quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Jubileu de Santa Luíza e São Vicente - 350 anos que faleceram!

SÃO VICENTE E SANTA LUÍSA… PROFETAS DA CARIDADE

As celebrações são uma recordação coletiva de acontecimentos significativos para grupos e comunidades. Unem num determinado momento o passado, o presente e o futuro. Evocam gratidão pelo passado, fortificam-nos no compromisso com o presente e criam esperanças para o futuro.

Quando celebramos os 350 anos da morte de São Vicente e Santa Luísa, não é tanto a morte deles que desejamos recordar, mas a morte deles enquanto culminância de vidas que deixaram marcas na História, pelo que significaram durante sua existência. Foram ícones da caridade. Foram dois grandes profetas da Caridade.

Há aproximadamente quatro séculos nasciam duas grandes personalidades que mudaram e revolucionaram a Igreja: São Vicente e Santa Luisa de Marillac. Pelo carisma, ambos deixaram marcas profundas na humanidade através do amor infinito aos mais pobres.

Eles ainda fizeram esse amor se multiplicar com a criação da família vicentina. Tais ramos espalharam-se pelo mundo, com a fundação da Congregação da Missão, Companhia da Filhas da Caridade, Senhoras da Caridade e Vicentinos Leigos.

Vicente e Luiza foram, no seu tempo, chamados a dar testemunho de que a caridade é essência da vida cristã, sendo promotores da igualdade e justiça social, buscando junto às pessoas com mais recursos financeiros meios para socorrer os mais necessitados. Deixaram-nos o exemplo de que sozinhos não conseguiremos promover a caridade: precisamos de multiplicadores hoje e sempre.

Este ano jubilar nos convida a reacender, reavivar e revitalizar a chama do nosso carisma através de inúmeras iniciativas, como celebrações e projetos de caridade, com o objetivo de promover o carisma vicentino.

É a oportunidade para cada Filha da Caridade renovar sua vocação e crescer no sentido de pertença à Companhia; os fundadores serão sempre o modelo de caridade que vamos seguir.

Este jubileu nos traz um ano de graças, bênçãos para a Companhia, para a Província e para os pobres. São Vicente, consciente de sua realidade, designava-se "miserável", ou seja, aquele que é carente da misericórdia divina.

Nosso fundador dizia frases duras: "os pobres são o meu peso e a minha dor", referindo-se propriamente a sua obrigação cristã de amparar os pobres, como uma responsabilidade sua, vendo naquele ser humano desfavorecido, a figura e a face de Jesus ultrajado e crucificado. Desse modo, São Vicente viveu na sua missão o evangelho das bem-aventuranças.

Por isso celebramos, no jubileu de suas mortes, o significado de suas vidas, meditando os seus passos e pedindo a eles a intercessão para que possamos melhor viver o carisma vicentino em tudo o que fazemos hoje e sempre.

São Vicente de Paulo
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São Vicente de Paulo, nascido em 25 de abril de 1581 em Pouy, no sudoeste da França, deu vida às Damas da Caridade (depois Voluntariado Vicentino), à Congregação da Missão e às Filhas da Caridade, comprometidas nos hospitais e escolas.

A contribuição de Santa Luísa de Marillac foi fundamental na realização de sua obra.
Vicente foi um moço aventureiro de origem rural que buscava constantemente horizontes mais amplos.

Alimentou desde cedo a ambição da promoção social por meio do ministério sacerdotal para ajudar sua família que tanto amava. Era dotado de uma espantosa capacidade de estabelecer relações com uma grande diversidade de pessoas – pobres e ricos, eclesiásticos e políticos, nobres e plebeus, homens e mulheres, religiosos e leigos.

Mais tarde, aplicaria esse dom a uma causa boa, para realizar seu sonho de servir os Pobres. Homens de nosso tempo, que buscam constantemente “mais” na vida, podem haurir coragem da vida de São Vicente.

Vicente foi um moço aventureiro de origem rural que buscava constantemente horizontes mais amplos. Alimentou desde cedo a ambição da promoção social por meio do ministério sacerdotal para ajudar sua família que tanto amava.

Era dotado de uma espantosa capacidade de estabelecer relações com uma grande diversidade de pessoas – pobres e ricos, eclesiásticos e políticos, nobres e plebeus, homens e mulheres, religiosos e leigos.

Santa Luísa de Marillac
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A santa nasceu em Paris, pertencente a uma das famílias mais célebres da corte do rei da França.

Luísa nasceu em 12 de agosto de 1591, filha natural de Luís de Marillac, senhor de Ferrières, aparentado com a nobreza francesa, cujas posses permitiram dar à filha uma infância tranqüila. A menina aos três anos foi para o Convento Real de Poissy, em Paris onde recebeu uma educação refinada, quer no plano espiritual, quer no humanístico.

Mulher e Mãe, Luísa começou a dedicar-se intensamente às obras de solidariedade após a morte de seu marido; em particular, foi ativa na Companhia das Damas da Caridade, sob a guia de São Vicente.

Segundo o cardeal Saraiva Martins, eles sentiam um amor pelos pobres "que não nasce de um sentimento paternalista" e "trabalharam com valentia, tendo intuições proféticas, vivendo seu compromisso como uma verdadeira e própria exigência da fé".

"A Igreja e o mundo necessitam de vossa obra", acrescentou, dirigindo-se à multidão de vicentinos presentes na sala Agustinianum. "A caridade vicentina - concluiu - não é rendição, mas resistência!"

Durante sua vida, São Vicente e Santa Luísa lutaram com uma paixão incansável pelo sonho em que acreditavam… um sonho que era como um fogo que os consumia. Sonharam entregar-se completamente para seguirem Jesus Cristo evangelizando e servindo os Pobres de seu tempo. Este sonho foi como que a Estrela Polar que guiou cada decisão que tomaram e cada passo que deram.

São Vicente e Santa Luísa, entretanto, não nasceram com este sonho. De fato, tinham outros sonhos quando eram jovens… sonhos como todos temos. Mas, na medida em que se davam conta destes primeiros sonhos, eram constantemente acossados por desgostos, fracassos, reviravoltas, mudanças inesperadas, como se uma mão invisível estivesse presente no caminho de sua realização.

Progressivamente, São Vicente e Santa Luísa descobriram o significado daqueles acontecimentos que pareciam afastá-los da realização dos seus sonhos. Na realidade eram os caminhos misteriosos de Deus para revelar-lhes a vocação de sua vida. São Vicente e Santa Luísa estavam abertos a esta revelação e se deixaram guiar pelo Espírito.

Ir.Eneide Silva
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Depois de 350 anos, São Vicente e Santa Luísa continuam impactando e inspirando gerações e gerações. O fogo de sua caridade ainda arde e incendeia muitos outros. A celebração do aniversário de suas mortes reaviva este fogo em nós. Muda o passado num presente vivo que transforma.

Uma das seguidoras de Santa Luísa e São Vicente, está a Ir.Eneide que renunciou sua vida particular, para dedicar-se ao serviço da cristandade, com sua vocação de ajudar aos pobres, os carentes, os nescessitados e com muito amor e dedicação, ela está a 35 anos servindo ao Senhor, num trabalho que faz com carinho e pensando em benefício da comunidade carente.

Ela é uma das Irmãs de Caridade que trabalha atualmente na cidade de Aracati- Ceará, onde na direção da Santa Casa de Misericórdia e com sua simplicidade e boa vontade procura com muito sacrifício superar as dificuldades que os Hospitais Filantrópicos têm enfrentado ao longo dos anos.

