domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo para todos os amigos

Feliz Ano Novo

Votos de um Feliz Ano Novo para os amigos do Elo Geográfico

Neste ano que se inicia
desejo que todos os seus sonhos se tornem realidade.
Espero ter os nossos laços estreitados
para que juntos desfrutemos de momentos de alegria e satisfação.

O melhor presente da vida
é saber que não estamos sós, que temos amigos,
e que podemos contar com quem gostamos e confiamos.

Que o seu caminho seja sempre guiado pela luz do amor.

Orientado pela sabedoria infinita e abençoado por vibrações de paz.

Este é o meu sincero desejo.

Feliz Ano Novo!
Feliz 2011 !



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amostra de algumas fotos do Eclípse total da lua ontem dia 21 de dezembro


Na madrugada do dia 21 de dezembro, ocorreu um eclipse total da Lua. Ele foi visível nas três américas, Oceano Pacífico, oeste e norte da Europa e leste da Oceania e da Ásia.

No Rio Grande do Sul só a metade deste evento poderia ser apreciada, pois a Lua se porá logo depois da metade do eclipse, durante a totalidade.

Essa etapa, a mais atraente, terá a influência das luzes do amanhecer no Brasil, e a Lua situada próxima do horizonte. É um evento astronômico visível a olho nu facilmente, binóculos ou telescópios também foram utilizados, por profissionais e amadores.

Eclipses lunares ocorrem quando Sol, Terra e Lua se alinham e o satélite natural percorre a sombra gerada por nosso planeta. Entretanto, a Terra não barra completamente a passagens dos raios --alguns, ao passarem pela atmosfera terrestre, sofrem desvio e atingem a superfície lunar. É isso que faz com que a Lua adquira o tom avermelhado.

21 de dezembro de 2010

É o segundo Eclipse Lunar de 2010. O diferencial é que o eclipse ocorrerá no dia do solstício de verão.

Na postagem anterior, foi mostrado o processo de como se dá um Eclípse em sua totalidade, quando envolve o sol a lua e a terra.

Hoje apenas estou mostrando fotografias do Eclipse em diversos pontos da Terra.
As próximas quatro fotografias, foram fotografadas por mim, na madrugada e na hora do Eclipse. Como a câmera é simples, as fotos não ficaram tão boas. Somente consegui essas fotos pois o tempo fcou nublado com núvens esparsas e nevoeiro que trazia respingos de chuvas, cobriram a lua. Thalyta minha filha, viu pela primeira vez um Eclipse que ainda ia demorar pra chegar ao término.
Fotografei de dentro do muro, entre as plantas do jardim, pois lá fora estava uma madrugada deserta e perigosa.

Foto-1-Mazé Silva

Foto-2-Mazé Silva

Foto-3-Mzé Silva


Foto-4-Mazé Silva


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O show de Roberto Carlos em Fortaleza











Por: Mazé Silva
Portal Splish Splash

Ser fã incondicional de um artista de grande estilo, competência e importância como o Roberto Carlos, é tarefa não muito fácil, pois é preciso que tudo esteja planejado dentro dos conformes, desde a hora que sabemos de sua vinda a nossa cidade, até o momento em que o mesmo se apresenta publicamente dando início ao seu show que é o ponto culminante da espera de um fã que consegue suportar e é capaz de ter um equilíbrio em seus instantes de tensões ao imaginar que no dia “D” estabelecido pela comissão de organização, irá cumprir-se na íntegra, o que é esperado.

A minha emoção intensificou-se a partir do instante em que dirigi-me ao local do show para adquirir o ingresso tão almejado, quatro dias após estarem à venda. Chegando ao Siará Hall para comprar o ingresso, a decepção foi grande ao saber que na área Vip não existia mais ingressos. Só havia vaga nos camarotes no 1º e 2º Piso. Pensei que decisão iria tomar, pois não queria ficar sem assistir ao  show do Rei. Falei, reclamei, esperneei, dizendo para o rapaz do guichê: como pode uma fã como eu, que sempre divulga a cultura do Rei e participa de sites importantes relacionados ao mesmo ir agora assistir ao show do meu ídolo maior e vê-lo do tamanho de um boneco? É inaceitável isso que está acontecendo. Cambistas compram os ingressos todos pra vender a preços exorbitantes. Fiquei revoltada, mas a única solução para mim, estaria ao meu lado, era um desses vendedores que infelizmente ainda existem no Brasil.


Comprei o ingresso no camarote e mesmo com a tristeza estampada em meu rosto, quando virei de lado, havia uns senhores com ingressos vermelhinhos da Área Vip oferecendo o ingresso pelo dobro do preço. Pensei ainda por uns dois minutos e decidi comprar. A minha amiga Zélia disse que não compraria por esse preço e eu não vacilei e disse: Zélia, vou dizer como na música do Rei; “Não há dinheiro que pague”, assistir um show do Roberto de pertinho e viver todas as emoções que eu sempre sonho em viver em seus shows. Então depois de tudo cantei o trecho da canção do Rei, que fala: Não há dinheiro no mundo que me pague a vontade de te ver, que me pague a saudade de você.

Fui para casa bastante satisfeita na certeza que no dia 11 de dezembro, mais uma vez eu iria ver de perto o meu grande ídolo que acompanho desde a minha infância, embora não fosse em shows, mas ouvindo as suas canções em emissoras de rádio e sem saber qual a fisionomia desse Rei, mas pela voz linda e melodiosa, eu sempre tive a certeza de que ele era lindo, assim como sua voz e não me enganei.

