estações - é lei. A carteira internacional de estudante dá descontos de até 30% em ônibus e trens. Já os vôos domésticos podem ser uma boa opção para longas distâncias. Nas cidades, vá de táxi, mas cuidado: eles não usam taxímetro. No Cairo, metrô e microônibus também são boas opções.

Vejamos mais alguma fotos do Egito



O Templo de Karnak, localizado na margem leste do Nilo, deu o nome às majestosas ruínas de templos que — juntamente com Luxor — formavam antigamente uma parte da famosa Tebas das Mil Portas, capital do Novo Império (1580-1085 a. C.).



Egito - No interior da pirâmide de Quéops estão a Câmara Mortuária do Rei, onde o faraó foi sepultado com seus tesouros, e a Grande Galeria, um imenso salão com quase 50 metros de largura, onde só é possível chegar se arrastando por um túnel de um metro e meio de altura.



Esfinge egípcia é uma antiga criatura mística usualmente tida como um leão estendido, animal com associações solares sacra, com uma cabeça humana, usualmente a de um faraó. Também usada para demonstração de poder, assim como as pirâmides no Egito. A maior e mais famosa é a esfinge de Gizé.




O Cairo é Terceiro Mundo e Primeiro Mundo, mundo islâmico e mundo faraônico, uma cidade fervilhante que abala todos os sentidos, simultaneamente. Há milhares de anos de história nesta cidade de 18 milhões de habitantes.



Existem muitas tumbas para visitar, mas algumas são mais famosas. Talvez uma das imagens mais impressionantes das tumbas egípcias sejam os “Gansos de Medum”, três majestosas aves da tumba de Nefermaat e de sua esposa Itet.


Na entrada do templo de Ramsés estão quatro estátuas com a imagem do faraó, esculpidas em uma única rocha, cada figura com, aproximadamente, 20 metros de altura e 1.200 toneladas.

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