Para mim, ela é um exemplo de dedicação, renúncia, amor ao próximo e a cada dia procura com sua força espiritual fortalecer a sua vocação, que escolhestes para servir à humanidade.

Além de tudo tenho a felicidade de tê-la como minha conselheira, confidente, e irmã de sangue de uma família de 12 irmãos.

O meu desejo e do Elo Geográfico, é que a Congregação das Filhas de Caridade, continuem com a vontade de sempre prestar serviço à cominidade com amor e dedicação e que Deus abençoe a todas a viver ainda com maior intensidade a presença do Deus vivo em todos os momentos de suas vidas.

E que a luz do Espiríto Santo continue a iluminar as suas vidas seja no trabalho ou em casa, sempre prontas a desempenhar o papel que ocupam junto da comun idade carente e cristã.

Mazé Silva
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Guia para a reflexão pessoal

1.Como a história de São Vicente e Santa Luísa influiu no concreto de sua vida?

2.Que desafio apresentado por nosso mundo contemporâneo ao nosso serviço vicentino dos Pobres é o de maior interesse para você? Por quê? Que passos podemos dar como Família Vicentina para enfrentar este desafio?

3.Quais são suas esperanças com relação:

a. A você mesmo como membro da Família Vicentina?

b. A seu ramo da Família Vicentina?

c. À Família Vicentina no mundo inteiro, para que o sonho de São Vicente e Santa Luísa permaneça vivo?

Citações alternativas de Santa Luísa de Marillac:
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“… não basta estar a serviço dos Pobres, (…), embora isto já seja para vós um bem que nunca poderão estimar suficientemente. É preciso ter verdadeiras e sólidas virtudes que sabeis dever possuir para levar a cabo essa obra na qual tendes a felicidade de estar. Sem isso, minhas irmãs, vosso trabalho vos será quase inútil” (Escritos, p. 151).

“… servir os pobres doentes, em espírito de mansidão e grande compaixão, à imitação de Nosso Senhor que assim tratava os mais desagradáveis” (Escritos, p. 495).
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Citação alternativa de São Vicente de Paulo:

“Deus ama os Pobres e, por conseguinte, ama os que amam os Pobres, porque, quando amamos alguém, temos afeição por seus amigos e servidores. (…) Vamos, pois, meus irmãos, e dediquemo-nos com um amor novo a servir os Pobres, e mesmo busquemos os mais pobres e os mais abandonados” (SV, XI, 392-393).

Reflexão por Irmã Julma C. Neo, FC, Província of the Philippnes

Tradução por Lauro Palú, CM, Província do Rio de Janeiro
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Primeira "Star Party" de MS acontece em outubro



Uma "Star Party" ou "Festa Astronômica" é uma reunião noturna de pessoas que amam a astronomia, para realizarem observações do céu em conjunto.

Campo Grande (MS) – No dia 15 de outubro (sexta-feira), às 20h30, no terraço do Memorial da Cultura, acontece o encontro de Clubes de Astronomia e a “Star Party” (festa astronômica), a primeira de Mato Grosso do Sul. Os eventos serão realizados durante o 10º Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea), que acontece pela primeira vez no Centro-Oeste.

Mato Grosso do Sul possui cinco clubes de astronomia: dois em Campo Grande (Carl Sagan e Alpha da Hydra) e três em Dourados (Clube da UEMS, Clube de Dourados e Próxima Centaury). O professor do Departamento de Física da UFMS e um dos organizadores do X Erea, Rodolfo Langhi, diz que o Encontro dos Clubes de Astronomia servirá para socializar os membros e reunir forças para trabalhos em conjunto. “Um dos incentivos do Erea é a formação de mais clubes. Cada clube também ganhará uma luneta [galileoscope], se participar da oficina de montagem dela”, explica.

Uma “Star Party” ou “Festa Astronômica” é uma reunião noturna de pessoas que amam a astronomia, para realizarem observações do céu em conjunto. “Este tipo de atividade é muito comum em outros países, quando astrônomos amadores levam seus telescópios em locais afastados das cidades para que cada um tenha uma experiência diferente de observação do céu através de outros tipos de telescópios das outras pessoas. Esta troca de experiência tem sido muito rica. Já ocorreram outras ‘star party’ no Brasil, mas creio que em MS esta seja a primeira”, afirma Rodolfo.

No site do evento (www.erea.ufms.br) há um texto de divulgação da “Star Party”, convidando todos da população e participantes do evento para trazer os seus próprios telescópios, lunetas, binóculos, e demais instrumentos astronômicos “para uma rica reunião de experiência e oportunidades de conhecer diferentes aparelhos de observação astronômica. Aqueles que não possuem nenhum instrumento também estão convidados!”

Portal MS
28/9/2010

Phobos pode ter sido formado por explosão catastrófica



Os cientistas têm agora sólidas indicações que o satélite marciano Phobos formou-se relativamente perto da sua localização actual via re-acreção de material expelido para órbita de Marte devido a um evento catastrófico. Duas abordagens independentes de análises composicionais de espectros infravermelhos, uma da sonda europeia Mars Express e outra da Mars Global Surveyor da NASA, proporcionam conclusões muito similares. O cenário de re-acreção ganha ainda mais força com as medições da alta porosidade de Phobos a partir do instrumento MaRS (Mars Radio Science Experiment) a bordo da Mars Express. Os resultados foram apresentados a semana passada no Congresso Europeu de Ciência Planetária em Roma.

A origem dos satélites de Marte, Phobos e Deimos, há muito que é um puzzle. Foi proposto que ambas as luas poderiam ser asteróides formados nas partes exteriores da cintura principal de asteróides (entre Marte e Júpiter), subsequentemente capturados pela gravidade de Marte. Cenários alternativos sugeriram que ambas as luas tivessem sido formadas no seu local actual pela re-acreção de detritos rochosos expelidos para órbita após um grande impacto ou por re-acreção de restos de uma antiga lua destruída pelas forças de marés de Marte. "É fundamental compreender a composição das luas marcianas para ir excluíndo estas teorias de formação," afirma o Dr. Giuranna do Instituto Nacional de Astrofísica em Roma, Itália.

As observações prévias de Phobos no visível e perto do infravermelho têm sido interpretadas para sugerir a possível presença de meteoritos condritos carbonáceos, materiais "ultra primitivos" ricos em carbono, normalmente associados com os asteróides dominantes da secção do meio da cintura de asteróides. Este achado suporta o cenário de captura de asteróides. No entanto, observações recentes no infravermelho com o espectómetro da Mars Express mostram uma pobre conformidade com qualquer classe de meteoritos condritos. Sugerem por isso cenários de formação "in-situ".

"Detectámos pela primeira vez um tipo de mineral chamado filossilicatos na superfície de Phobos, particularmente nas áreas a nordeste da Stickney, a sua maior cratera de impacto," afirma Giuranna.

"Esta detecção é muito intrigante porque implica a interacção de materiais de silicato com água líquida no corpo original, anterior à incorporação em Phobos. Alternativamente, os filossilicatos podem ter-se formado no satélite, mas isso implicaria que Phobos teria tido aquecimento interno suficiente para permitir água líquida estável. Para resolver esta questão, seriam precisas medições com um 'lander' ou uma missão de recolha de amostras," acrescenta.

Outras observações parecem coincidir com os tipos de minerais identificados na superfície de Marte. Por isso, a composição derivada de Phobos parece assemelhar-se mais com Marte do que com outros objectos noutras partes do Sistema Solar.