Finalmente chega sábado o Dia D tão esperado, e infelizmente estava com uma crise de amigdalite mas que não foi motivo de ficar desvanecida e perder o show que eu tanto esperava. Desta vez fui sozinha, chamei um táxi e por incrível que pareça o taxista era fã de Roberto e em seu rádio estava tocando “Amor Perfeito”. Eu entrei sentei no banco da frente e comecei a cantar. Fiz uma brincadeira com ele dizendo: Você já vinha sabendo que eu sou uma grande fã do Rei, e por isso colocou essa linda canção do Rei? Ehehehehe. Ele riu e falou que também era fã do Roberto e trabalhava sempre ouvindo música do Rei. Tudo já estava se encaixando muito bem nessa noite que começaria a brilhar.

Cheguei ao Siará Hall às 20:30h, faltando assim uma hora e meia para o início do show que estava marcado para às 22:00h. Fui direto para a porta do camarim, pra ver se via o Maestro, mas ele não havia chegado, então encontrei logo em seguida o Wanderley e convidei-o para tirar foto. Foi muito gentil. Em certo momentyo falamos do Splish Splash e ele mostrando-se interessado logo me deu seu contato para eu enviar pra ele o endereço do Portal. Depois, aparece os nossos conhecidos fãs Derbson Frota com a noiva, e o Fabiano com sua esposa. Lógico que aproveitamos para matar a saudade e tirarmos algumas fotos.

Procurava ficar tranquila, mas não conseguia, naquela expectativa de ver iniciar o melhor show para mim de todos os tempos, pois em comemoração aos seus cinquenta anos de carreira, esse seria o seu primeiro e único show em Fortaleza. É lógico que a emoção era grande para todos aqueles que estavam presentes, pois estava nítido no olhar de cada um a ansiedade de ver essa grande noite de espetáculo proporcionada pelo maior cantor de todos os tempos.

Aproximando-se a hora do show já se notava uma agitação do pessoal; o Genival, entrava e saía. E foi em uma dessas suas saídas que aproveitei e tirei uma foto com ele pensando em a colocar no Splish Splash. Logo em seguida aparece a Zélia minha amiga professora e companheira de shows. Aproveitando a presença do Fabiano Cavalcante tiramos mais fotos para ficar na recordação dessa noite tão significativa para nós fãs do Rei.

Depois de tudo isso, perdi o meu ingresso, o canhoto, mas Deus é tão grande e bom que estava próximo aos pés do Wanderley que ainda estava conversando comigo. Então respirei aliviada por ter encontrado tão precioso papel. Já pensou se alguém o achava e tomava o meu lugar? O mundo acabaria para mim naquele dia. Agradeço a Deus por ter dado tudo certo.

Faltavam apenas 10 minutos para começar o show quando um elemento da comissão de organização, acenou para mim querendo falar em particular. Recebi um recado do Maestro que depois do show eu fosse para o Hotel Luzeiro na Praia de Iracema, que o mesmo recebia-me e provavelmente eu falaria também com o Rei.

Apagam-se as luzes e a emoção toma conta de todos. Entra o Maestro Eduardo Lages dando início aos primeiros acordes da orquestra do Rei. Todos batiam palmas, aplaudiam gritavam pelo Rei e logo em seguida o Rei é apresentado e aparece maravilhoso, lindo como sempre e muito elegante vestindo um terno branco.

E aí começam as emoções e meu coração batia forte, como se fosse a primeira vez que estivesse a assistir a um show do Roberto Carlos. O jogo de luzes que surgiam do palco como estrelas que reluziam no firmamento, misturava-se à milhares de câmeras e celulares, onde todos queriam registrar aquele momento inesquecível, vivido por todos ali presente no Siará Hall.


Cada canção uma emoção diferente, foram muitas que nem consigo lembrar agora de todas. Mas além de Emoções, Roberto também cantou, Detalhes, Lady Laura, em seguida emendou com Nossa Senhora deixando aquele momento de maior emoção e muito brilhantismo. Ainda entoou Côncavo e convexo, Mulher Pequena, É Preciso Saber Viver, Além do Horizonte e Cavalgada que ele cantou com tanta serenidade e romantismo, que acho demorou mais tempo do que em outras apresentações. Momentos da Jovem Guarda também foram relembrados pelo Rei e todos passaram a usar os óculos escuros e diante de muitos gritos de euforia desencadeou um pout-pourri de canções daquela época, como, É Proibido Fumar e outras.

Finalmente o show chega ao fim com a canção de sempre “Jesus Cristo”, interpretada também como sempre der forma impecável e de uma emoção incontestável. A Entrega de rosas como sempre delirante e todos a procura de conseguir um lugarzinho mais próximo do palco para receber a tão sonhada rosa. Como nos outros anos fiquei de pé em uma cadeira a espera que o Rei jogasse em minha direção uma rosa que eu tanto esperei durante o ano inteiro. O Rei Jogou várias rosas, mas eu não consegui pegar nenhuma.

O Rei ficou para atender àqueles que estavam na lista para entrar no camarim e eu que já estava certa de ir ao hotel encontrar com o Maestro, desisti, pois estava rouca, doente da garganta, e no final do show estava pior, por ter cantado muito e ter gritado por uma rosa que não tive a sorte de ganhar.

Enfim fiquei feliz por ter visto o meu ídolo cantar e o meu Maestro reger tão lindamente, mostrando a sua grande competência de grande músico. São momentos difíceis de explicar, assistir a um show do Rei, pois tudo é preparado milimetricamente para que ocorra tudo perfeito como sempre foi e será o show do maior cantor de todos os tempos.


