sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O apagão no Nordeste começou há quatro séculos

O Apagão no Nordeste



Por Camille Lages
Jornalista da Empresa Brasil Solair

Falhas no sistema elétrico e divulgação de dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) puseram a região Nordeste do país em evidência nos últimos dias. Segundo reportagem do O Globo, a capacidade de geração do sistema elétrico do Nordeste brasileiro se aproxima do limite e usinas termelétricas da região estão funcionando com carga máxima para preservar o volume de água nos reservatórios que continua baixando. 

Paralelo a isso, a CNI divulgou dados do estudo Nordeste Competitivo feito em conjunto com as federações nacionais, que apontam a necessidade de investimento de 25,8 bilhões de reais nos próximos oito anos na região e mostram os gargalos que podem ameaçar sua infraestrutura até 2020. Não é de hoje e nem sem razão que a região Nordeste sofre com problemas sociais, econômicos e de infraestrutura, os quais provocaram um enorme desequilíbrio social no Brasil. A origem destas dificuldades enfrentadas atualmente pela região vem de um passado distante, onde a economia brasileira esteve sob o jugo do poder agrário. Contudo, algumas soluções alternativas vêm sido pensadas e executadas com o objetivo de minimizar esta situação no Nordeste do Brasil.

A origem dos problemas no Nordeste


No início do século XVII, a intensificação da produção de açúcar nas Antilhas e Caribe leva o produto a perder seu elevado valor agregado e faz com que a região nordestina se divida entre a monocultura da cana nas regiões litorâneas e a pecuária nas regiões mais interioranas, esta última completamente dependente da primeira, quase único mercado para seus produtos. Tal fato leva a então colônia a experimentar uma diminuição significativa dos fluxos financeiros e condena o nordeste por um lado, a uma agricultura extensiva de baixa geração de renda em suas terras agricultáveis e por outro, a atividades de subsistência na maior parte de seu território, caracterizado pela forte incidência do sol, baixo regime de chuvas e fortes ventos.

Entre o fim do século XVIII e meados do século XIX, já com o centro político transferido para o Rio de Janeiro e com a mudança da corte de Portugal para a capital do então Vice Reino, o país entra em um novo ciclo agrícola virtuoso, com um novo produto de forte valor agregado e adequado para as regiões de clima mais ameno, o café. Com isso, a região sudeste, passa então a concentrar a renda acumulada com as exportações e, por consequência, desenvolve uma infraestrutura adequada para a introdução posterior do parque industrial no país, na primeira metade do século passado, consolidando assim o forte desequilíbrio social existente no Brasil.

Com o contínuo desenvolvimento industrial, onde o aumento da competitividade é calcado na elevação contínua da produtividade e na redução dos custos de produção, os capitais disponíveis buscam por projetos, onde pela especialização e automatização, esse binômio possa ser potencializado, o que será mais oportuno quanto mais industrializada e de melhor logística for a região e ainda quanto maior for o custo de mão de obra a reduzir, levando naturalmente a concentração de investimentos nas regiões mais fortemente já desenvolvidas. É senso comum, desde pelo menos metade do século passado, que sem o estabelecimento de condições que potencializem o retorno de investimentos nas regiões de menor desenvolvimento, os já observados desequilíbrios tendem somente a se acentuar.

Microgeração de energia – uma solução alternativa para o Nordeste


Embora ao longo dos anos na região Nordeste , tenha se estabelecido o maior passivo social do país, suas características climáticas naturais, insolação, falta de chuvas e fortes ventos, que tanto colaboraram para isso, constituem-se hoje, face ao crescente desenvolvimento das energias renováveis, notadamente a solar e eólica, em significantes ativos energéticos.

O Nordeste brasileiro, possui um dos maiores índices mundiais de radiação solar e um enorme potencial eólico que se forem explorados somente da forma convencional, com concentração da geração em "fazendas" fotovoltaicas e em grandes usinas eólicas, é natural que a renda originada nestas gerações seja remetida para as regiões de onde vieram os capitais. Ao passo que se estas gerações forem realizadas de forma distribuída no local de consumo, é normal que a renda permaneça na região produtora estimulando sua sustentabilidade e seu desenvolvimento socioeconômico. Lembrando que embora vivam no Nordeste apenas 27,8 % da população total de brasileiros, a região concentra 59,1% da população brasileira vivendo em situação de extrema pobreza. 