"Os cenários de captura de asteróides também têm dificuldades em explicar as órbitas quase circulares e quase equatoriais de ambas as luas," afirma o Dr. Rosenblatt do Observatório Real da Bélgica.

A equipa do instrumento MaRS, liderada pelo Dr. Martin Pätzold do Instituto Rheinisches para Pesquisa Ambiental da Universidade de Köln, Alemanha, usou variações nas frequências de rádio entre a sonda e as estações de seguimento terrestres para reconstruír com precisão o movimento da sonda à medida que era perturbada pela atracção gravitacional de Phobos. A partir daqui a equipa foi capaz de deduzir a massa de Phobos. "Obtivémos a melhor medição da sua massa até à data, com uma precisão de 0,3%", salienta o Dr. Rosenblatt. As estimativas passadas do volume de Phobos foram também melhoradas graças às câmaras a bordo da Mars Express. A equipa do MaRs foi por isso também capaz de derivar a melhor estimativa para a densidade de Phobos, 1,86±0.02 g/cm^3. "Este número é significativamente inferior à densidade do material meteorítico associado com os asteróides. Implica uma estrutura tipo-esponja com espaços vazios constituíndo entre 25-45% do interior de Phobos," afirma. "É necessária uma alta porosidade para absorver a energia de um grande impacto que gerou a cratera Stickney sem destruír o corpo," confirma o Dr. Giuranna. "Em adição, uma alta porosidade no interior de Phobos suporta os cenários de formação através de re-acreção."

Um asteróide altamente poroso provavelmente não teria sobrevivido se tivesse sido capturado por Marte. Alternativamente, um Phobos altamente poroso poderia ter resultado da re-acreção de blocos rochosos na órbita de Marte. Durante a re-acreção, os maiores blocos agregam-se primeiro devido à sua massa superior, formando um núcleo com grandes rochas. Seguidamente, os detritos mais pequenos juntam-se mas não preenchem os buracos deixados pelos detritos maiores devido à baixa gravidade do pequeno corpo em formação. Finalmente, uma superfície relativamente macia camufla os espaços vazios no interior do corpo, que podem a partir daí ser detectados apenas indirectamente. Assim sendo, um interior altamente poroso em Phobos, como o proposto pela equipa do MaRS, suporta os cenários de formação através de re-acreção.

A origem de ambas as luas marcianas não está, no entanto, definitivamente descoberta, pois a densidade por si só não pode providenciar a verdadeira composição do seu interior. A futura missão russa Phobos-Grunt (uma missão de recolha de amostras), com lançamento previsto para 2011, irá certamente contribuír para o nosso conhecimento acerca da origem de Phobos.

Centro Ciência Viva do Algarve
29-09-2010

''Acabar com a desigualdade não é tudo''


"Conservadorismo. 'O comportamento do Lula, mesmo no tempo de líder da oposição, sempre foi de uma pessoa loquaz'"

Acabar com a desigualdade não é tudo; os maus exemplos no comportamento político têm um viés de 'democracia popular'; os laços com o corporativismo são fortes, significam um retrocesso e 'não são um bom manto para a democracia'.

A síntese é acrescida da percepção de que 'há abuso de poder político' e foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma 'assombrosa conversão ao passado'.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida no início da semana
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O sr. não acha que os exageros retóricos do presidente Lula vão além da circunstância eleitoral e podem estar desligando da tomada os aparelhos da democracia?

Sinceramente, não acho que o presidente Lula tenha uma estratégia nessa direção. Acho que a democracia tem raízes fortes no País, a sociedade é muito diversificada, a sociedade civil é mais autônoma do que se pensa, as empresas são poderosas, a mídia é poderosa.

Não acho que o Lula tenha um projeto para cercear a democracia. O que ele tem é uma prática que, às vezes, excede o limite. E, quando isso acontece, eu me manifesto. A democracia não é um fato dado, é uma constante luta. Se a gente começa a fechar os olhos às pequenas transgressões, se elas vão se acumulando, isso tudo distorce o sentido das coisas.

Há algum problema na origem da nossa cultura política?

Sim, a nossa cultura política não é democrática. Nós aceitamos a transgressão com mais facilidade, nós aceitamos a desigualdade perante a lei, para não falar das outras desigualdades aceitas com mais facilidade ainda. Você tem um arcabouço democrático, mas o espírito da democracia não está consolidado.

E de quem é a culpa?

Não é de ninguém. Mas a responsabilidade para não quebrar esse arcabouço e reforçar o espírito da democracia é de quem tem voz pública. O presidente da República é responsável porque a conduta dele, no bom e no mau sentido, é tomada como exemplar. Portanto, ninguém é culpado, mas há responsáveis.

Uma das coisas que mais me surpreendeu na trajetória política do presidente Lula foi a absorção por ele do que há de pior na cultura do conservadorismo, do comportamento tradicional. Ele simplesmente não inovou na política.
Dê exemplos.

O Lula adotou o clientelismo. Veja o caso do Amapá, onde o presidente Lula pede voto no fulano e fulano porque é amigo. Depois se descobre que o fulano está envolvido em escândalos, mas aí desenrola-se uma mistificação dizendo que nunca se puniu tanto como no governo dele. Isso é um comportamento absolutamente tradicional. Desde quando passou a mão na cabeça dos aloprados, o critério é sempre esse. No fundo, o Lula regrediu ao Império, aplicando a regra do 'aos inimigos a lei, aos amigos a lei'. Ele não inovou do ponto de vista político, mas poderia ter inovado.

O sr. esperava um presidente Lula mais democrático, mas está apontando traços caudilhescos no comportamento dele.

O PT quando foi criado se opunha ao corporativismo herdado do fascismo e de Getúlio Vargas. No poder, o que vemos é que ele ampliou esse corporativismo. O PT trata esse corporativismo como se fosse um movimento da sociedade, quando nós estamos diante da ligação de grupos corporativistas ao Estado e o controle desses grupos pelo Estado.

Responda 'sim' ou 'não' a esta pergunta: Lula tem alguma tentação a cultivar uma variante para a democracia popular?

Sim.

Explique a resposta.

Lula não tem esse propósito, mas a recorrência do linguajar político e a forma de agir levam à crença de que o que vale é ter maioria.

E democracia popular é o quê?

A democracia é mais do que ter maioria, o que é conquistado à força pelas ditas democracias populares. Democracia também é respeito à lei, respeito à Constituição, respeito às minorias e à diversidade. Tudo isso é obscurecido nas democracias populares, onde se entende que, se você tem a maioria, você tem tudo e pode tudo. Tem o direito de fazer o que bem entender. O presidente Lula não pensa em fazer isso, mas essas são as consequências do comportamento político que ele tem. Precisa ter limites.

Concretamente, que tipo de limite deveria ser imposto ao presidente Lula?

Não se pode, por exemplo, ver o presidente, todos os dias, jogar o seu peso político na campanha eleitoral. E vem agora uma senhora recém-empossada como ministra-chefe da Casa Civil (N.R.: Erenice Guerra, que caiu na quinta-feira, um dia depois da gravação desta entrevista) acusar o principal candidato da oposição, o José Serra, de 'aético'.

Acusa por quê?

Porque o candidato está protestando contra a violação do sigilo fiscal de sua família.

Ela não tem expressão política alguma, mas baseia a acusação no quê?

No princípio de que quem pode e quem não pode se sacode.

O sr. foi surpreendido com o discurso do 'nunca antes neste País' do presidente Lula?