As fotos não ficaram boas, devido o ângulo que fiquei e a câmera não estava boa. Só sei que fazer o papel de fã, sem perder os mínimos detalhes, outra de jornalista e fotógrafa, não é tarefa assim tão fácil. Mas o que não fazemos pelo nosso Rei, não é mesmo? Voltei para casa tristonha, não pelo show, mas porque não deu certo falar com o Maestro e nem com o Rei, mas enquanto há vida há esperança e se Deus quiser no próximo show poderei realizar os meus sonhos de fã.

Cavalgada - Roberto Carlos-Siará Hall-Fortaleza-CE 11-12-2010








terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eclipse Total da Lua na madrugada de 21 de dezembro de 2010

Céu limpo, sem nuvens, depois da chuva da tarde de ontem

Ontem, 20 de dezembro, a Lua nasceu linda, enorme, amarela, prometendo eclipse dos bons!
Agora, já na madrugada, estamos aqui aguardando a Lua mergulhar no cone de penumbra (3h29min) e depois na umbra terrestre (4h32min). Que venha o eclipse!

Totalidade do eclipse lunar de 3 de março de 2007

Nessa madrugada (21/dezembro), com início às 2h29min (horário de Brasília) e com a totalidade próxima ao amanhecer, acontece um eclipse lunar total que poderá ser visto em todo o território nacional.

- O que são eclipses?

Como você sabe, a Lua orbita a Terra que por sua vez orbita o Sol. Sendo assim, podem acontecer situações em que estes três astros ficam alinhados, condição fundamental para que ocorram os eclipses.

Quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, acontece o eclipse solar. A sombra da Lua é projetada sobre a superfície da Terra. E quem tiver a sorte de estar num ponto que será varrido pela pequena sombra da Lua verá o Sol coberto pelo nosso satélite, situação em que o dia vira noite.

Quem estiver num ponto da Terra varrido pela penumbra da Lua, maior do que a sombra, verá um eclipse parcial e com apenas uma parte do disco solar coberto pela Lua.



Quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, acontece um eclipse lunar. A Lua atravessa os cones de sombra e de penumbra da Terra. Na penumbra a Lua fica menos brilhante, pois recebe menos luz do Sol. Na sombra (ou umbra) a Lua mergulha numa quase escuridão e deveria literalmente desaparecer


Mas aí entra um curioso "capricho" da natureza: a fina atmosfera da Terra refrata e desvia luz vermelha e alaranjada para dentro do cone de sombra, como mostra a figura abaixo. As demais cores sofrem maior desvio e chocam-se com o planeta não conseguindo chegar à Lua.


Sendo assim, em vez de sumir dentro da escuridão da sombra, a Lua mergulha num cone de tênue luz vermelho-alaranjada e fica temporariamente tingida com "cor de tijolo", como na foto que ilustra este post e que fiz no belíssimo eclipse lunar total de março de 2007. A refração da luz na atmosfera terrestre torna os eclipses lunares ainda mais belos!

Partículas em suspensão na atmosfera podem alterar o tom vermelho-alaranjado. Por isso os eclipses lunares nunca são iguais. Como tivemos intensas atividades vulcânicas neste ano, o show da Lua laranja promete ser bem bacana com um tom vermelho-alaranjado bem característico e forte!

- Por que eclipses são raros?

Como a Lua demora quase 28 dias para dar uma volta na Terra, se as órbitas da Terra (ao redor do Sol) e da Lua (ao redor da Terra) estivessem no mesmo plano, teríamos eclipses solares e lunares alternados e a cada 14 dias aproximadamente. No entanto, como os planos orbitais não coincidem (há uma inclinação relativa de 5,2 graus), o alinhamento dos três astros é raro, tornando os eclipses eventos igualmente raros.

Só acontecem eclipses quando os três astros (Sol, Terra e Lua) encontram-se na linha dos nodos (veja a figura logo abaixo), linha de intersecção dos planos orbitais.



- Como acompanhar o eclipse da próxima madrugada ?

Encontrar a Lua no céu não tem erro, todo mundo consegue com muita facilidade. Por isso, acompanhar eclipses lunares é muito fácil e não tem nenhum segredo bem como nenhum risco para os olhos.

Não é necessário nenhum instrumento especial. Um binóculo ou uma pequena luneta podem ajudar. Mas bastam os olhos para seguirmos a Lua e irmos percebendo a evolução temporal do fenômeno desde quando nosso satélite entra no cone de penumbra da Terra e vai gradativamente perdendo o brilho até quando mergulha de vez na sombra (umbra) e vai ganhando aos poucos a esperada "cor de tijolo".

A figura abaixo mostra as diversas etapas do eclipse lunar. Logo abaixo dela você tem os horários de início de cada etapa para seguir o eclipse.


•P1-Entrada da Lua no cone de penumbra da Terra: 3h29min
•U1-Entrada da Lua no cone de umbra da Terra: 4h32min
•U2-Início do eclipse total (Lua inteira dentro do cone de umbra da Terra): 5h40min
•U3-Fim do eclipse total (Lua começa a sair de cone de umbra da Terra): 6h53min
•U4-Saída da Lua do cone de umbra da Terra: 8h01min
•P4-Saída da Lua do cone de penumbra da Terra: 9h04min

Os tempos acima estão todos no horário de Brasília já levando em conta o horário de verão.

