sexta-feira, 12 de março de 2010

Ciências do Espaço: Área científica mais competitiva

Aumento da produção científica na Astronomia e Astrofísica


Verifica-se aumento de produção nacional nas áreas da Astronomia e Astrofísica

Os resultados agora publicados pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – «A produção científica nacional 2004 – 2008», mostram que as Ciências do Espaço são a área científica nacional mais competitiva.

No estudo vê-se que entre 2004 e 2008 a produção científica nacional aumentou 68 por cento. Hoje, são publicados anualmente mais de 626 artigos por cada milhão de habitantes – o que corresponde a 72 por cento da média da Europa a 27. Nota-se também uma melhoria e um aumento de competitividade em quase todos os domínios.

No entanto, encontram-se quatro grandes áreas onde o número médio de citações é notoriamente superior à média mundial, factor de impacto superior a um: Ciências do Espaço (2,05), Física (1,17), Medicina Clínica (1,15) e Ciências Agrícolas (1,15).

No caso das Ciências do Espaço, que no International Statistical Institute (ISI) inclui todas as revistas de «Astronomy & Astrophysics», o factor de impacto (número médio de citações por artigo) é 14,66, o que corresponde a 2,05 vezes a média mundial na área 7,14 citações por artigo (Produção Científica Portuguesa, 1981-2008: Indicadores Bibliométricos).



Factor de impacto da produção nacional das diferentes áreas


Em valores absolutos as Ciências Espaciais são também, a nível nacional, a área com mais citações por artigo publicado em média 14,66, seguido pela Biologia Molecular e Genética 9,55 e a Neurologia e comportamento 7,73.

Aumentam em Portugal

A produção científica na Astronomia e Astrofísica mostra um claro aumento: foram publicados em Portugal 6 artigos na década de 70, 51 nos anos 80s e 289 na última década do século XX (dados obtidos no ISI). Na década de 2000 a 2009 o número total de artigos publicados foi de 1350.

Estes valores confirmam que foi atingido um nível muito elevado de qualidade, competitividade e de internacionalização. De crucial importância para este resultado foi a adesão de Portugal à Agência Espacial Europeia (ESA) e ao Observatório Europeu do Sul (ESO), em 2000 e 2001 respectivamente, na sequência de um período de preparação/pré-adesão na década de 90.

O Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, instituição nacional de investigação em Astronomia, contribui significativamente para estes resultados. No final do ano de 2009, a equipa tinha 28 investigadores que publicaram 58 artigos em revistas científicas internacionais, tendo acumulado mais de 2300 citações nesse ano (média de 22.49 citações por artigo em 2009).

CiênciaHoje
12-03-2010

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