De alguma maneira, sim, mas nem tanto. O comportamento do Lula, mesmo no tempo de líder da oposição, sempre foi de uma pessoa loquaz, fácil de apreender as circunstâncias políticas, muito mais tático do que estratégico. Ele falou em 'metamorfose ambulante' e isso explica bem o seu estilo e caracteriza bem o seu traço de conservadorismo.

Qual foi, então, a sua grande surpresa com Lula?

Achei que ele fosse mais inovador, capaz de deixar uma herança política democrática, mostrando que o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia, não pensar que isso só pode ser feito por caudilhos como Perón, Chávez etc. Essa é, aliás, a imagem que o mundo tem do Lula, que ele está incorporando os excluídos - o que já vinha do meu governo, a partir da estabilização econômica, mas é verdade que ele acelerou. Mas Lula está a todo o instante desprezando o componente democrático para ficar na posição de caudilho.

O que está na origem dessa tentação?

Na Europa, já não é mais assim, mas em alguns lugares ainda se acha que acabar com a desigualdade é tudo, que vale tudo para acabar com a desigualdade. Valia até apoiar o regime stalinista, o que Lula nunca foi. O que ele tinha de inovador é que o PT falava de democracia, um lado que está sendo esquecido. Nunca disse uma palavra forte em favor dos direitos humanos. Pode, perfeitamente, dizer que o caso nuclear do Irã não pode servir para atacar o país, lembrar o Iraque, mas, ao mesmo tempo, tem de ter uma palavra forte em defesa de uma mulher que pode morrer apedrejada.

O sr. já disse que o governo Lula tem realizações próprias suficientes para não precisar ser 'mesquinho' e usar esse 'nunca antes neste País'. Por exemplo?
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O governo do presidente Lula atuou bem diante da crise financeira mundial (2008/2009). Isso não é fruto do passado, é fruto do presente. Nas outras áreas, ele deu bem continuidade, mas na crise podíamos ter naufragado e ele não deixou naufragar.

Outro exemplo de bom serviço prestado pelo governo Lula ao País?
Não sei qual a razão, mas o Lula acertou ao não engordar o debate sobre o terceiro mandato. Não sei se está ou não arrependido, mas o certo é que ele não engordou esse debate.
Em compensação, entrou na campanha com se estivesse disputando o terceiro mandato.
E não precisava. Ele podia atuar dentro da regras democráticas, mas está usando o poder político para forçar situações eleitorais. Há até um movimento em que ele se envolve para derrotar senadores da oposição, parece um ato de vingança porque não gostou da atuação deles no parlamento.

A jornalista e colunista do Estado Dora Kramer falou, há dias, de uma 'academia inativa por iniciativa própria'. É isso?

A frase pode ser um pouco forte, tem muito intelectual opinando, mas a academia está muito distante da vida, produzindo análises vazias. Lidam mais com conceitos do que com a realidade. Falam muito sobre livros, em vez de falar e escrever sobre o processo da vida. Houve, sim, um afastamento da academia desses desafios. A situação do País é boa, a começar pela situação econômica e social, e isso paralisa muita gente, mas a academia é que tem de manter o senso crítico, alertar, dizer o que está acontecendo e que merece reparos.

Por Rui Nogueira / BRASÍLIA


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Nota Elo: Mazé Silva


Falar de política é muito difícil, já que cada indivíduo dentro da sociedade tem seu´parecer a dar sobre determinado comportamento do governo atuante, onde muitas vezes só discordam, mas não vêm os pontos positivos que estão explicitos nas realizações do governante da situação que ocupa.
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Fazer é difícil e vimos isso em outros governos, mas criticar quem está tentando acertar e que muito fez e está de pleno acordo com uma maioria comparando com outros governantes, é difícil de concordar. O negócio é ser do contra, isso que me refiro aos ex-goverantes, mas deveriam então ajudar em dar soluções para os problemas, tentando colaborar com os projetos elaborados no governo atuante, em vez apenas de protestar, criticar, colocar defeitos nas atuações embora estas tenham dado certo e sendo aceitas por uma grande maioria dos brasileiros.

*Deixem aqui os seus respectivos comentários opinando ou analisando essa entrevista concedida pelo ex-presidente Ferando Henrique Cardoso.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dia do Idoso - 27 de Setembro

Origem do DIA DO IDOSO - 27 de setembro
"Parabéns ao Idoso"
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Neste dia dedicado ao Idoso, o Elo Geográfico dedica todo carinho, admiração, reconhecimento, respeito e dignifica todas essas pessoas da terceira idade, que têm muito pra nos oferecer, ensinar de suas experiências adquiridas ao longo de suas vidas e que como grande vencedores, hoje estão em todos os cantinhos desse Planeta que chamamos de Terra, para nos contar de seus momentos vividos seja de alagria ou tistezas.
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Temos a certeza que são uns vencedores que muitos apresentam estampados em seus rostinhos onde o tempo deixou suas marcas, uma felicidade e contentamento por ter alcançado e até ultrapassado as espectativas de vida previstas por cada nação de acordo com o seu poder aquisitivo e tendo e em vista o IDH(Índice de Desenvolvimento Humano).
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O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população
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Nota Elo - Mazé Silva
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O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso no País, seus direitos e dificuldades.

A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.

O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, que representam 8% de sua população. Em 20 anos, o País será o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas. O dado serve de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante.

O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento.

No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais.

Segundo pesquisa do IBGE, em 1999, apenas 26,9% do total de idosos no País possui algum plano de saúde, sendo que em algumas regiões como o Nordeste essa taxa ainda cai para 13%. As mulheres são ainda mais afetadas, porque vivem mais tempo e, em geral, com menos recursos e menos escolaridade.

Diante desse quadro, o governo brasileiro precisa elaborar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa mudança da pirâmide populacional.

(Fonte: Jornal A Voz da Serra, de Nova Friburgo-RJ).

Em Portugal, o dia do idoso é comemorado no primeiro dia do mês de outubro.
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domingo, 26 de setembro de 2010

Hitler, um fugitivo na Argentina depois da guerra?