Aqui no Brasil poderemos acompanhar o eclipse até a sua totalidade. Em seguida, o Sol entra em cena, o dia clareia, e ofusca a nossa visão do espetáculo que continua só para regiões do planeta onde ainda for noite. Para nós brasileiros o espetáculo termina com o amanhecer do dia.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Primatas do Brasil: prioridade global

Associação Pró-Muriqui/Divulgação

"Maurício Talebi é membro da IUCN e professor da Unifesp"

Cerca de metade das 424 espécies dos primatas do mundo estão ameaçadas de extinção.

O Brasil é o país com maior diversidade desses animais e também lidera em número de espécies ameaçadas: 40 estão em uma das três categorias que a União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) considera problemáticas: criticamente em perigo; em perigo ou vulnerável.

A cada dois anos, a IUCN divulga a lista dos 25 primatas mais ameaçados no mundo.

Este ano ela inclui o guigó-da Caatinga (Callicebus barbarabrownae) e o macaco-prego-galego (Cebus flavius). Um dos três membros da delegação do País na ONG, o veterinário e doutor em Antropologia Biológica Maurício Talebi falou ao Planeta sobre o esforço para incluir na relação animais brasileiros.

- Como é o processo de escolha dos animais que entram na lista da IUCN?

As delegações é que sugerem. No início a lista é bem grande, beirando cem espécies. O primeiro debate já tira quase 50% da lista preliminar. O macaco-prego-galego já havia sido recomendado na última reunião, mas não chegou ao final, caiu antes. Desta vez, conseguimos. Gastamos só 15 minutos na argumentação em favor de ambas as espécies. Mas a reunião durou quase 5 horas. Sobraram 32 espécies para a escolha final.

- O que pesa para que o animal seja considerado ameaçado a ponto de estar entre os 25?

O fato de os animais estarem sem hábitat, ou reduzidos a um pequeno número de indivíduos, ou ainda quando há grande pressão antrópica (do homem) sobre eles. No caso do macaco-prego-galego, pesou o fato de ele ter sido considerado desaparecido.

Como já havíamos apresentado a 'candidatura' dele na reunião passada, os coordenadores entenderam que havia um esforço dos pesquisadores brasileiros para preservar a espécie. Em quatro anos conseguimos mapear a espécie, mostrar onde ocorria, estimar o número de remanescentes. Isso faz a diferença.

- Quanto tempo ele ficou 'desaparecido'?

Incríveis 300 anos. Nós, cientistas, achávamos que era erro de nomenclatura, que não havia macaco-prego 'loiro'. Mas havia registros de pinturas do período imperial, da Família Real, nas quais sempre aparecia um membro da realeza com um macaco-prego albino no ombro. Gravuras do animal feitas pelos primeiros artistas que retrataram a fauna brasileira também eram comuns. Quando ele reapareceu, em 2006, fizemos um esforço imenso de mapeamento. É um bicho raríssimo.

- Quantos indivíduos existem hoje no País?
Numa perspectiva otimista, 100, 150 indivíduos.
É bem pouco...
É, mas se for levado em conta que concorremos com espécies cuja população remanescente é estimada em seis, sete indivíduos, a relação muda de figura.

- E onde vive esse macaco?

Na Mata Atlântica. Há pequenas populações em ilhas de floresta no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

- Qual é a importância de ter uma espécie na lista?

É estratégico para conseguir mobilizar recursos e pessoal para estudá-la. É o ponto de partida para a recuperação e a conservação. O mico-leão-preto esteve na lista e foi retirado em 2008. Foi criada uma unidade de conservação para ajudar a conservar a espécie, que não está mais criticamente em perigo.

- A perda e a fragmentação de hábitat são os maiores problemas para as espécies originárias da Mata Atlântica?

Sem dúvida. Infelizmente 70% dos primatas do bioma estão sob algum nível de ameaça: vulneráveis, em perigo ou criticamente em perigo.

- E quanto ao guigó-da-Caatinga? Por que está na lista?

O guigó é uma espécie endêmica da Caatinga que, por sua vez, é um bioma endêmico do Brasil. Ou seja, ele só ocorre aqui. Já estava na lista da IUCN, classificado como criticamente em perigo.

- Ele também está ficando sem hábitat?
A Caatinga é fragmentada e pouco protegida. Tanto que as principais ameaças ao guigó são os ciclos de queimada e o desmatamento.

- Quantos indivíduos existem e onde eles se concentram?
Também numa perspectiva otimista, entre 500 e 1.000. A distribuição original é de difícil reconstrução, pelo estágio atual de devastação da Caatinga. A espécie está restrita à Bahia e a Sergipe, numa área de 100 a 150 quilômetros quadrados.

- A delegação brasileira tentou incluir outras espécies ameaçadas na lista?

Levamos um tipo de acari e outro chamado Saguinus bicolor (sauim-de-coleira), que é um sagui cuja pelagem, como o nome diz, é de duas cores. Ele só ocorre na região de Manaus, numa área excepcionalmente antropizada (com impacto da ação humana) daí nossa preocupação em tentar protegê-lo.

- Quais são os bons exemplos de preservação no Brasil?

