sábado, 16 de outubro de 2010

Tornado atinge Manaus - Amazonas

Chuva e ventos fortes causaram destruição em Manaus

No Alvorada, um dos pontos mais afetado, o fenômeno destelhou casas e empresas, derrubou árvores e destruiu carros.

Os ventos arrancaram parte do telhado da Fundação Bradesco, além de derrubar árvores.

Manaus - A chuva que atingiu Manaus no início da tarde desta quinta-feira (14), ocasionou vários destelhamentos nos arredores do Alvorada, na zona centro-oeste. De acordo com a Defesa Civil, seis árvores foram derrubadas pelo vento e ninguém ficou ferido.

Os radares do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) estavam desligados, o que não permitiu que o órgão registrasse a existência de um tornado na região, no entanto, um metereologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) observou imagens do fenômeno divulgadas na mídia e confirmou que se tratava de um tornado.

Segundo o coronel Ari Renato, da Defesa Civil do Município, os estragos ainda estão sendo contabilizados, mas até o momento, não há registro de feridos. De acordo com a chefe do 1º Distrito do Inmet, Lúcia Gularte, não é possível afirmar se houve tornado, uma vez que ainda não existem imagens de radar que comprovem o fato.

"Para ser considerado um tornado, precisamos ver as imagens de radar e a velocidade dos ventos deve ser acima de 60 quilômetros por hora, mas os radares do Sipam estavam desligados hoje e não pudemos medir", explicou.

Já o metereologista do Inpe em São José dos Campos (SP), Rui Koundraski, informou que viu as imagens na Globo News pode concluir que o fenômeno é um tornado. Ele disse ainda que, pelas imagens, deu para estimar que a velocidade do ventos ultrapassou os 100km/h. Apesar da força dos ventos, ele disse que é impossível afirmar que os estragos foram causados pelo tornado.

Na rua Dois, no Alvorada I, cerca de 30 casas foram parcial ou completamente destelhadas, de acordo com o soldado da 10ª Companhia Interativa Comunitária (10ª Cicom), Marcelo Coelho, que fazia patrulhamento pela área no momento do ocorrido.
"Sabe aqueles tornados que a gente vê na televisão? Era igual", explicou o vigilante Charles Lima, 30, que saiu de casa ao ouvir o barulho das telhas sendo arrancadas.

No Alvorada II, os estragos foram ainda maiores. Segundo moradores, telhas de alumínio da fábrica Cosmoplast, localizada na avenida Dom Pedro I, foram arrancadas do local e voaram por mais de 500 m, atingindo a rua Itororó, onde várias casas também ficaram sem telhas. Segundo o vendedor Alex Bragança, 31, morador da travessa 21 de Agosto, próxima à Itororó, o vento levantou telhas, pedras e pedaços de madeira.

"O vento trouxe tudo. Sorte que estávamos em casa e ninguém se machucou", contou.
Na rua 7 de Abril, também no Alvorada II, uma árvore caiu, interrompendo o tráfego de veículos.

Quase toda a região do Alvorada ficou sem energia e equipes da Amazonas Energia foram ao local fazer os reparos necessários.
ESTE FOI CONSIDERADO UM TORNADO TROPICAL
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Nota: Tirem suas dúvidas quanto à definição e características de um Tornado.
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Um tornado é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho.
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Normalmente, os tornados se formam associados a tempestades severas que produzem fortes ventos, elevada precipitação pluviométrica e freqüentemente granizo. Felizmente menos de 1% das células de tempestade originam um tornado. Porém todas as grandes células convectivas devem ser monitoradas por sempre haver a possibilidade destas reunirem as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
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Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
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Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperaturas. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
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