O surgimento e consolidação de soluções de microgeração de energia, observado nos últimos anos no mundo, indica a urgência na implementação de uma solução própria para o país, representado por um modelo único e peculiar, adequado às características do Brasil, evitando a importação de soluções em detrimento daquela que pode ser o verdadeiro vetor de implementação, não só de mais duas energias limpas e renováveis, mas de um modelo ecologicamente, economicamente e principalmente socialmente justo e sustentável, representado pelas particularidades das gerações fotovoltaica e eólica, que permitem distribuir a propriedade dos ativos de geração.

Link desta matéria no Blog Brasil Solair: http://brasilsolair.com.br/blog/o-apagao-no-nordeste-comecou-ha-quatro-seculos


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Nota do Elo Geográfico:

Quando deparei-me com esta matéria escrita pela Camille Lages (Facebook), publicada no post do do Blog Brasil Solair, fiquei bastante apreensiva para ler e comentar, pois este é um tema que havia pensado em escrever no Elo Geográfico, mas por falta de tempo não fiz. Gostei imensamente do assunto que a mesma redigiu com bastante coerência, diante do momento que estávamos vivenciando ou relembrando o acontecido sobre o Apagão que atingiu todo Nordeste, com grande intensidade.  

Este é um tema para fazermos diversas análises, reflexões, e esperarmos que haja uma tomada de decisões por parte do governo, para acabar de vez com os problemas de abastecimento de Energia, pois devido a estiagem fica cada vez mais complicado o fornecimento de energia, sem termos a tranquilidade de viver sem pensar em outros blecautes. 

O Nordeste tem sofrido desde tempos mais remotos os problemas da seca, da fome, miséria, pobreza e que a cada ano não presenciamos medidas cabíveis para viabilizar projetos que venham servir com o alternativa para tais dificuldades em diversos aspectos. 

Neste texto de grande valia, a amiga redatora a Camille Lages, fala não só dos problemas enfrentados pelo Nordeste a séculos, mas cita propostas viáveis, como a Microgeração de Energia  para o NE, utilizando o que temos em abundância matérias-primas para implementar projetos   para gerar energia através dos ventos e da grande incidência de radiação do sol, proporcionando uma energia limpa, barata e renovável.  

Os meus parabéns a Camille pelo valioso texto que servirá para avaliar a nossa produção de energia, na tomada de consciência e nas devidas soluções por parte de empresários e do governo.

Nasce o Blog - Brasil Solair

Blog Brasil Solair - Boas vindas



Por Mazé Silva
Elo Geográfico


O Surgimento do Blog Brasil Solair aparece logo após a criação da Empresa (Brasil Solair), em  19 de outubro de 2012, e que tem por objetivo trabalhar com projetos no campo da energia “Eólica” e “Solar”.

Tenho a imensa satisfação de divulgar aqui no Elo, o trabalho que o “Blog Brasil Solair” vem realizando  com capacidade, empenho e competência na área da comunicação em que a Jornalista “Camille Lages”, vem com suas redações excelentes, postando tanto para o Blog, como para o Twitter e a Fanpag,  todas as publicações do trabalho que a Empresa de Microgeração de Energia renováveis realiza -“A Brasil Solair”, bem como estratégias de Marketing, digital.  

Guiada pela necessidade de divulgar um valioso Projeto que a Empresa de Mricrogeração e desenvolvimento Social (Brasil Solair), nos empreendimentos de viabilizar a Energia Solar e Eólica, que em parceria com a Caixa Econômica que amplia o seu Projeto de construções populares – “Minha Casa, Minha Vida”, atendendo a demanda e com baixos custos, propõe que os próprios moradores que estão adquirindo suas moradias, possam construir com seu trabalho, as instalações dos painéis que irão gerar energia para suas habitações, proporcionando assim uma geração de renda extra para os próprios moradores.

Segundo a Camille Lages, esse é um Projeto Piloto que está sendo implantado em Juazeiro na Bahia e poderá mais tarde ser implantado em outras cidades, pois sendo uma energia que será gerida de forma a não agredir o meio ambiente, sem danos por ser uma energia, limpa, verde e renovável, não interferindo no desenvolvimento sustentável do Planeta.

Quero para ilustrar a postagem e ajudar na divulgação que a Camille vem fazendo, deixar o link de um das suas publicações no Blog  Brasil Solair, que mostra através de texto redigido e ilustrado, a verdadeira ciência desse projeto.