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A Argentina pode ter sido o destino de Adolf Hitler depois que Berlim caiu em poder dos russos em abril de 1945. É o que diz a pesquisa de um jornalista de Buenos Aires que tenta recriar a vida do ditador nazista no pós-Segunda Guerra Mundial.
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O destino de Adolf Hitler em meados de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) chegava ao seu fim, continua sendo um dos mistérios da história contemporânea. Muitos pesquisadores consideram que o suicídio do líder nazista foi "uma magnífica fraude" planejada detalhadamente.
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A versão oficial diz que Hitler desistiu de fugir de Berlim apesar das sugestões de seus mais leais colaboradores e se suicidou em 30 de abril de 1945 com um tiro junto com sua amante, Eva Braun, no gigantesco bunker que os alemães construíram sob o edifício da Chancelaria, a mais de dez metros de profundidade. .
Esta história, por décadas repetida como certa, se sustenta principalmente na reconstituição feita pelo major britânico Hugh Trevor-Roper, que em 1945, após a rendição da Alemanha e o iminente início do julgamento de Nuremberg, foi incumbido de investigar se o líder do Terceiro Reich realmente tinha morrido.
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Os resultados dessa investigação foram reunidos em um relatório que os aliados rapidamente consideraram como "definitivo" e que foi baseado fundamentalmente em depoimentos que Trevor-Roper recolheu entre os nazistas que acompanharam Hitler no que teriam sido suas últimas horas de vida.
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O jornalista Abel Basti, de 53 anos, há décadas tenta reconstruir as andanças dos nazistas na Argentina.
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Ele é um dos pesquisadores que creem que a versão de Trevor-Roper foi criada para dar um salvo-conduto ao chanceler alemão, visto no mapa geopolítico da época como um ator essencial na
luta contra o comunismo no pós-guerra.
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Basti está convencido de que Hitler fugiu da Alemanha graças a um pacto secreto entre Washington e Berlim, negociado pelas costas dos russos, que contemplava um plano de evacuação de hierarcas nazistas, tecnologia, documentos e divisas.
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Para o jornalista, que vive na cidade de Bariloche, para onde dezenas de nazistas fugiram depois da Segunda Guerra Mundial, o 'führer' fugiu "sob um escudo protetor de setores de poder anglo-norte-americanos, os mesmos que o tinham financiado para que, de humilde pintor, chegasse a ser chanceler da Alemanha".
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Em seu último livro, "El Exilio de Hitler" ("O Exílio de Hitler"), Abel Basti repassa minuciosamente o documento de Trevor-Roper e detalha como o líder do nazismo conseguiu fugir entre os escombros de uma Berlim a ponto de ser tomada pelo Exército Vermelho, que avançava arrasador a partir do leste.
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Segundo a pesquisa do jornalista argentino, um dublê de Hitler, sedado e controlado permanentemente por um médico, chegou ao bunker no entardecer de 22 de abril de 1945.Nesse dia, o verdadeiro Hitler e uma comitiva formada por oito pessoas, entre elas Eva Braun, voaram de helicóptero para o aeroporto austríaco de Hörsching, próximo à cidade de Linz.
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Os alemães permaneceram quatro dias na Áustria. Em 26 de abril, foram de avião para Barcelona. Para sustentar esta hipótese, na contracapa de seu livro e em seu site "www.hitlerargentina.com.ar", Basti publica um documento secreto no qual Hitler aparece como o primeiro nome de uma lista de passageiros que viajaram para a Espanha em uma aeronave pilotada por Werner Baumbach, morto na Argentina em 1953.
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Sempre de acordo com a pesquisa de Basti, um comboio de submarinos nazistas partiu dias depois da Espanha rumo ao sul da Argentina, com o conhecimento da Igreja Católica e dos Estados Unidos.
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Para Basti, Hitler e Eva Braun estavam em um desses submarinos e o casal teria desembarcado entre julho e agosto de 1945 na remota Patagônia argentina.
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"É indubitável que Juan Domingo Perón abriu generosamente as portas aos nazistas e os protegeu, mas essa atitude não se limitou a seu Governo. Foi uma política de Estado até 1983", afirma Sergio Widder, representante para a América Latina do Centro Simon Wiesenthal.
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De acordo com esta organização de defesa dos direitos humanos, cerca de 300 criminosos de guerra e milhares de colaboracionistas do Terceiro Reich chegaram à Argentina após a Segunda Guerra Mundial.
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Este número supera largamente o de 180 criminosos calculado pela Comissão de Esclarecimento das Atividades do Nazismo na Argentina (Ceana), que fez uma investigação entre 1997 e 2005, depois que o Governo do ex-presidente argentino Carlos Menem permitiu a abertura dos arquivos oficiais.
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No segundo de seus três livros, "Hitler en Argentina" ("Hitler na Argentina"), Basti arma o quebra-cabeças do roteiro do 'führer' no país e identifica duas residências: uma estadia próxima a Bariloche e uma mansão em Villa La Angostura que pertencia a um homem de confiança de Perón, situada às margens do lago Nahuel Huapi.


Nesta obra, o jornalista dedica um capítulo especial à província de Córdoba, na região central da Argentina, onde vivia o casal Walter e Ida Eichhorn, os principais financiadores de Hitler na América do Sul e que teriam recebido várias vezes o líder nazista, o qual chamavam de "primo", depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

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Basti não tem dúvidas de que a fuga de Hitler foi bem-sucedida e até se atreve a teorizar que o alemão, diante da evidência de uma Berlim em ruínas, planejou sua fuga convencido de que era necessário que o mundo o encontrasse morto porque a quebra da coalizão antinazista somente aconteceria quando ele desaparecesse de cena.
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"Um Hitler fugitivo implicaria acusações de encobrimento a poderosos setores ocidentais.
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Pelo contrário, um Hitler que cometeu suicídio permitiria lavar a honra dos alemães e lhe garantiria impunidade absoluta, a impossibilidade de ser julgado em Nuremberg e a possibilidade de ressurgir algum dia das cinzas como líder de uma nova coalizão anticomunista", acrescenta.
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13/8/2010 18:51
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MSN.COM
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Nota Elo: Mazé Silva
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Por tudo que aprendemos sobre a vida desse nazista, ditator torturador, criminoso que massacrou e dizimou grande parte da humanidade inclusive judeus que servia como cobaia para as suas experiências e saciar a sua perversidade.
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Apesar de ser Austríaco se considerava alemão, vindo de família humilde, queria ser pintor, mas não consegui ser aprovado na Universidade da Áustria.
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Na Alemanha fazendo parte do partido nazista escreve livros sobre o nazi-fascismo ( Sistema Político Ideológico) e logo cedo chegou a ser preso por ter tentado um Golpe de Estado.
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O Nazismo surgiu não só por maldade de Hitler, mas devido a sitiação político e econômica que vivia a Alemanha nos anos trinta. Hitler, foi um dos homens mais conhecidos no século XX, depois de sua morte, por ter sido visto por milhares de vezes na televisão e nos livros.
*Leia e deixem sua opinião sobre a matéria que foi postada.

Governo chileno planifica fase final do resgate dos 33 mineradores



AGencia EFE:

Governo chileno planifica fase final do resgate dos 33 mineradores
O ministro de Mineração do país, Laurence Golborne, e o de Saúde, Jaime Mañalich, foram hoje à mina San José para planejar com as equipes de resgate a última fase da operação de salvamento e os cuidados médicos que os mineradores receberão assim que saírem da jazida.

Mañalich explicou aos jornalistas que descerão à mina um socorrista e outro médico, especialistas em trabalhos de resgate, "para assistir aos mineiros na sua entrada na cápsula".

A Marinha irá fabricar a espécie de três gaiolas para o resgate, que foram batizadas com o nome de Fênix. A primeira delas tem previsão de chegar à mina ainda hoje.
O ministro de Mineração explicou que as cápsulas são equipadas com um tubo de oxigênio e com microfone e alto-falantes, para manter a comunicação com o exterior durante o resgate.

Quanto aos trabalhos de resgate, a máquina T-130, encarregada do "Plano B", alcançou os 175 metros no alargamento do túnel de 632 metros que escavou com sucesso na primeira etapa de sua tarefa.

A perfuradora Strata 950, do "Plano A", chegou a 442 metros de profundidade, de um total de 702 metros que deve cavar para depois alargar o conduto. Já a máquina petrolífera RIG 421, que executa o "Plano C" e é a única que cava diretamente um túnel de 66 centímetros de diâmetro, chegou neste sábado a 62 metros de profundidade.
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Nota Elo ( Mazé Silva )

Esse drama vivido pelos trabalhadores mineiros no Chile, tem causado sofrimentos e exautão para os mesmos nos seus limites máximos de estresses, para suas famílias e para a população mundial, quase com uma totalidade, onde os nossos corações sentem-se aflingidos por esses seres humanos que queremos ver um final feliz para esse desastre caótico dentro dos seus próprios locais de trabalho para sustentar suas famílias, que além de serem humildes sofredoras, d passam dias na espera de sempre ter de volta os seus entes queridos.

