sábado, 25 de junho de 2011

História do Mundo - Queda do Império Romano

Os romanos influenciam várias das instituições e costumes do Ocidente.





Por Rainer Sousa

Quando olhamos para a extensão do Império Romano em um mapa, mal chegamos a imaginar que esta civilização se originou de um pequeno povoado da Península Itálica. Encravada na porção central deste território, a cidade de Roma nasceu por meio dos esforços dos povos latinos e sabinos que, por volta de 1000 a.C., teriam erguido uma fortificação que impediria a incursão dos etruscos.


As poucas informações sobre as origens de Roma são encobertas pela clássica explicação mítica que atribuem sua fundação à ação tomada pelos irmãos Rômulo e Remo. Após a fundação, Roma teria vivenciado seu período monárquico, onde o rei estabelecia sua hegemonia política sobre toda a população e contava com o apoio de um Conselho de Anciãos conhecido como Senado.

Os membros do Senado eram oriundos da classe patrícia, que detinha o controle sobre as grandes e férteis propriedades agrícolas da região. Com o passar do tempo, a hegemonia econômica desta elite permitiu a formação de um regime republicano em que o Senado assumia as principais atribuições políticas. Entre os séculos VI e I a.C., o regime republicano orientou a vida política dos cidadãos romanos.

Entretanto, a hegemonia patrícia foi paulatinamente combatida pelos plebeus que ocupavam as fileiras do Exército e garantiam a proteção militar dos domínios romanos. Progressivamente, a classe plebéia passou a desfrutar de direitos no interior do regime republicano e a criar leis que se direcionavam aos direitos e obrigações que este grupo social detinha.

Apesar de tais reformas, a desigualdade social continuava a vigorar mediante uma sociedade que passava a depender cada vez mais da força de trabalho de seus escravos. As conquistas territoriais enriqueciam as elites romanas e determinavam a dependência de uma massa de plebeus que não encontravam oportunidades de trabalho. De fato, as tensões sociais eram constantes e indicavam as diferenças do mundo romano.

Paulatinamente, as tensões sociais se alargaram com a ascensão de líderes militares (generais) que cobiçavam tomar frente do Estado Romano. As tentativas de golpe sinalizavam a ruína do poder republicano e trilharam o caminho que transformou Roma em um Império. No século I a.C., o general Otávio finalmente conseguiu instituir a ordem imperial.

Durante o Império, observamos a ascensão de governos que mantiveram a ordem, bem como de outros líderes que se embebiam do poder conquistado.

No século I d.C., o desenvolvimento da religião cristã foi um ponto fundamental na transformação do Império. A doutrina religiosa e expansionista contrariou as crenças (politeísmo) e instituições (escravismo) que sustentavam o mundo romano.

Crise do Império Romano

Foi a partir do século III, que Império Romano começou a declinar de modo acentuado. Entre inúmeras razões, destaca-se a crise do escravismo.


Sabemos que o trabalho escravo era um dos pilares da riqueza de Roma, a maioria deles eram prisioneiros de guerra. Ocorre, no entanto, que desde o final do século II, as guerras de conquistas praticamente cessaram, fato que diminuiu muito o número de escravos à venda. Com isso, o preço deles foi ficando cada vez mais alto. Essa crise afetou duramente a agricultura e o artesanato, setores que dependiam do escravo para produzir em grande quantidade, pois visavam à exportação. De forma que, impossibilitou a produção de gêneros destinados à exportação. Roma passou a gastar as riquezas, acumuladas nas guerras de conquista, pagando os produtos que importava, como cereais, armas e jóias.

À medida que o braço escravo foi se tornando cada vez mais escasso e caro, os proprietários começaram a arrendar partes das suas terras a trabalhadores livres denominados colonos. Estes eram, geralmente, elementos da plebe urbana, ex-escravos ou camponeses empobrecidos que buscavam a proteção dos senhores das grandes propriedades rurais denominadas vilas. A partir do momento em que os colonos ganhavam o direito de cultivar a terra, eram obrigados a ceder parte de sua colheita ao senhor e a trabalhar, gratuitamente, alguns dias da semana nas plantações do senhorio. Este novo sistema de trabalho foi denominado de colonato. A crise do escravismo e o advento do colonato resultaram na diminuição da produção e no declínio do comércio. Apesar de tudo isso, o Império Romano ainda conservou-se unido por mais de meio século.

Em 395, o imperador Teodósio dividiu o Império Romano entre os seus dois filhos: Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, e Arcádio, que ficou com o Império Romano do Oriente.

O Império Romano do Oriente conseguiu sobreviver por 10 séculos: só foi extinto em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla, sua capital. Já o Império Romano do Ocidente não conseguiu resistir à pressão dos bárbaros, que nessa época já haviam conseguido romper as suas fronteiras nos rios Reno e Danúbio. Em 476, os hérulos, um grupo de bárbaros germanos chefiados por Odoacro, invadiram e conquistaram Roma.

Desmoronou, assim, o Império Romano do Ocidente. Por sua repercussão, esse fato marca o fim da Idade Antiga e o Inicio da Idade Média.
 