E começou o projeto de geração de renda em Juazeiro

Nota:

Este tema sobre Energias Renováveis é de bastante relevância, tanto  para o Blog Elo Geográfico como para a população nordestina, e brasileira, por ser projetos bastante viáveis, já que temos esse potencial energético em abundância, cuja matérias-primas são  a grande incidência de raios solares que atinge a nossa Região Nordeste e os ventos que propiciam bons resultados neste setor.

Esperamos que o Blog Brasil Solair seja sucesso absoluto e que com certeza cumprirá seu papel de grande divulgador da Microgeração de Energia.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O dia da Consciência Negra

Consciência Negra 


Por Mazé Silva
maze_silvaa@hotmail.com

Este é um tema de grande relevância para que todos os seres humanos possam lembrar com toda dedicação, seriedade por tratar-se da inclusão ou exclusão no pensamento, na imaginação daquelas criaturas que ainda não incorporaram em suas mentes, a valorização de indivíduos que fazem parte de uma sociedade e que desde tempos bem remotos, sofrem a tal da discriminação. 

Tudo isso, porque não possuem as características físicas que uma grande parcela da população, que não concordam ou rejeitam sem perceber que são criaturas que possuem direitos, valores tanto quanto àqueles que dominam uma sociedade escravocrata de séculos passados e que já estão ultrapassadas perante idéias de rejeições levadas pelo machismo, a dominação e o poder de homens que por ventura achavam-se donos do espaço físico por eles conquistados por influências políticas e com o poder econômico nas mãos, mantinham  o domínio desses povos que vieram aqui para o nosso Brasil, enganados, pensando que viriam trabalhar e ter uma vida digna, já que onde viviam em continente como a África, sem ter sequer o alimento que é o mínimo que um ser humano precisa para sobreviver ou não morrer de inanição.  Toda essa vivência, desde o tempo da Colonização e da dominação portuguesa em nossos territórios.



No dia 20 de novembro celebramos o “Dia da Consciência Negra”, data esta que condiz com a morte de um dos maiores lutadores em prol da liberdade do negro, “Zumbi dos Palmares “no ano de 1695 (um símbolo da resistência à escravidão).  Neste dia, deverá ter enfoques nas Escolas, nos estabelecimentos públicos e privados, reflexões, questionamentos e tomada de consciência, sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, observando e reconhecendo a importância da sua cultura e de sua história.
*Maiores conhecimentos sobre Zumbi, acesse o link:
http://www.historiabrasileira.com/biografias/zumbi-dos-palmares/

São diversas as formas da contribuição da cultura negra para a nossa nação. Poderemos citar: a música, a dança, o vocabulário, a culinária, os costumes de uma forma abrangente. Ações deverão ser tomadas, para que tenhamos uma sociedade mais igualitária, sem racismo e que este ser humano que muito contribuiu para o engrandecimento do nosso país, culturalmente e que há muitos anos já poderiam está usufruindo de seus direitos de cidadãos, sem sofrer mais rejeições. Que a sua inclusão no contexto social, aconteça de forma definitiva e sem objeções em diversos âmbitos do convívio social.

Dia da Consciência Negra marca desigualdades ainda existentes

É lamentável que o racismo ainda perdure em nosso país e no mundo. Sendo assim, esta é uma temática que deverá ser trabalhada nos estabelecimentos de ensino, conscientizando o educando desde a mais tenra idade, a ter o reconhecimento, de que o negro faz parte da miscigenação de raças e que com eles muito aprendemos. Suas contribuições são incontáveis, devendo ser valorizada e passar a fazer parte dos Currículos Escolares.
Sensibilizar os indivíduos desde cedo, a primar pelo respeito e valores a todos os seres humanos, sem distinção de raça, de cor, de classe social. Esperamos que aconteçam políticas educativas, para que haja uma disseminação de idéias, que venha promover a igualdade entre os povos e combater este tipo de atitude e preconceito, prevalecendo  o respeito de cada pessoa, prevalecendo a valorização indispensável que deve-se ter a qualquer ser humano.

A Participação do Negro no Brasil e no mundo
Ministro do Supremo do STF - Joaquim Barbosa

Atualmente, encontram-se milhares de negros nos mais diversos cargos de prestígio na sociedade brasileira e no mundo; Presidente,  deputados, senadores, ministros, juízes, promotores, procuradores. As pessoas podem estranhar esta afirmação, mas é que eles se esquecem de que dentro da categoria “negro” está incluído o “pardo”. Mesmo porque os “pretos”  são apenas 6% da população, não podemos nos esquecer disto.