Estamos orando e pedindo para que todos eles saiam ilesos e que esta operação de resgate tão bem planejada, tenha o verdadeiro sucesso almejado por todos nós.

Tragédia que teve como começo a situação econômica dos donos do capital onde com pagamento de míseros salários exploram os seres humanos na busca de sempre querer ter mais, enriquecer as custas de homens que realmente precisam trabahar arriscando as suas próprias vidas.

Agora em seguida veio os problemas também geológicos do local onde situa-se a mina e por fim um problema social onde toda a sociedade está empenhada no salvamento dos nossos irmãos que estão presos no subterrâneo, sem imaginar se estão perto ou longe de sair daquele local escuro, frio, desolador.

Que Deus abençoe a todos e possa dar-lhes a esperança e a tranquilidade de que realmente serão salvos o mais breve possível.




Erupções vulcânicas podem ter causado extinção dos Neandertais

Nova teoria afirma que série de erupções na Itália e Cáucaso pode ter mudado radicalmente o habitat dos hominídeos.


Série de erupções vulcânicas pode ter dizimado os Neandertais. Na foto, crânio Neandertal feminino

Amor, guerra, ou vulcão? Mais uma hipótese se junta à coleção de razões que poderiam ter levado à extinção dos Neandertais.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Texas em Arlington publicará na edição de outubro do periódico Current Anthropology um estudo que afirma que uma série de erupções vulcânicas na Europa pode ter causado uma diminuição drástica na população dos hominídeos, da qual eles não conseguiram se recuperar.

A equipe pesquisou camadas sedimentares na caverna Mezmaiskaya, na Rússia, e descobriu que uma série de erupções vulcânicas entre as regiões da Itália e das montanhas do Cáucaso há 40.000 anos matou toda a vegetação local.

Segundo o estudo, é provável que as erupções mataram ou reduziram drasticamente a população de Neandertais, e o resto pode ter morrido de fome, já que a catástrofe teria desequilibrado todo o ecossistema – sem plantas, sem animais herbívoros e os Neandertais, que eram caçadores, teriam ficado sem comida.

“A idéia de uma causa ambiental para o fim dos Neandertais já é conhecida. O que estamos tentando fazer é descobrir qual foi o mecanismo específico que levou a isso”, disse a antropóloga Naomi Cleghorn, que fez parte do estudo, ao site National Geographic News.

Outras teorias para a extinção da espécie afirmam que o homem moderno teve um papel vital nisso, via competição ambiental, guerra ou cruzamentos. Mas se a teoria do vulcão estiver correta, o fim deles foi muito mais trágico: grupos pequenos, isolados, sem ter o que comer.

É difícil imaginar que isso teria afetado uma espécie forte, que passou por várias Eras do Gelo e seria familiarizada com esse tipo de calamidade natural. Mas essa série de erupções teriam sido algo completamente fora do normal, de acordo com a antropóloga, acontecendo quase ao mesmo tempo -- uma delas, que aconteceu na região de Nápoles, foi considerada a maior erupção da Europa nos últimos 200.000 anos.

O Homo sapiens também poderia ter sido afetado, ressalta a pesquisadora. Mas na época, os grupos de seres humanos modernos ainda eram pequenos, com a maior parte da população ainda na África e na Ásia, enquanto os Neandertais se concentravam na Europa. Eles simplesmente não eram suficientes para repovoar o continente depois de um cataclisma desta magnitude.

A teoria tem seus problemas, o grupo admite. Não foi possível definir o espaço de tempo entre as erupções, por exemplo, e também quanto tempo levou para o Neandertal se extinguir completamente. Mas segundo estudiosos, ela se encaixa na cronologia da evolução humana.

O que eles ressaltam é que os humanos provavelmente já estavam competindo com os Neandertais pelo mesmo nicho ecológico. Os vulcões podem ter sido apenas o golpe de misericórdia.

iG São Paulo

25/09/2010 14:55

Foto: Getty Images

Nota Elo (Mazé Silva)

É de questionar-se o fim ou a dizimação desses seres tão primários, que apesar de muitas pesquisas e estudos e ainda ficam dúvidas quanto a obtenção de uma resposta concreta que possa definir essa extinção desse espécie seja por motivos da evolução ou consequências de desastres de caráter natural como as erupções vulcânicas.

Assunto de grande complexidade e que sempre nos mostra interesse para certificarmos de uma confirmação das hipóteses levantadas.


sábado, 25 de setembro de 2010

Arqueólogos descobrem idioma perdido no Peru

Carta do século XVII traz números traduzidos para língua antiga.
Detalhes foram publicados na revista científica ‘American Anthropologist’.

Manuscrito traz lista de números em espanhol e sua
tradução para idioma extinto.
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Arqueólogos anunciaram nesta quinta-feira (23) ter descoberto um idioma perdido falado por indígenas do norte do Peru.

Eles encontraram uma carta do século XVII, que trazia, no verso, números em espanhol e sua respectiva tradução para a linguagem desconhecida. O achado ocorreu em Trujillo, cerca de 560 quilômetros ao norte da capital Lima.

As escavações foram realizadas nas ruínas de um complexo habitado por monges dominicanos por cerca de dois séculos. A carta estava sob um amontoado de adobe (tijolo grande de argila acrescido de palha ou capim).

“Nossas investigações determinaram que esse pedaço de papel registra um sistema numérico de uma linguagem que foi perdido durante centenas de anos”, disse Jeffrey Quilter, arqueólogo do Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia da Universidade Harvard. O idioma nunca mais teria sido ouvido a partir do século XVI ou XVII, segundo Quilter.

A língua é aparentemente influenciada pelo quéchua (ou quíchua), ainda falado por milhões de pessoas da região andina. Pode, ainda, ser uma versão escrita de uma língua da era colonial à qual os espanhóis se referiam em registros históricos como “pescadora”.

A carta, enterrada nas ruínas da igreja de Magdalena de Cao Viejo, no sítio arqueológico de El Brujo, foi achada em 2008.

Mas os cientistas decidiram manter a descoberta em segredo até que a pesquisa apresentando evidências sobre o idioma perdido fosse publicada, este mês, na revista científica “American Anthropologist”.

“Acho que muitas pessoas não fazem ideia de quantas línguas eram faladas nos tempos pré-contato [entre colonizadores e nativos]”, disse Quilter.
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Nota Elo ( Mazé Silva)
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A Arqueologia é outra ciência além da Paleontologia, onde os estudiosos e pesquisadores fazem um trabalho minuncioso de escavações, em que os mesmos despertam suas curiosidades e que grande parte da humanidade, está atenta sobre esses achados de grande valor histórico culturais.
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Essa descoberta que deu-se no Peru, possui um grande valor para o povo desse país, já que trata-se de achados referentes à linguagem de povos antigos, no caso indígenas que através desse pequeno pedaço de papel decifrou um idioma que à centenas de anos estava perdido.
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Bastante intressante e curiosa a Arqueologia, certamente iremos postar inúmeras matérias sobre essa ciência fascinante, como já fizemos em outras oportunidades.

Planetário e ECOS oferecem curso de Astronomia Náutica



Objetivo é incentivar o esporte náutico através da orientação pela Astronomia. A Fundação Planetário, em parceria com a ECOS (Espaço Cidadania e Oportunidades Sociais), começou nesta terça-feira, 21 de setembro, o curso Astronomia Naútica. Subsidiado pela Secretaria de Alto Rendimento do Ministério dos Esportes, a grade curricular é elaborada pelos Astrônomos do Planetário e têm como objetivo ensinar aos alunos a se orientarem em alto mar através da ciência astronômica e incentivar a prática do esporte náutico.

