quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fogo Criminoso - Proibição de queima vai até fim do mês

O governo estadual prorrogou por mais 15 dias o período proibitivo de queimadas
em Mato Grosso.
A decisão foi assinada pelo governador Silval Barbosa e publicada em decreto que circulou no Diário Oficial de anteontem
A decisão se embasou nas previsões climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que preveem o prolongamento da estiagem ao longo dos próximos três meses. O próprio proibitivo, vigente desde 8 de julho no Estado, não conseguiu conter o avanço do fogo.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), foram registrados 115 mil focos no período. Até o final deste mês, portanto, atear fogo em pastagem configura um ilícito ambiental.

Um exemplo de devastação causada pelo uso criminoso do fogo no período ó a ocorrida na Reserva Florestal da Aldeia Tadarimana, a 43 quilômetros de Rondonópolis, onde ao menos 65% da vegetação foi consumida. As chamas queimam no local há uma semana, apesar de autoridades informarem que não comprometem mais a vegetação.

De acordo com o cacique Cícero Kudaropa, o cenário no local atingido pelo fogo é triste, com diversos animais carbonizados espalhados pela área. As imagens ganharam repercussão nacional.

Os animais que sobreviveram andam sobre as cinzas buscando um refúgio. O cacique quer deixar claro que o fogo iniciou na fazenda “Velha”, como se referiu, com receio de que a população pudesse pensar que os índios tivessem causado o incêndio.

O cacique e os índios brigadistas, assim como outros profissionais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis, estão fiscalizando o local para evitar que a área isolada volte a ter fogo brando capaz de atingir a reserva ainda intacta. Na área isolada ainda há partes que não foram atingidas pelo fogo e, por isso, é essencial a vigília.

O cacique enfatizou o cenário é desolador. “Queremos que todos venham aqui para ver esse cenário triste. Perdemos muitas árvores que nos davam frutas e remédios tradicionais do nosso povo, que vinha da natureza. Foi um desperdício e ainda tem os bichos mortos. Tem passarinho que caiu do ninho, tem tatu, quati, lobinho, jabuti, catete e outros animais”.

Ele contou que viu uma anta com filhote correndo sobre as cinzas. “Ainda bem que perto de onde ela estava sabemos que tem uma nascente”, falou aliviado. A queimada na reserva foi controlada na terça-feira, quando uma estrada indígena foi alargada de cinco para quinze metros e formou um grande aceiro.
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Nota Elo ( Mazé Silva)
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As queimadas se dão naturalmente mais com frequência devido o período de estiagem e se não houver uma consciência do homem em relação à queima em épocas indevidas como essa de proibição, os danos são cada vez piores para o Meio Ambiente.
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As queimadas além de deixar o solo empobrecido, pois destroi ou mata os nutrientes existentes no solo e subsolo e que irão servir de alimento e de fertilizante para as proxima plantações que irão ser cultivadas posteriormente ou mesmo devasta com o habitat, com o ecossistema em que além da destruição da vegetação (a flora), a fauna também é atingida, onde os animais mais fracos morrem no local carbonizados e os mais resistentes fogem ou migram para outras regiões onde possam proteger-se desse desastre ecológico.
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Além do mais temos os danos que as queimadas causam à naturesa, no sentido de poluir o meio ambiente, jogando fumaça que prejudicam a população causando problemas respiratórios.
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Simplismente é triste e desolador você observar um ambiente em que foi assolado por queimadas, sem que haja uma tomada de consciência dos danos que essa atitude humana tem causado para o habitat, seja a perda da vegetação deixando o solo desprotegido favorecendo à erosão e dos nutrientes essesnciais para à vegetação e a formação do próprio solo, ainda temos a extinção de diversas espécies que foram impedidas de fixar o seu habitat por impecílios da humanidade devastadora.


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