Muitas conquistas já se deu atualmente no campo de ocupação de trabalho,  onde o negro já ocupa seu espaço de forma digna, ocupando diversas áreas do conhecimento,  pois a inteligência, o bom desempenho não está na cor e sim na capacidade, no aprimoramento do desempenho de suas funções. Antigamente víamos a discriminação da mulher em setores do campo trabalhistas, em que as mesmas não poderiam ocupar os mesmos cargos que o homem ocupou desde o surgimento das profissões, com a criação de cursos profissionalizante, Universidades.  O mesmo acontecia com o homem negro que não poderia ocupar diversos cargos ou até mesmo em formação religiosa, era proibida a ocupação de cargos eclesiásticos por puro preconceito racial.

O que se poderia fazer para acabar ou diminuir com o Preconceito Racial no Brasil e no Mundo?

A denúncia é o melhor caminho para que não existam mais crimes raciais ou atos racistas. “Enquanto nos calarmos ou fecharmos os olhos para o racismo, ele vai continuar. Hoje temos vários meios de denunciar os crimes de racismo: lei federal e estadual, Estatuto da Igualdade Racial, Conselho da Comunidade Negra que também é um órgão fiscalizador e as Organizações Internacionais que também recebem estas denúncias”.

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Texto redigido com complementos dos sites:

http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/
http://www.brasilescola.com/sociologia/

Vídeo - Cosciência negra

sábado, 24 de novembro de 2012

Nova Presidência no Supremo Tribunal Federal

Ministro do STF - Joaquim Benedito Barbosa Gomes 


Joaquim Benedito Barbosa Gomes nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serpro (1979-84).

Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar naFrança, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York(1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. Foi indicado Ministro do do STF por Lula em 2003.

Joaquim Barbosa é o primeiro ministro reconhecidamente negro do STF, uma vez que anteriormente já compuseram a Corte um mulato escuro, Hermenegildo de Barros, e um mulato claro, Pedro Lessa.

Demonstra defesa incondicional em certas questões. É o único ministro abertamente favorável à legalização do aborto; é contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais. Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalhoescravo para a Justiça federal.

Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. A posição do ministro, todavia, é criticada por advogados e pela Ordem dos Advogados do Brasil, sob o fundamento de que despachar com os magistrados é um direito dos advogados, conferido pela Lei 8.906/94, cujo art. 7, inciso VIII preceitua ser direito dos advogados: "dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada".

O ministro Barbosa diz ser, também, contra a suposta prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila"). A postura do ministro também tem sido criticada pela OAB, sob o fundamento de que, por vezes, situações de urgência realmente justificariam a inversão da ordem dos julgamentos.

Barbosa opõe-se, também, ao foro privilegiado para autoridades.

 Fonte: Wikipédia
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Nota do Bottary:

É de se ressaltar, e com toda a eloquência, que o eminente ministro é uma realidade inconteste, qual seja, não é um sonho, ou melhor, e como disse o eminente ministro Luiz Fux em seu discurso no dia da posse do novo presidente do STF, Joaquim Barbosa, que os sonhos de Mandela e Luther King, não foram sonhos em vão, mas tão somente, "sonhos que não se inventam".

Sua graça como pessoa humana que ora se apresenta à Nação, desde sua posse como ministro do STF, há 9 anos, nos leva a crer, como cidadão brasileiro esperanço por uma justiça igualitária, que o "jeitinho brasileiro" está prestes a iniciar o seu término, ainda que se faça resistente, até na Suprema Corte.

Ele, para mim, tem demonstrado em suas atitudes, neste suprema corte, um Homem de Bem, a caminho da prática da verdadeira isonomia na justiça brasileira, ainda que feita pela imperfeita raça humana.

Nos propomos aqui, e assim espero destes que se adentram neste riquíssimo blog, concentrar desejos de que o ministro tenha um execelente mandato neste biênio, corroborando todos os esforços feitos até hoje, em busca de um judiciário mais íntegro e sem "rapapés", como ele mesmo diz.

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Plenário do Supremo Tribunal Federal

No dia 22 de novembro de 2012 aconteceu, no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), a solenidade de posse dos novos presidente e vice-presidente da Corte, ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. A solenidade foi aberta com a execução do Hino Nacional, pelo músico Hamilton de Holanda. Na sequência, o ministro Joaquim Barbosa lê o compromisso de posse e assina o respectivo termo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desastres Ambientais castigam cidades em diversos locais do planeta Terra.

