segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Água no solo Lunar


Geólogos analisaram amostras da superfície lunar colhidas do satélite pelas missões Apollo. (Foto: iStock)

 Londres, 14 out (EFE).- A superfície da Lua contém cristais com restos de água em seu interior, substância que pode ter chegado até o satélite natural através do vento solar, informou neste domingo a revista científica "Nature Geoscience".

A geóloga Yang Liu e seus colegas da Universidade do Tennessee (EUA) analisaram amostras da superfície lunar colhidas do satélite pelas missões Apollo, a maioria delas pelo astronauta Neil Armstrong, e acharam restos de água em alguns de seus componentes.

"Quando as pessoas pensam em água, sempre imaginam em estado líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo que não costumamos reconhecer é que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais", explicou Liu à Agência Efe.

De fato, acrescenta a geóloga, os minerais do manto terrestre contêm, pelo menos, a mesma quantidade de água que um oceano, e algo similar pode acontecer na Lua.

Análises posteriores revelaram algo similar entre estes restos de água e os íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento foi o responsável por transportar íons de hidrogênio até a Lua.

Uma vez ali, estas moléculas ficaram armazenadas em forma de água no interior das amostras analisadas.

O vento solar contém uma grande quantidade destes íons, que não chegam a tocar a Terra porque a atmosfera e o campo magnético terrestre o impedem, mas no caso da Lua não há nada que proteja sua superfície, por isso que o vento solar impacta continuamente contra ela.

"Nos últimos anos, fomos testemunhas de uma mudança de paradigma em nossa visão 'sem água' da Lua", afirmou Liu.

Segundo a investigadora, cada cristal analisado conteria entre 200 e 300 partes por milhão de água e hidroxilo - uma molécula que se obtém ao diminuir um átomo de hidrogênio à água.

O achado permitiu aos cientistas conhecerem uma nova fonte na qual os planetas do interior do Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderiam obter água.

Liu e seus colegas defendem que um mecanismo similar a este poderia acontecer em outros corpos sobre cujas superfícies o vento solar incide, como Mercúrio ou o asteroide Vesta.

"O bombardeio do vento solar é um processo constante. Na atualidade, necessitamos reconsiderar nosso conceito de presença de água em novos lugares do Sistema Solar", argumentou Liu. EFE
  
A Chegada do Homem à Lua - Missão Apollo 11 - 1969

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hubble - O Telescópio Espacial

 
Telescópio Espacial Hubble
 
 
 




O Telescópio espacial Hubble é um satélite astronômico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela agência espacial estadunidense - NASA - em 24 de abril de 1990, a bordo do Vaivém Espacial (No Brasil: Ônibus espacial) Discovery (missão STS-31). Este telescópio já recebeu várias visitas espaciais da NASA para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes.

Em órbita a cerca de 650 quilômetros da Terra, o telescópio espacial Hubble tem sido a nossa janela mais importante para compreendermos a formação das estrelas. Foi um instrumento fundamental ao fornecer informação sobre a existência dos buracos negros e capturou a extremidade cataclísmica de estrelas distantes e maiores do que nosso próprio Sol. O telescópio Hubble fez com que uma teoria de longa data sobre a existência do Universo fosse posta em causa, uma vez que mostrou a expansão cada vez mais rapidamente do Universo, o que poderia, por fim, levar à sua destruição. Este telescópio forneceu também as primeiras imagens detalhadas e impressionantes que mostraram como as estrelas se formam a partir de nuvens de gás e de poeira. O Hubble seguiu o rasto de uma super-nova com mil anos que se movia no espaço a uma velocidade de aproximadamente 5 milhões de quilômetros por hora, referido anteriormente por astrônomos chineses no ano de 1054 (Anno Domini). Quando os cientistas focaram Júpiter com o Hubble, puderam ver com atenção e em tempo real o efeito devastador de um cometa que colidiu com este planeta maciço. Mas o telescópio de 12 toneladas perder-se-ia para sempre à medida que se movia em espiral, lentamente, em direcção à Terra; os astronautas viajaram de novo até ao espaço para repararem o telescópio antes de este ter deixado de funcionar e ser enviado de volta para a Terra..


Este que foi imaginado nos anos 40, projetado e construído nos anos 70/80 e entrando em funcionamento desde 1990, foi batizado em homenagem a Edwin Powell Hubble, que recolucionou a astronomia ao constatar que o Universo estava expandindo.
 
 
Nota: O mesmo estará ativo até 2020, sendo sua desativação após esta data, entrando em seu lugar o Telescópio Espacial James Webb, que está previsto  seu lançamento para 2014.
 
Fonte: Wikipédia