Ao término das aulas, será realizada em parceria com a ONG Projeto Grael uma competição e a entrega do certificado de conclusão de curso em Niterói.

Com duração de 6 semanas, a primeira edição do curso será realizada pelos alunos da EFOMM (Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante) e acontece de terça a quinta-feira, das 18h às 19h30, no Planetário da Gávea, onde são realizadas as aulas práticas, e na sede da EFOMM, onde são ministradas as aulas teóricas. Estão inscritas 150 pessoas.

Ministrado pela equipe de Astronomia do Planetário, os alunos irão aprender sobre os astros mais importantes para observações no conceito da esfera celeste, regras da geometria aplicadas no campo astronômico em trigonometria esférica, identificação do céu e cálculo de posição (latitude e longitude) através de observações do céu.

Visite o Planetário. É Cultura. É Ciência. É do Rio.

IPS 2014. Rio, cidade candidata.

planetariodorio.com
23-09-2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Verão seco revela sítios arqueológicos em lavouras na Inglaterra

Imagens aéreas mostram marcas nos campos onde ruínas romanas estão soterradas.

Centenas de sítios arqueológicos antigos foram descobertos em imagens aéreas na Grã-Bretanha, graças ao verão seco que atingiu o país neste ano.

De acordo com dados levantados pela instituição English Heritage, de conservação do patrimônio histórico da Inglaterra, as imagens mostram marcas de construções antigas que estão soterradas.

Entre os lugares descobertos pelos arqueólogos estão ruínas romanas próximas à cidade de Bradford Abbas, na região de Dorset, no sudoeste da Inglaterra.

Vista aérea de Bradford Abbas, Dorset, na Inglaterra, com o tempo seco revelando estruturas arqueológicas. (Foto: English Heritage / BBC / divulgação )
O local foi revelado em imagens feitas em junho. Nas fotos, é possível ver um muro circular que teria servido de proteção aos soldados romanos durante manobras militares no primeiro século d.C.

Na cidade de Tadcaster, em North Yorkshire, no norte da Inglaterra, os arqueólogos identificaram um forte romano de mais de 2 mil anos de idade. Além disso, uma muralha reforçada foi construída no ano de 290 d.C.

"As marcas em lavouras são sempre mais visíveis em clima seco, mas os últimos verões foram decepcionantes", disse o analista Dave MacLeod, do English Heritage.
"Neste ano, nós tiramos proveito das condições climáticas. Nós tentamos nos concentrar nas regiões em que há poucas descobertas arqueológicas."

A English Heritage afirma que alguns sítios arqueológicos que não eram visíveis desde a seca de 1976 ressurgiram neste ano.

BBC Brasil

30/08/2010 08h20


Descoberto dinossauro de 15 chifres

Cientistas americanos revelaram na quarta-feira este fóssil de um dinossauro que tinha 15
chifres, o kosmocerátops.

Eles também descobriram outro animal, o utahcerátops, que tinha cinco chifres em seu crânio de dois metros de largura.

O tamanho do corpo desses dinossauros, parentes do conhecido tricerátops, ficava mais ou menos entre o de um elefante e um rinoceronte.

O curador do museu de História Natural de Utah, Scott Sampson, afirmou que a maioria dos chifres do kosmocerátops provavelmente não eram usados como armas, mas sim como adornos para atrair companheiros do sexo oposto.

Espécies chifrudas

Os fósseis têm cerca de 76 milhões de anos e foram descobertos no Monumento Nacional Grand Staircase-Escalante, no sul do estado americano de Utah.

Scott Sampson disse que atualmente dinossauros com chifres estão entre os fósseis mais cobiçados por paleontólogos.

Em 2004, eram conhecidas apenas 15 espécies chifrudas. Hoje, o número praticamente dobrou.

Ao todo, são conhecidas entre 800 e 850 espécies de dinossauro, mas acredita-se que na época Mesozoica este número ficasse na casa dos milhares.

Por BBC, BBC Brasil
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Nota Elo ( Mazé Silva)
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O estudo da Paleontologia, sempre despertou a curiosidade dos estudiosos, por ser seres que viveram a milhares de anos aqui na terra e que muitas vezes ainda fica a icógnita de como realmente esses animais entraram em extinção e a espécie evoluiu de uma forma que novos habitantes terrestres tivessem seus tamanhos bem regredidos capaz de viver com maior comodidade na superfície do planeta.
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Hoje continua ainda mais acentuada ou intensificada o estudo dessa espécie extinta e que através de pesquisas e achados está sendo comprovada a diversidade dos dinossauros, como esses fósseis que foram encontrados e que são mais cobiçados pelos palenontólogos por possuirem chifres um forma bem exótica.
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Vídeo: Museu em Utah, nos EUA, revela fósseis de 76 milhões de anos

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Brasileiros são o segundo povo mais otimista do mundo, diz pesquisa


A maioria dos brasileiros está otimista em relação ao rumo do país e da economia, revela uma pesquisa realizada pelo instituto de opinião pública Pew. O estudo sobre atitudes globais foi publicada nesta quinta-feira. Enquanto a maioria da população de outros países se mostra pessimista em relação à situação de seu país, metade dos brasileiros disse estar satisfeita com as condições gerais e 62% disse que a economia nacional está em uma boa situação.

O otimismo dos brasileiros contrasta com a opinião de cidadãos de outros países, que consideram que a economia está em condições ruins. Segundo a pesquisa, 88% dos espanhóis, 75% dos mexicanos e 72% dos argentinos acha que a economia em seus respectivos países vai mal.

A pesquisa também analisa a percepção dos cidadãos sobre a popularidade de seu próprio país. Nessa questão, 80% dos brasileiros acredita que seu país goza de popularidade, índice que se reduz para 75% no caso dos espanhóis, 63% dos argentinos, 61% dos mexicanos e o 35% dos americanos.

Para 53% dos brasileiros, em algum momento, o Brasil se transformará em uma das nações mais poderosas do mundo. Apesar do otimismo generalizado, os brasileiros consultados também manifestaram preocupação pelos desafios que seu país enfrenta, entre eles o tráfico de drogas, o crime organizado, a corrupção, a desigualdade social e a poluição.

Quando perguntados sobre a situação de outros países, 62% dos entrevistados tiveram uma opinião otimista em relação aos Estados Unidos e 52% opinaram o mesmo em relação à China, que são os dois principais parceiros comerciais do Brasil. Entre os outros países latino-americanos incluídos na pesquisa, 56% dos mexicanos e 42% dos argentinos tiveram uma opinião otimista em relação aos EUA

Em relação ao presidente dos EUA, Barack Obama, 56% dos brasileiros confiam em sua gestão de assuntos internacionais, em comparação com 49% dos argentinos e 43% dos mexicanos. A pesquisa revelou um descontentamento dos brasileiros com Lula nas relações com o Irã. Embora o presidente se oponha a maiores sanções para que o Irã desista de seu programa nuclear, 65% dos entrevistados aprova um aumento das sanções, enquanto 31% se opõe.

Além disso, 54% disseram estar dispostos até a apoiar uma ação militar para impedir que o Irã adquira armas nucleares. A maioria dos brasileiros consultados também teve uma opinião negativa em relação ao presidente venezuelano Hugo Chávez e apenas 13% expressou "alguma confiança" nele. A enquete é parte de uma pesquisa global realizada entre abril e maio em 22 nações. No Brasil, mil pessoas foram consultadas. A pesquisa tem uma margem de erro de 4,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

(com agência EFE)

Veja
23-09-2010

Contagem da população é mais difícil entre a 'classe A', diz IBGE

Confira o percentual da população recenseada por estado, segundo o IBGE.
Rio Grande do Sul, Amazonas, Pernambuco e São Paulo têm piores índices.