O advento das invasões bárbaras e a interrupção da expansão dos territórios caminhavam em favor da dissolução deste Império. Apesar da derrota imposta aos romanos, suas práticas, conceitos e saberes ainda são fundamentais para que compreendamos a feição do mundo Ocidental. De certa forma, todos os caminhos ainda nos levam (um pouco) a Roma.

Obs.: Etrusco: Habitante da antiga Etrúria( Itália Central)
         Gália: França + Bélgica + NO da Itália; língua céltica da Gália.
         Celtas: Antigos povos da Inglaterra; Povos primitivos da família Indo-Européia; Europa Ocidental.


http://www.historiadomundo.com.br



Nota do Bottary:
 
No livro " A Caminho da Luz" psicografado pelo médium Chico Xavier, através do seu Guia Espiritual, Emmanuel, o mesmo diz : " A fraqueza e a impenitência dos homens não lhes deixou compreender que o Cristianismo fora chamado à tarefa do governo tão-somente para educar o sentimento dos governantes, preparando-os para levar o esclarecimento e a fraternidade aos outros povos da Terra, então considerados bárbaros pela cultura do Império.
As forças do mal, aliadas à incúria e vaidade dos homens, haviam obtido um triunfo relativo e transitório.
 
Pág. 142 - Capítulo XVI - 21ª Edição












 







6 comentários:

Valéria disse...

Mazé,
seu blog está dez, muito interessante, gostei mesmo, principalmente pelas variedades.
Por aqui até acessei o Fabiano Cavalcante.
Beijos.
Valéria.

Bottary disse...

Ola! Grande Armindo!

Que bom ter o estímulo de vsa!

Este aqui é um blog cheio de conteúdos ricos, tal qual a nossa querida professora Mazé.

Estou pensando em fazer, na medida do possível, um trabalho mais ou menos no estilo do que faço lá no Portal Splishsplash, com a diferença de que será um trabalho na cronologia da História Geral e não em ordem alfabética. Sacou? eheheh!!!!

Estes assuntos de história, geografia, cosmos, enfim, os assuntos relativos à evolução da Humanidade, fascinam-me por demais.

Outrossim, penso que será de grande valia aos estudantes que aqui adentrarem, uma vez que este é o objetivo deste maravilhoso blog.

Um grandioso abraço!

Mazé Silva disse...

Oi, querida Valéria!!!

Que bom você apareceu aqui no Elo!!!

Muito obrigada por teres gostado do Blog e das matérias que são postas aqui, por mim e pelo Bottary!

Pois é minha filha, dá para acessar os blogs favoritos, e que bom o Fabiano que é seu amigo e meu também. Só que estou em dívida com ele, nunca mais apareci por lá. Mas vou qualquer dia, se Deus quiser.rsrsrsrs.

Até quero ir na Emissora que ele apresenta o programa do Rei, como já fiz quando ele apresentava em outra emissora. Agora é na Jangadeiro.

Obrigada mais uma vez e um grande beijo da amiga!

Mazé Silva!!!

Mazé Silva disse...

Olá Botary!!!

Excelente matéria, pois esse tema é muito interessante dentro da História Geral, sobre o Império Romano, esses são temas chamativos dentro da história por serem de civilizações bastante antigas.

A Matéria está completa culminando com os vídeos, e sempre quando mexe com a parte social política e econômica de uma povo, os conflitos toma conta da sociedade, pelo que sabemos era dividida, os mais poderosos e os menos poderosos.

As classes sociais algumas passaram por evoluções, mudanças de status, mesmo assim continuava a desigualdade social e que Roma ao transformar-se em Império do Oriente e do Ocidente que depois foram dissolvidos pelos turcos e pelos Bárbaros. Tudo isso como uma luta a favor de territórios imperialistas.

Tema interessante, vasto, mas convidativo de estudarmos!

Parabéns ao meu amigo Bottary, que está um verdadeiro professor de História.

Também eu tiro o chapéu pra você, pois o considero um polivalente, por sempre desempenhar os seus temas com tanta competência e desenvoltura.

Um grande beijo meu querido amigo!!!!

Vamos esperar a próxima.

Mazé Silva!!!

Everaldo Farias disse...

E que dupla encontro aqui hein? Mazé e Bottary em prol de grandes aulas de geografia nessas postagens!

Quero agradecer à Mazé, assim como ao Bottary, as felicitações que recebi e dizer que é muito bom conhecer e ter a amizade virtual de vocês, pois essa admiração é recíproca sempre!

Obrigado tamém pelo que fazem aqui no blog, pois a educação brasileira precisa de fontes ricas como esta!

Blog Música do Brasil
www.everaldofarias.blogspot.com

Um forte abraço a todos!

Mazé Silva disse...

Meu amigo Everaldo!

Fiquei bastante feliz, com a sua visita ao nosso Elo e nos premiar com elogios que vindos de você só nos trás muito orgulho.

Obrigada por nos incentivar a procurar darmos o melhor que podemos de cultura para o aprofundamentos dos leitores e dos nossos educandos que aqui vierem a frequentar.

A recíproca é a mesma em relação a você e ao seu Blog Música do Brasil que muito admiro.

Espero encontrar-te mais vezes por aqui, será um imenso prazer, pois tu sabes a grande admiração que tenho por ti.

Obrigada e deixo um beijo e um abraço!

Da amiga de sempre!

Mazé Silva