O exemplo emblemático é o do mico-leão-dourado. Há 30 anos, eles eram 250. Hoje, a população é bem maior (são cerca de 1.600 animais).
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Nota Elo( Mazé Silva)
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Esse tipo de assunto sempre deverá ser lembrado, discutido, questionado, pois são temas relevantes quando estamos nos referindo a nossa Ecologia, à preservação do Meio Ambiente e consequentemente das espécies que nela habitam e que muitas estão ameaçadas de extinção.
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Preocupação que deve surgir não só dos biólogos, dos ambientalistas, mas toda população brasileira deve-se engajar na divulgação e conscientização da preservação ecológica, para que tenhamos um ambiente como os ecossistemas em equilíbrio e para isso não deverá haver uma quebra da cadeia alimentar que futuramente afetará na preservação do habitat e das espécies que nela habitam.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Chuva de meteoros invade a Terra nesta semana




Por Redação Yahoo! Brasil


Começou nesta segunda-feira (13) uma das mais intensas chuvas de meteoros, a chamada Geminídeos. O anúncio foi feito pela Nasa, agência espacial americana. A chuva, que pode ser vista de qualquer lugar do planeta, de preferência distante da iluminação artificial, ocorrerá até quinta-feira (16).

O período mais intenso do espetáculo será na madrugada de terça-feira. Mas todos esses dias os amantes da astronomia podem observar o fenômeno a olho nu. Segundo a Nasa, são esperados de 50 até 80 meteoros por hora - no pico poderão chegar a 120 por hora.

Esses meteoros receberam o nome Geminídeos porque parecem vir da constelação de Gêmeos. De acordo com a agência espacial americana, provavelmente, esses meteoros são restos do objeto intitulado 3200 Phaethon - classificado como um cometa extinto.

13-12-2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Odiar é Também Uma Forma de Amar - Pe. Fábio de Melo


Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.

Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.

Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.

Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.

Camuflados e infelizes

Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
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Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.

Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.

Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.

Admirável desconcerto

Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados.

O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes “Eu te perdôo” , é que temos o direito de dizer “ Eu te amo”. Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar.

Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.

Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.

Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.

Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.

Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.

Pe. Fábio de Melo



Clipe Pe Fabio de Melo NÃO DESISTA DO AMOR

Unilab pretende integrar os povos de língua portuguesa

Com projeto ambicioso, instituição no Ceará receberá os primeiros estudantes em
2011Todos vão morar no campus, diz reitor

A caçula das universidades federais criadas pelo Ministério da Educação, última a ser apresentada nessa série de reportagens do iG sobre as novas universidades federais brasileiras, ainda não tem aulas, nem sede.

A Universidade Internacional da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), oficialmente criada em 20 de julho deste ano, ocupará a partir de março de 2011 prédios provisórios na cidade de Redenção, no Ceará, até que os definitivos fiquem prontos.

A previsão é de que a estrutura oficial da Unilab fique pronta em 2012.
Enquanto isso, a pequena cidade de 26 mil habitantes localizada a 60 quilômetros da capital Fortaleza se movimenta para receber a primeira universidade federal. Escolhido por ter sido o primeiro município a libertar seus escravos, ainda em 1883, Redenção abrigará uma universidade que nasce ambiciosa: quer mudar a história de países africanos e da região, o sertão central do Ceará, conhecido como Maciço de Baturité.

A região carente de universidades – não há instituições privadas, apenas um pequeno pólo da Universidade Estadual do Vale do Acaraú e a federal mais próxima está em Fortaleza – aposta na chegada de professores, estudantes e pesquisadores para alavancar o desenvolvimento regional. Não só para ajudar a potencializar os futuros negócios – especialmente os agrícolas – como para movimentar comércio e área de construção. Além das obras da sede provisória, há outras sendo realizadas para dar conta de alojar estudantes e professores.

Unilab: obras do campus provisório estão em fase final de conclusão

As obras do Campus provisório da Universidade Federal da Integração Luso-afro-brasileira (Unilab), batizado de Campus da Liberdade (antigo prédio da Prefeitura do Município), estão em fase final.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Redenção no dia 10 para a inauguração da unidade federal de ensino superior cujas atividades devem começar em março de 2011. No primeiro ano letivo, a Unilab terá 350 alunos e oferecerá cinco cursos.

A universidade oferecerá cinco cursos de graduação: agronomia, administração pública, enfermagem, engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e matemática.

Clique na foto para ler e melhor visualisa-la
A Unilab pretende integrar os países de língua portuguesa da África, Ásia e Europa. As vagas da instituição serão distribuídas entre brasileiros e estrangeiros. Inicialmente, 175 vagas serão destinadas aos brasileiros e o mesmo número aos estrangeiros.

Virão para o Brasil em março de 2011 os universitários selecionados pelas instituições parceiras de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau
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Inicialmente, os portugueses não poderão se candidatar às vagas de graduação. Por acreditar que em Portugal há boas universidades, o reitor da Unilab, Paulo Speller, explica que a prioridade das vagas será dos africanos e asiáticos.

Em pouco tempo, os docentes que preparam os projetos pedagógicos dos cinco cursos iniciais da Unilab esperam melhorar a formação de profissionais nesses países e ajudá-los a crescer.


Prédios cedidos pela Prefeitura de Redenção, onde está a Unilab, passam por reformados
para funcionar como campus provisório


“A Unilab nasce com um enorme desafio, mas tem tudo para dar certo. Vamos trabalhar com o conceito de cooperação solidária. Ouvimos a demanda dos países parceiros para definir as áreas dos primeiros cursos e pesquisas e fizemos um levantamento nos 13 municípios do Maciço de Baturité. Vamos priorizar as áreas de produção de alimentos, saúde e gestão pública, energia e formação de docentes”, diz.

Para o reitor, a convivência com culturas diferentes enriquecerá a formação dos estudantes e a qualidade dos cursos. Por isso, a universidade terá um modelo residencial. Isso significa que todos os estudantes vão morar na instituição. Pelo menos, essa é a intenção. O reitor admite que, no futuro, não sabe se serão necessários critérios de seleção ou se haverá limitação de vagas.