Catástrofes Ambientais em diferentes ambientes do mundo


Por Mazé Silva
Elo Geográfico

As catástrofes ambientais e de níveis avassaladores, estão cada vez mais freqüentes em diferentes pontos do nosso Planeta e que muitas vezes chegam de forma inesperada, pegando os moradores desprevenidos, o que trona difícil livrar-se desses contratempos, que vêm de uma maneira aterrorizante, sem possibilitar que os habitantes dessas regiões possam tomar as devidas precauções ou artifícios para salvar suas vidas e os seus pertences, como moradia, utensílios domésticos, como móveis, eletrodomésticos, carros e até mesmo sem haver tempo para retirada de suas próprias vestimentas.

Todos esses desastres ambientais ocorridos em muitos países em tempos remotos e nos últimos anos têm ocasionados imensos transtornos, deixando população em estado de calamidade, já que estas cidades, Estados e países, devastados ou mesmo transformados em ruínas, torna assustador. O nosso Planeta, desde a sua formação há milhares de anos, tem sofrido modificações sejam Geológicas, como erupções vulcânicas e deslizamentos de terra, os riscos hidrometeorológicos, do tipo inundações e marés extremas; e riscos Geofísicos, como os terremotos. Os estudiosos na área podem através da tecnologia, como o uso de satélites artificiais, como os meteorológicos que, preveem esses momentos terríveis que estão pra virem em determinados lugares da Terra.

Qualquer processo da Terra que coloque em risco a vida humana pode ser considerado um risco geológico. Seu âmbito varia desde os acontecimentos locais (por exemplo, a queda de blocos de rochas) aos globais, que podem ameaçar a totalidade da espécie humana, como o impacto de asteróides e a ocorrência de grandes erupções em vulcões.  A Mãe-Terra parece estar abandonada. O impacto dos riscos geológicos nas nossas vidas e na economia é enorme e nunca deixará de existir. Inundações, tsunamis, tempestades, secas, incêndios, erupções vulcânicas, terremotos, deslizamentos e afundamentos de terra são responsáveis, todos os anos, pela perda de milhares de vidas, originando idêntico número de feridos e destruindo lares e meios de subsistência.

O homem com toda sua inteligência e as modernas tecnologias, não impedem que, a “Mãe Natureza”, venha agir de forma catastrófica, atingindo, sejam nações ricas ou de grande desenvolvimento, ou áreas pobres, as chamadas subdesenvolvidas. Conforme aumenta a população mundial e o desenvolvimento do capital financeiro e a ambição desmedida, torna mais propício as mudanças climáticas e tendo como conseqüência a destruição da natureza, causando desequilíbrios e aumentando essas catástrofes que poderiam vir a atingir o planeta em um espaço maior de tempo, isto é, prolongando o aparecimento desses desastres naturais, onde muitas delas são oriundas da ação humana sobre o seu habitat, de modo a tornar vulnerável para que tudo ocorra de forma mais acentuada. O Homem  colhe o que planta, se ele não cuida da natureza, do seu habitat, dos ecossistemas e não utiliza de uma consciência, de uma sensibilidade para que haja um mundo mais ecológico, irá sofrer as conseqüências de seu desmando e  da sua ambição desmedida.

Dentre esses acontecimentos catastróficos que assolam o nosso Planeta nos últimos tempos, podemos citar:

- TUFÃO - OCORRIDO EM SETEMBRO NA CORÉIA DO SUL:



Este foi mais um dos desastres naturais que atingiu desta vez a Coréia do Sul provocando cancelamento de vôos interrompendo serviços e com ondas imensas atingiu a cidade costeira de Yeosu, situada a 460 quilômetros de Seul durante a passagem do tufão “Sanba” pelo país. O Problema climático obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas. O tufão causa estragos em várias partes da Ásia. Foram muitas chuvas, marés e tempestades.

- Ciclone pós-tropical Sandy - atinge costa leste dos EUA:



Até chegar aos Estados Unidos, a tempestade Sandy atingiu países do Caribe deixando muitos mortos e o Haiti foi o mais atingido, além de ser um país castigado pelo intenso terremoto que, sacudiu aquele país em 2010, deixando-o praticamente destruído e o sofrimento ainda maior por ser uma das nações mais pobres do nosso Planeta.