Nathália Duarte
Do G1, em São Paulo



Com pouco mais de 50 dias de Censo 2010, 76% da população brasileira já foi recenseada – o que equivale a 146.183.918 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, apesar de considerado “bom”, o índice não segue a mesma média em todo o país.

Os estados do Rio Grande do Sul, Amazonas, Pernambuco e São Paulo têm os piores índices (veja tabela ao lado), por razões diversas. A coleta de dados para o Censo 2010 começou em 1º de agosto e segue até 31 de outubro. No início eram quase 192 mil recenseadores. Hoje, são pouco mais de 179 mil.

“Temos mais dificuldade para encontrar recenseadores em grandes municípios, porque há alto nível de empregabilidade da população. Em São Paulo, há ainda a dificuldade da desistência de recenseadores", diz ao G1 Maria Vilma Salles Garcia, coordenadora operacional dos Censos, do IBGE.

O baixo índice de coleta em São Paulo já era esperado, segundo o IBGE. Além da falta de recenseadores, outra grande dificuldade é com a população de classes mais altas. “As pessoas pensam, geralmente, que as áreas mais difíceis de serem recenseadas são as favelas, periferias, mas isso não é verdade. A população de alto poder aquisitivo, que mora em condomínios de luxo, é a mais difícil de ser contabilizada. Isso porque as pessoas resistem mais a dar informações, e muitas vezes nem sequer são encontradas, conseguimos falar apenas com empregados. Nessa situação, muitos recenseadores desistem", afirma a coordenadora.

A violência também é causa de transtornos para os recenseadores, mas, segundo Maria Vilma, ela aparece em casos pontuais. “Em áreas de risco já ocorreram, por exemplo, roubos dos PDA’s [computadores de mão usados para coleta de dados] e de outros objetos dos recenseadores, como no Pará e no Distrito Federal, mas isso não acontece com frequência. Em regiões de favelas, contratamos moradores das próprias comunidades para coletar os dados de domicílios da região”, afirma.

G1
23-09-2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fogo Criminoso - Proibição de queima vai até fim do mês

O governo estadual prorrogou por mais 15 dias o período proibitivo de queimadas
em Mato Grosso.
A decisão foi assinada pelo governador Silval Barbosa e publicada em decreto que circulou no Diário Oficial de anteontem
A decisão se embasou nas previsões climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que preveem o prolongamento da estiagem ao longo dos próximos três meses. O próprio proibitivo, vigente desde 8 de julho no Estado, não conseguiu conter o avanço do fogo.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), foram registrados 115 mil focos no período. Até o final deste mês, portanto, atear fogo em pastagem configura um ilícito ambiental.

Um exemplo de devastação causada pelo uso criminoso do fogo no período ó a ocorrida na Reserva Florestal da Aldeia Tadarimana, a 43 quilômetros de Rondonópolis, onde ao menos 65% da vegetação foi consumida. As chamas queimam no local há uma semana, apesar de autoridades informarem que não comprometem mais a vegetação.

De acordo com o cacique Cícero Kudaropa, o cenário no local atingido pelo fogo é triste, com diversos animais carbonizados espalhados pela área. As imagens ganharam repercussão nacional.

Os animais que sobreviveram andam sobre as cinzas buscando um refúgio. O cacique quer deixar claro que o fogo iniciou na fazenda “Velha”, como se referiu, com receio de que a população pudesse pensar que os índios tivessem causado o incêndio.

O cacique e os índios brigadistas, assim como outros profissionais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis, estão fiscalizando o local para evitar que a área isolada volte a ter fogo brando capaz de atingir a reserva ainda intacta. Na área isolada ainda há partes que não foram atingidas pelo fogo e, por isso, é essencial a vigília.

O cacique enfatizou o cenário é desolador. “Queremos que todos venham aqui para ver esse cenário triste. Perdemos muitas árvores que nos davam frutas e remédios tradicionais do nosso povo, que vinha da natureza. Foi um desperdício e ainda tem os bichos mortos. Tem passarinho que caiu do ninho, tem tatu, quati, lobinho, jabuti, catete e outros animais”.

Ele contou que viu uma anta com filhote correndo sobre as cinzas. “Ainda bem que perto de onde ela estava sabemos que tem uma nascente”, falou aliviado. A queimada na reserva foi controlada na terça-feira, quando uma estrada indígena foi alargada de cinco para quinze metros e formou um grande aceiro.
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Nota Elo ( Mazé Silva)
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As queimadas se dão naturalmente mais com frequência devido o período de estiagem e se não houver uma consciência do homem em relação à queima em épocas indevidas como essa de proibição, os danos são cada vez piores para o Meio Ambiente.
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As queimadas além de deixar o solo empobrecido, pois destroi ou mata os nutrientes existentes no solo e subsolo e que irão servir de alimento e de fertilizante para as proxima plantações que irão ser cultivadas posteriormente ou mesmo devasta com o habitat, com o ecossistema em que além da destruição da vegetação (a flora), a fauna também é atingida, onde os animais mais fracos morrem no local carbonizados e os mais resistentes fogem ou migram para outras regiões onde possam proteger-se desse desastre ecológico.
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Além do mais temos os danos que as queimadas causam à naturesa, no sentido de poluir o meio ambiente, jogando fumaça que prejudicam a população causando problemas respiratórios.
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Simplismente é triste e desolador você observar um ambiente em que foi assolado por queimadas, sem que haja uma tomada de consciência dos danos que essa atitude humana tem causado para o habitat, seja a perda da vegetação deixando o solo desprotegido favorecendo à erosão e dos nutrientes essesnciais para à vegetação e a formação do próprio solo, ainda temos a extinção de diversas espécies que foram impedidas de fixar o seu habitat por impecílios da humanidade devastadora.


Forte terremoto provoca alarme , mas nenhum dano para as cidades no sul do Peru

Um forte terremoto de 5,7 graus na escala Richter atingiu na madrugada de quarta-feira em cidades da região peruana de Ica ( sul) , causando alarme e corte de electricidade, mas nenhum dano , segundo o Instituto Geofísico do Peru ( IGP).

O movimento ocorreu em 03h00 hora local (0800 GMT ), com epicentro no Oceano Pacífico , 39 km a oeste da cidade de Tambo de Mora e uma profundidade de 65 km , detalhou o IGP.

O terremoto não causou danos pessoais ou materiais , de acordo com relatórios preliminares da Defesa Civil , mas saíram às ruas alarmados muitos moradores que acordei nas cidades de Pisco , Ica e Chincha, no departamento de Ica , ao sul de 300 km de Lima .

Energia elétrica e linhas telefônicas foram interrompidas na sequência do movimento, que durou cerca de 30 segundos e com intensidade moderada foi sentido em Lima.

Uma hora após o terremoto de electricidade começou a se recuperar , mas muitos moradores de Pisco ficou às portas de suas casas quando a possibilidade de novos tremores .

Pisco é atingido por terremotos de intensidade moderada do que em agosto de 2007, um de 7,9 graus em 80% destruída , deixando mais de 500 mortos.

Peru está localizado no chamado " Anel de Fogo do Pacífico ' , uma zona altamente sísmica no mundo


Dados da estação SAML (Samuel, Brasil) UnB-IRIS

Clique na imagem para ampliar
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