“Isso facilita a integração e dá oportunidade de convívio. Eles vão trabalhar, estudar e respirar a universidade”, afirma Speller. A verba para manutenção dos pavilhões residenciais estudantis, segundo ele, virá do orçamento próprio.

Currículo diferenciado

Assim como as outras novas universidades federais, a proposta de formação da Unilab é diferente. Os projetos pedagógicos dos cursos ainda estão sendo finalizados, mas, de cara, o que se sabe é que todos passarão por atividades comuns, independentemente do curso escolhido. O calendário letivo da Unilab será dividido em trimestres. Nos dois primeiros, todos os estudantes terão disciplinas comuns.

Segundo Speller, o objetivo da etapa comum é fortalecer os conhecimentos básicos dos estudantes. Então, eles terão aulas de língua portuguesa e matemática, por exemplo. Só depois eles passarão para as formações específicas. A universidade oferecerá cinco cursos de graduação: agronomia, administração pública, enfermagem, engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e matemática.

Os currículos estão em discussão pelos 15 professores já contratados pela instituição. Os modelos permitirão formação compartilhada entre as instituições parceiras e até certificação dupla. A proposta da universidade é que todos os estudantes passem por programas de mobilidade acadêmica e tenham experiências de estudo em outras instituições.

A cidade de Redenção, a 60 quilômetros de Fortaleza (Ceará), receberá

a sede do campus da Unilab


No futuro, Speller espera que os diplomas da Unilab sejam reconhecidos por todos os países que fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). No fim do curso, os estudantes estrangeiros que vierem estudar no Brasil terão de se comprometer a voltar ao país de origem. Por isso, vão cursar o último ano na universidade da qual vieram.

Seleção

Para entrar na Unilab, os estudantes brasileiros precisarão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todas as 175 vagas destinadas aos alunos do País serão distribuídas a partir das notas no exame, mas as vagas não serão distribuídas pelo Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação. A universidade decidiu não participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), oferecido pelo Ministério da Educação. Os candidatos egressos da rede pública e moradores da região ganharão bônus nas notas.

Os 175 estrangeiros que serão selecionados para o ano que vem passarão por processos seletivos específicos, que serão definidos em parceria com as universidades conveniadas. A meta da instituição é chegar a 5 mil alunos em cinco anos. Para isso, Speller acredita que precisarão contratar 150 professores para o quadro fixo da instituição e outros 150 docentes visitantes, que poderão inclusive ser dos países da comunidade de língua portuguesa.

Além dos cursos de graduação, a Unilab começará este mês as primeiras atividades de extensão e, no ano que vem, quer iniciar cursos de especialização nas áreas de enfermagem, agronomia, formação de professores em ciências e matemática, gestão pública e engenharia de energias renováveis. Alguns pedidos para instalar mestrados estão em elaboração para serem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) nas áreas de agronomia e aquicultura.

Por enquanto, as aulas serão dadas em um prédio cedido pela Prefeitura de Redenção à universidade. O campus tem um nome sugestivo: Liberdade. Há a previsão de que uma cidade vizinha, Acarape, receba uma unidade da Unilab e, no futuro, a Bahia também ganhe um campus da instituição. Os baianos reivindicaram uma unidade porque se dizem os primeiros a libertar os escravos. “Há esse compromisso, mas queremos primeiro instalar e fazer o campus de Redenção funcionar”, garante Speller.

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O Povo Online em 3/12/2010

Priscilla Borges, iG Brasília 20/11/2010 07:00


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Universo teria três vezes mais estrelas do que se pensava, diz estudo



O Universo pode ter três vezes mais estrelas do que o antes calculado pelos cientistas, diz estudo publicado no site da revista "Nature" nesta quarta-feira. Segundo as novas estimativas, elas seriam pelo menos 300 sextilhões, ou o número três seguido de 23 zeros.

Os novos cálculos, realizados pelo astrônomo Pieter van Dokkum, da Universidade de Yale, colocam em dúvida um dos pontos-chave que os cientistas geralmente usam ao fazer estas estimativas, o de que a maioria das galáxias tem características parecidas com a nossa Via Láctea.

Isso porque grande parte da compreensão que temos do Universo tem por base observações feitas dentro da nossa galáxia e que depois são extrapoladas para as outras.

Van Dokkum focou seu estudo nas chamadas anãs vermelhas, pequenas estrelas com cerca de um quinto do tamanho do Sol e que queimam mais lentamente, brilhando menos mas por bem mais tempo do que as estrelas maiores. Na estimativa anterior, os cientistas presumiram que todas as galáxias teriam mais ou menos a mesma proporção de anãs vermelhas que a Via Láctea, que é uma galáxia espiral.

O problema é que aproximadamente um terço das galáxias do Universo são elípticas, que teriam uma composição bem diferente das galáxias espirais, afirma o astrônomo. Usando o telescópio Keck, no Havaí, Van Dokkum analisou oito galáxias elípticas distantes e descobriu que elas têm mais estrelas anãs, muitas mais.

- Estamos vendo de 10 a 20 vezes mais estrelas - diz o astrônomo, que assim elevou as estimativas para o número de estrelas no Universo dos anteriores 100 sextilhões para 300 sextilhões.

A afirmação de Van Dokkum, no entanto, não tem agradado muitos astrônomos, que preferem imaginar o Universo como um lugar mais ordenado e homogêneo, conta Richard Ellis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Segundo ele, o estudo de Van Dokkum dá crédito "à ideia de que o Universo é mais complicado do que imaginamos". Ele admite, no entanto, que os cálculos fazem sentido.