SANDY - é um furacão de categoria um (1), com ventos de150km/h. Ele dirigia-se, para encontrar uma frente fria vinda do Canadá e que ampliaria o potencial de estragos, criaria uma Super Tempestade, provocando um aumento rápido do nível do mar, tempestades de neves, cortes de energia etc. Antes mesmo de atingir às costas dos Estados Unidos, o Centro Nacional de Furacões Norte Americano, fez uma nova classificação do fenômeno, rebaixando-o de “Furacão” para “Ciclone Pós-tropical”. Uma das primeiras cidades a serem atingidas, foi Atlântic City, em Nova Jersey e Nova York. 

Os Meteorologistas previam que, “SANDY” fosse capaz de afetar até 50 a 60 milhões de pessoas, nos EUA. Foram mesmos muitos transtornos, destruições, muitos desabrigados, cancelamentos de vôos.  As conseqüências de uma tempestade ou furacões são sempre avassaladoras, pois atingem a região em diversos aspectos, e ocasiona a mudança da rotina da população atingida. Sem energia, sem aulas, perdas materiais e humanas, sistema de transporte afetado e toda infra-estrutura abalada tornando mais difícil a vida da população. Esta tormenta chegou aos EUA, em momentos  de escolha política com eleições para Presidente da República, mas graças ao Presidente Barack Obama, deixou de lado a candidatura, dando prioridade a salvar vidas e proporcionar melhorias para a população atingida, tentando amenizar o sofrimento daqueles que viviam momentos críticos em suas vidas.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos disse neste domingo (11) que há 166.499 residências e empresas ainda sem energia elétrica em Nova York, Nova Jersey e na Virginia Ocidental após a passagem do furacão Sandy e da tempestade Nor'easter. Segundo governo, 166.499 residências ainda estão sem luz.
Pico total de clientes sem energia atingiu mais de 8,6 milhões.



Guatemala sofre novo terremoto, depois de uma série de réplicas


Um forte terremoto de 7,4 graus na escala Richter atingiu nesta quarta-feira a costa da Guatemala, matou 48 e fez a terra tremer no México, a 750 quilômetros de distância.Um pequeno tsunami foi registrado próximo a costa da Guatemala, de acordo com o Centro de Tsunami do Pacífico.
                                              
O tremor causou deslizamentos de terra que bloquearam estradas e provocou a destruição de 40 casas. Mais de 120 mil pessoas ficaram sem energia elétrica. Testemunhas relataram as agências de notícias internacionais que as ruas das cidades viraram um caos com milhares de pessoas deixando os prédios as pressas.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS),  o terremoto ocorreu e 101 quilômetros a oeste-sudoeste da capital, Cidade da Guatemala. O epicentro foi a 26 quilômetros de profundidade. O terremoto também foi sentido fortemente em El Salvador e na Cidade do México, onde milhares de pessoas ficaram assustadas.
Várias réplicas de 5 graus na escala Richter atingiram o mesmo local do forte abalo.

Mianmar, país situado no sul da Ásia, é sacudido por intenso terremoto

O Terremoto de magnitude 6,8 segundo o Instituto de Geofísica norte-americano (USGS), aconteceu a uma profundidade de 10 km, a 117 km ao norte de Mandalay. Na cidade e no destrito do mesmo nome, habitam cerca de 1,3 milhões de pessoas. O fenômeno aconteceu às 7:42 (horário local) e foi seguido de duas réplicas de magnitude 5,0, cerca de vinte minutos mais tarde.

Ao menos 13 pessoas morreram e 40 ficaram feridas no centro de Mianmar, devido a um forte terremoto.De acordo com o balanço da ONG, que possui escritórios na região, foram contabilizadas 13 vítimas em quatro localidades próximas ao epicentro.

A Divisão de Informação sobre terremotos de Naypyidaw confirmou, por sua vez, a magnitude de 6,8 do primeiro tremor. Kyaw Kyaw Lwin, um de seus responsáveis, disse que se trata do maior terremoto na região desde 1991.
O terremoto aconteceu a 572 km a leste de Dacca, capital de Bangladesh, uma das cidades mais densamente povoadas do mundo. O temor também foi sentido em Bangcoc, capital da Tailândia. Em março de 2011, um terremoto de magnitude 6,8 no Estado de Shan, próximo à fronteira com Tailândia e Laos, provocou a morte de 74 pessoas em Mianmar e uma na Tailândia.

