terça-feira, 24 de maio de 2011

Astrônomos japoneses descobrem Planetas sem Órbita que vagam sozinhos pelo Espaçoo


Astrônomos japoneses afirmam ter encontrado um novo tipo de "planeta", que fica sozinho no espaço, aparentemente sem orbitar nenhuma estrela.

Em um artigo publicado na revista especializada "Nature", a equipe de cientistas afirmou ter encontrado dez desses novos planetas, que têm o tamanho de Júpiter e não estão ligados a nenhum sistema solar.

Cientistas já suspeitavam que planetas desse tipo existissem no Universo, mas essa seria a primeira evidência concreta de sua presença.

Um dos coautores da descoberta, o professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que esses planetas ditos "solitários" podem ser tão comuns como são as estrelas na Via Láctea.

"Sua existência já era esperada, tendo em conta a teoria da formação planetária. O que é surpreendente é o quanto eles parecem ser comuns", disse Sumi.



VIA LÁCTEA

Segundo os astrônomos, os planetas estão localizados em uma região conhecida como Bojo Galáctico, que fica no centro da Via Láctea.

Uma das hipóteses exploradas pelos cientistas é a de que os planetas poderiam ter sido expulsos de sistemas solares incipientes por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.

Associated Press

Astrônomos japoneses dizem que os 'novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter
De acordo com convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.

No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.

Censo planetário

A equipe estima que pode haver duas vezes mais planetas isolados do que estrelas, o que equivale a dizer que os planetas sem estrelas podem ser tão comuns quanto os planetas ao redor de estrelas.

"Nossa pesquisa é como um censo da população - nós amostramos uma parte da galáxia e, com base nesses dados, pode-se estimar o número total da galáxia," explica Bennett.

"A pesquisa não é sensível a planetas solitários com massa menor do que Júpiter ou Saturno, mas as teorias sugerem que planetas de menor massa, como a Terra, devem ser expulsos de suas estrelas com mais frequência, sendo assim, mais comuns do que os gigantes gasosos isolados," completou ele.

A NASA tem planos de enviar ao espaço um novo observatório - o WFIRST (Wide-Field Infrared Survey Telescope) - que usará o método de microlentes, capaz de fazer estimativas mais precisas de quantos planetas solitários há na Via Láctea.

Com a vantagem de que esse futuro telescópio terá a capacidade para detectar planetas solitários do tamanho da Terra.

8/05/2011 - 23h04
23-05-2011

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