Sua principal fraqueza seria o fato de Van Dokkum presumir que a composição química das estrelas anãs é a mesma tanto nas galáxias elípticas quanto nas espirais, o que pode não ser verdade, aponta Ellis. Mesmo assim, responde Van Dokkum, a proporção de estrelas anãs nas galáxias elípticas ainda seria cinco vezes maior do que o antes pensado pelos cientistas.
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Todo O Céu De Estrelas - Flávia Wenceslau

Somente o coração
tem a resposta certa.
O fio da razão
é o que te faz alerta.
Quem sabe a emoção
é quem faz suas descobertas.
E nada é em vão,
nem mesmo o grito
que ainda te resta pra contar
todo o céu de estrelas
e ainda restará
anoitecer pra vê-las,
de todo o azul do mar
serás segredo e calmaria
e ainda restará
pedir a paz de um novo dia,
amanhecendo pra dizer
que a esperança há de renascer
prá quem confia
por querer fazer valer
a bênção que é viver.


Descoberto primeiro planeta gerado fora da Via Láctea

Astrônomos afirmam ter descoberto o primeiro planeta originado fora da nossa
galáxia, a Via Láctea.

Semelhante a Júpiter, o planeta batizado de HIP 13044 b (batizado a partir do nome de seu sol, chamado HIP 13044) é parte de um sistema solar que um dia pertenceu a uma galáxia-anã, mas que acabou "devorada" pela Via Láctea entre 6 e 9 bilhões de anos atrás, em um ato de "canibalismo intergaláctico".

De acordo com o estudo, que será publicado na revista "Science", o planeta está a uma distância de 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta ocorreu no observatório de La Silla, no Chile.

O planeta deve ter sido formado nos primeiros tempos de seu próprio sistema solar, antes que fosse incorporado pela nossa galáxia, dizem os autores da pesquisa.
Astrônomos já detectaram cerca de 500 exoplanetas fora do nosso Sistema Solar, usando diferentes técnicas, mas todos os astros, até agora, haviam sido gerados na Via Láctea.

Segundo os pesquisadores, o HIP 13044 b fica na órbita de um sol pertencente ao grupo de estrelas chamado "corrente de Helmi", e hoje faz parte da constelação de Fornax, ao sul da Via Láctea.

Estima-se que o novo planeta tenha uma massa 1,25 vez maior que Júpiter e que leve 6,2 dias terrestres para completar uma volta em torno do seu eixo.

FIM PRÓXIMO

No entanto, o HIP 13044 b está se aproximando de sua "morte". Tendo consumido todo o hidrogênio presente em seu núcleo, o sol do planeta se expandiu e se tornou um "gigante vermelho".

No processo, a estrela pode ter "engolido" planetas menores e semelhantes à Terra no processo, antes de se contrair. Até agora, o novo planeta sobreviveu à "bola de fogo", mas não por muito tempo.

"Esta descoberta é particularmente intrigante quando pensamos no futuro distante do nosso sistema planetário, quando o Sol também deverá se tornar um gigante vermelho, daqui a cerca de 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, pesquisadores do Instituto de Astronomia Max Planck e líder da pesquisa.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lições sobre Amar e Viver

“As pessoas recusam ajuda porque acham que seu amor-próprio está ligado ao fato de serem ‘independentes’. Receamos que, de um modo ou de outro, sejamos inferiorizados porque precisamos, queremos e desejamos a ajuda de outra pessoa. Isso vem da nossa cultura independente, individualista. (...) Essa é uma imagem que muitos adotam, especialmente os homens. Eles não se permitem desenvolver um sentido de suas necessidades interpessoais. Para mim, isso é muito infeliz. Pois precisamos uns dos outros mais do que sabemos”.

Sempre que nos sentimos ameaçados pela dor, pelo sofrimento, pela solidão ou por doenças, procuramos conforto nas palavras amigas e na capacidade que algumas pessoas desenvolveram de escutar atentamente o que dizemos. Raramente nos aventuramos a buscar essa solidariedade quando nos sentimos plenos, revigorados e ativos.
Não significa dizer que não precisemos desse suporte em nossos momentos de tranqüilidade ou vitória, pelo contrário, alguns afagos e alguém para nos ajudar a colocar os pés no chão também são necessários em ocasiões como essas.

É tão comum esse comportamento que até mesmo a Deus as pessoas recorrem apenas nos momentos dolorosos e difíceis. Em outras etapas de nossas vidas, quando nos sentimos mais confortáveis e confiantes, nos esquecemos de dividir os louros da glória ou mantemos distância segura para que os êxitos obtidos sejam apenas nossos...

O professor Morrie Schwartz (que já havíamos conhecido a partir do livro “A Última Grande Lição”, de Mitch Albom), pouco antes de morrer produziu um livro através do qual nos fala dessa e de muitas outras dificuldades vividas por ele e por tantas outras pessoas.

Em função de uma doença que o debilitava mais e mais a cada dia que passava, tornando-o dependente do permanente auxílio de amigos e familiares, Morrie tenta nos chamar a atenção em seu novo livro para algumas idéias fundamentais quanto ao modo como encaramos a vida. Entre elas, vale destacar que apesar de crescermos e buscarmos constantemente a independência em relação aos outros, continuamos precisando de apoio, presença e carinho.

“Que o afeto, o amor, a preocupação, o interesse, a admiração e o respeito dos outros sejam suficientes para lhe proporcionar serenidade”.