-Como vencer as catástrofes naturais ?

*Terremotos, enchentes e erupções vulcânicas causam prejuízos humanos e materiais crescentes, conforme aumenta a população mundial. Reduzir as perdas implica definir planos para conscientizar as pessoas de modo a minimizar os riscos das catástrofes naturais.


*Certos desastres naturais podem estar intimamente ligados a modificações feitas pelo homem na geosfera, na biosfera e na paisagem.

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Redação de texto como base em leituras suplementares dos sites:


 Furacão Sandy - imagens inéditas

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O verde que renasce do sertão seco de Canindé


Os cordões de pedra tentam minimizar o estrago feito pelas plantações morro abaixo, prática corriqueira no distrito de Iguaçu


Por Mazé Silva
Elo Geográfico

O conhecimento de alternativas para o sustento muda a paisagem do sertão e o pensamento do sertanejo. A espera pela chuva toma novas configurações  em uma espera por projetos de convivência com a seca.

A vida do sertanejo ainda é de bastante sofrimento em grandes áreas do Ceará e do Nordeste em geral, pois ainda existem poucos projetos para solucionar e amenizar a vida desse povo que desde épocas mais remotas, sofrem pelas condições climáticas. Embora o governo tenha criado alguns projetos que beneficiem essas áreas afetadas, não são suficientes para atender a demanda populacional que habitam essas regiões e que sabemos são castigadas não só de forma natural pelo clima seco, mas por falta de políticas governamentais que sejam coerentes com uma distribuição de Recursos Hídricos sustentáveis para o atendimento preciso da população desprovida do melhor e essencial recurso que a natureza nos oferece, que é o líquido mais precioso para que haja vida em nosso Planeta.

O homem contribui para o bem e para o mal do semi-árido, concluem pesquisadores do tema. As ações humanas são responsáveis tanto pelo desgaste quanto pela preservação do meio ambiente. A convivência é mediada pelo respeito.  Nessa área do Sertão de Canindé no distrito de Iguaçu, que fica a 145 quilômetros de Fortaleza, a situação estava cada vez mais agravante, pois o solo era coberto por pedregulhos e desnudo de vegetação onde a poeira dominava este espaço, mas que jamais deixou de pensar-se que não teria solução para esta situação vivenciada. 

Em 1999, o Projeto de Desenvolvimento Hidro-Ambiental (Prodham, da Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará) chegou àquele recomeço de mundo. O Prodham fotografou em Iguaçu e ao longo do curso do Rio Cangati que banha aquela região fornecendo água para a população, observou uma enorme degradação do ambiente, devido o uso inadequado da terra, pois além da natureza está sendo devastada, a produção era muito baixa, pois não havia consciência de práticas de conservação e tornando os Recursos Hídricos cada dia mais escasso para atender a demanda das comunidades ali existente. Se a natureza deixa de existir, a probabilidade é que o homem também deixe de habitar ou viver naquele habitat para usufruir de tudo que o mesmo tinha para oferecer.

O sertanejo do século XXI não espera mais tanto por chuva; espera por projetos de convivência com a seca. O que ele deseja é mais ensinamento, para ampliar a sabedoria que já contém em si.  Com a criação  do Projeto de Desenvolvimento Hidro-Ambiental (Prodham) atuou como experimental, entre 1999 e 2009, em 44 comunidades cearenses. Em uma década, afirma ter recuperado 5,3 hectares de área degradada, readequando práticas de manejo do solo. Outros 47,6 hectares foram reflorestados e tiveram a mata ciliar recomposta. Para mais informações sobre o Prodham, acesse o site:
http://prodham.srh.ce.gov.br

Hoje, graças aos especialistas em convivência com o semi-árido, utilizaram novas técnicas de plantio,  incorporada aos morros e que obtiveram uma maior produção de feijão e milho, onde antes não havia esperança pela visão de um solo pedregoso, mas de barragens subterrâneas.  As plantações seguem o traçado dos cordões que conseguem “frear a água e a erosão”. 

Os agricultores já com outra visão do uso do solo passa a ter uma mudança parecida - de paisagem e de consciência - também se deu do outro lado da BR-020, com o reflorestamento da área que fica às margens do  Rio Cangati. “Foram produzidas 60 mil mudas, em três anos”, conta o apicultor Marcos Aurélio Crisóstomo de Souza. Ele viu o verde renascer do cinza: pau d´arco, freijó, aroeira, angico, cedro, “que estavam quase extintas, já estão crescendo, frutificando, soltando sementes”.  O homem daquela região percebeu que o assoreamento do Rio acontecia deixando o leito mais raso, soterrado pela erosão da chuva, dos ventos, já que não existia mais a vegetação que fora desmatada pela ação do homem por não conhecer que desmatar, queimar, retira os nutrientes do solo, deixando-o empobrecido sem favorecer o desenvolvimento de uma agricultura mais rica e de maiores lucros e melhor qualidade.

O apicultor Marcos, viu a volta de grande parte da fauna, como os pássaros que havia desaparecido, pela devastação da vegetação das margens dos rios e com o reflorestamento das margens do Rio Cangati, mudou a paisagem havendo uma conciliação da fauna e da flora. Com o fim do Projeto PRODHAM, os moradores foram  embora, já que não tinham mais o ganho diário pelo trabalho realizado. “Os jovens não vêem futuro em ficar aqui”. Para Marcos, é necessário “ter outras possibilidades de trabalho” no semi-árido. Ele, que conheceu solução, não quer fugir do problema. Os moradores acham que viver no sertão não é ruim é preciso que ampliem e criem mais Projetos que venham melhorar a vida no campo, para que possam viver com dignidade e aproveitar os ensinamentos dos técnicos que trabalham no Projeto para enriquecer os conhecimentos e poder continuar morando na mesma região sem precisar migrar para as cidades grandes, que já estão inchadas pelo crescimento exorbitante da população em decorrência do êxodo Rural.

-Marcos, 38, artesão e apicultor em Iguaçu

Marcos Aurélio Crisóstomo de Souza, que fez moradia e trabalho na vizinhança do rio Cangati, tem a vivência entrançada com o curso do rio. Menino, ele “brincava demais” ali, “tomando banho, pulando as barreiras”. Até que viu o Cangati mudar de jeito, esmorecer: “Ele era bem mais fundo. As águas corriam bem mais e hoje está  mais aterrado”. O próprio rio lhe contou a angústia e lhe mostrou um caminho para trazê-lo de volta à tona. “Eu sempre soube, desde menino, tinha essa consciência. Via pelas águas: quando não tinha essas plantas (do reflorestamento), o lençol freático baixava muito rápido. Depois que a gente preservou, a água se mantém mais à flor da terra”.


O semi-árido nordestino está em cima de praticamente 70% de um escudo, que na linguagem geológica é chamado de cristalino. Numa comparação grosseira, é como se a mesma estivesse sobre um prato, onde a pouca quantidade de água que consegue se infiltrar no solo e é armazenada no fundo. Não havendo reposição dessa água, e com a constante utilização da mesma na propriedade, aliada a uma demanda evapotranspirativa que, em algumas regiões chega a atingir 2.000 mm anuais, o nível do lençol freático que vai baixando assustadoramente, até o ponto de ser extinto. É exatamente isto que ocorre no semi-árido em épocas de escassez de chuvas. 


Retratos da paisagem

                                                            

1) A retirada da lenha, agravada pelas queimadas como forma arcaica de preparar a terra, inicia o desflorestamento e expõe o solo à erosão. “Ficam as cinzas, a matéria orgânica vai embora. A água da chuva, quando vem, pega o solo desprotegido”, avalia Paulo de Carvalho, coordenador da ONG Caatinga,

2) A apicultura surge no meio da seca como alternativa de ganho,

3) Na área reflorestada do rio Cangati, a jiboia almoça um camaleão. Os bichos voltam ao cotidiano

Aprofundamento:

“Os primeiros vestígios da utilização das águas subterrâneas são de 12.000 anos antes de Cristo. Acredita-se que os chineses foram os primeiros a dominar a técnica de perfurar poços, e na Bíblia existem relatos de escavações para obtenção de água potável.
Desde os primórdios da história das civilizações, as águas subterrâneas são utilizadas pelo homem, através de poços rasos escavados. Foi atribuído aos chineses o início da atividade de perfuração. Em cinco mil anos Antes de Cristo, eles já perfuravam poços com centenas de metros de profundidade.”

Questionamento:

*Até onde se pode restaurar o que foi desfigurado pela desertificação? 

Matéria redigida, tendo como fonte de apoio: 
Jornal O Povo
26/09/2012


 Sabedoria do semi-árido - Sr. Napoleão - PRODHAM _ microbacia Rio Cangati / Canindé