Suas palavras parecem nos encaminhar para o que é reconhecido pelos estudiosos como “inteligência emocional”. Passamos nossas vidas rodeados por muitas pessoas e poucas vezes conseguimos fazer com que nossos sentimentos sejam percebidos ou que nossas atitudes revertam em favor de um ambiente mais cooperativo, favorável e solidário.

Falta maior generosidade para com os outros e para consigo mesmo. Somos pouco tolerantes quanto aos erros dos outros e mais ainda quando pensamos em nossos próprios deslizes.
Não devemos nos subestimar em virtude de nossas falhas. Elas acontecerão por toda a nossa vida. Temos que aprender com nossos erros para evitá-los em ocasiões futuras. Não devemos, entretanto nos crucificar por conta de nossos deslizes.

“Creio que muitas pessoas se maltratam e se castigam emocionalmente por não se acharem ‘suficientemente boas’ ou por não terem feito o suficiente. Elas se censuram por não atingirem suas próprias expectativas ou as expectativas de alguma outra pessoa”.

O professor Schwartz procura através de suas palavras e ensinamentos nos mostrar que apesar das frustrações pelas quais passamos em nossas vidas, a oportunidade que temos de estar por aqui é única e deve ser saboreada ao máximo. Isso implica inclusive que temos de aprender a lidar com as limitações e com as impossibilidades que eventualmente encontraremos ao longo de nossas experiências de vida.

“Todos nós sabemos que estamos morrendo. A cada dia estamos nos aproximando mais da nossa morte. A melhor maneira de lidar com esse fato é viver de uma forma consciente, compassiva e amorosa. Muitas pessoas perto da hora da morte disseram a mesma coisa, e eu creio que há nela muita verdade. Não espere até estar no seu leito de morte para reconhecer que esse é o único modo de viver”.

Procure se colocar à distância quanto aos problemas para poder analisá-los com maior serenidade, nos ensina Morrie. Isso não significa que devemos fugir de nossas dificuldades, pelo contrário, devemos expressar nossa insatisfação ou decepção dividindo-a com as pessoas em quem confiamos.
Essa distância a qual se refere Morrie pode significar escrever sobre o problema para que possamos compreendê-lo melhor ou mesmo rir de si mesmo em ocasiões como essas para digerir melhor a situação. Ao relaxar e acalmar-se a tendência é que as possibilidades de resolução das dificuldades aumentem.

Nos esquecemos constantemente de algumas lições que nos são dadas há muito tempo. Poucas vezes paramos para pensar naquilo que somos e no que gostaríamos de ser. Deixamos para trás alguns objetivos que traçamos para nossas vidas e temos que recuperá-los. Se desejamos ser mais amigos dos outros porque muitas vezes os agredimos ou fazemos brincadeiras que são ofensivas e desagradáveis?
Se queremos praticar a solidariedade porque não nos oferecemos para ajudar nas várias oportunidades que aparecem? Se pretendemos passar mais tempo com os nossos amigos e familiares que razões nos fazem desmarcar compromissos ou não agendar encontros?

Sempre acreditei que a melhor forma de se relacionar com o mundo fosse através da verdade, da sinceridade. Tento fazer disso uma constante em minha vida. Muitas vezes sinto que as pessoas olham desconfiadas quando estendo as mãos para ajudá-las, talvez isso ocorra pelo fato de não presenciarmos com tanta freqüência a bondade e a honestidade. Lamento que muitas outras pessoas não pratiquem em suas vidas o exercício constante da solidariedade e da integridade.

“Podemos encontrar a alegria em praticamente qualquer situação se estivermos abertos para a experiência da felicidade. Mesmo uma tarefa trivial como a de lavar pratos pode tornar-se uma ocasião para o prazer se nos deixarmos maravilhar com as cores nas bolhas de sabão ou se permitirmos que a visão de um prato relembre a última ceia de natal que fizemos com parentes ou amigos. Seja qual for sua atividade, dedique-se a ela com cuidado, consideração e conscientização. Se nos concentrarmos em fazer o melhor possível em qualquer circunstância, sem ficarmos nervosos ou ansiosos a respeito, talvez descubramos que o que estamos fazendo passa a ser fonte de fruição e prazer, em vez de apenas obrigação”.

Sinto que o mundo é carente de mais pessoas como Morrie Schwartz. Sua fé inabalável na humanidade, sua presença de espírito, seu bom humor e sua disposição para a vida são lições para toda e qualquer pessoa que tenha a oportunidade de ler sobre sua vida e conhecer seus ensinamentos.
Não o conheci pessoalmente, mas sinto que através da leitura de seus livros pude descobrir um pouco de sua essência, de sua sabedoria. Tudo fica ainda mais bonito quando sabemos que Morrie Schwartz dedicou-se a falar sobre a vida, a morte, as relações humanas e tantos outros assuntos quando lhe restava muito pouco tempo de vida pela frente.

Sua coragem e disposição foram tão grandes que não há como não se emocionar e prestar atenção a cada uma de suas palavras, de seus ensinamentos. Lições para serem aprendidas, incorporadas e vividas. Palavras que devem ser repetidas e ensinadas para novas turmas de aprendizes sequiosos por descobrir porque estamos por aqui, as razões de nossas vidas, o sentido de nossas existências...

“Mantenha o seu coração o mais aberto possível, pelo maior tempo possível, para os outros e, especialmente, para você mesmo. Aja com generosidade, integridade e carinho”. (Morrie Schwartz)